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Governo busca junto a bancos suspensão da dívida de Angra 3

Governo busca junto a bancos suspensão da dívida de Angra 3

Reuters

14/07/2026

Placeholder - loading - Vista geral do complexo da Usina Nuclear de Angra 1º de agosto de 2019 REUTERS/Lucas Landau
Vista geral do complexo da Usina Nuclear de Angra 1º de agosto de 2019 REUTERS/Lucas Landau

SÃO PAULO, 14 Jul (Reuters) - O ​Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira uma resolução que reconhece como interesse público a suspensão de dívidas da implantação da usina nuclear Angra 3, medida que foi solicitada aos bancos BNDES e Caixa pela Eletronuclear, estatal responsável pelo projeto.

A resolução 'respalda, no âmbito da política energética, o encaminhamento do pedido da Eletronuclear ⁠às ⁠instituições financeiras, permitindo que o ​BNDES ‌e a Caixa Econômica Federal avaliem a viabilidade da solicitação', disse o Ministério de Minas e Energia, em comunicado.

A pasta acrescentou ainda que ⁠a eventual concessão de qualquer medida dependerá de análise ​técnica e decisões das instituições financeiras.

Após a reunião ​do CNPE nesta terça-feira, o ‌ministro de Minas ​e ⁠Energia, Alexandre Silveira, afirmou que uma extensão das dívidas relacionadas ao empreendimento seria necessária até que o governo federal ​decida sobre a finalização das obras.

'Estamos submetendo aos credores, BNDES, Caixa e outros, para poder estender o prazo (da dívida) para que, ao tomar a ​decisão que eu particulamente defendo, de conclusão de Angra 3...', afirmou ele, a jornalistas.

Iniciado há mais de 40 anos, o projeto da terceira usina nuclear brasileira foi paralisado em mais de uma ocasião por falta de recursos, além de ter sofrido interrupção por suspeitas de ​corrupção apontadas na Operação Lava Jato.

O CNPE ainda precisa decidir ‌sobre a finalização das ⁠obras, que demandaria mais R$24 bilhões em investimentos adicionais, segundo estudos do BNDES. Também pesa, nessa ⁠deliberação, o elevado custo de abandono ⁠do projeto, também estimado ⁠na casa ⁠de ​mais de R$20 bilhões.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

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