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    Futuro ministro da Defesa diz que intervenção no RJ está alinhada para terminar neste ano

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    BRASÍLIA (Reuters) - O general da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva, que comandará o Ministério da Defesa no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira que o que está alinhado no momento é que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro termina no final deste ano e que uma eventual permanência das Forças Armadas será estudada a partir de janeiro.

    'O que está alinhado é a permanência das Forças até 31 de dezembro (no Rio de Janeiro). É o que está regulamentado', disse o futuro ministro a jornalistas no Centro Cultural Banco do Brasil, sede do gabinete de transição para o futuro governo.

    Ao ser lembrado que o governador eleito do Rio, Wilson Witzel, tem pedido a continuidade das tropas no Estado, Azevedo e Silva disse que existem dois caminhos para que elas continuem no Estado e que isso será estudado a partir de janeiro.

    'Tem duas formas. A intervenção termina em 31 de dezembro, o que ele pode solicitar --e ele não solicitou ainda-- é uma manutenção da GLO (garantia da lei e da ordem)', disse.

    'A partir de 1º de janeiro vamos estudar', afirmou ele, quando indagado qual será a resposta se Witzel fizer a solicitação. 'Vou entrar em uma fase de transição agora com o atual ministro da Defesa, general Silva e Luna, que está viajando.'

    Na entrevista, Azevedo e Silva também anunciou que o general Edson Leal Pujol assumirá o comando do Exército no novo governo, enquanto o comando da Marinha ficará a cargo do almirante Ilques Barbosa Junior e a Força Aérea Brasileira (FAB) será comandada pelo brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez.

    O futuro ministro disse ainda que está tomando pé da situação da pasta, mas que já tem conhecimento profundo do ministério por ter ocupado a função de chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Ele afirmou que sua principal prioridade será a manutenção dos projetos das Forças que estão em andamento.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

    Escrito por Thomson Reuters

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