Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1
    Veja todas as Notícias.

    Governo de SP diz ter recebido só metade da remessa prevista de vacinas da Pfizer do PNI

    Placeholder - loading - 22/01/2021 REUTERS/Amanda Perobelli
    22/01/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

    Publicada em  

    Atualizada em  

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O governo do Estado de São Paulo afirmou nesta quarta-feira que recebeu somente a metade do lote previsto de vacinas da Pfizer contra a Covid-19 do Programa Nacional de Imunização (PNI) e cobrou que o Ministério da Saúde encaminhe ao Estado imediatamente as 228 mil doses que afirma faltarem na remessa destinada a São Paulo.

    Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o governador João Doria (PSDB) classificou de 'maldade' a redução no envio de doses ao Estado e disse que ela pode afetar os planos de iniciar a vacinação de adolescentes em 18 de agosto, já que a vacina que será utilizada para este grupo é a da Pfizer.

    'A decisão, que como governador qualifico de uma decisão arbitrária do Ministério da Saúde, representa a quebra do pacto federativo, e o governo federal, mantida essa decisão, decidiu punir quem fez o certo, quem foi eficiente na vacinação', disse Doria, acrescentando que o governo paulista enviou ofício ao ministério nesta manhã cobrando o envio das doses.

    'Com menos vacinas para São Paulo, vacinas da Pfizer, o Ministério da Saúde compromete o calendário de vacinação de crianças e adolescentes no Estado de São Paulo, previsto para começar no dia 18 de agosto.'

    Autoridades de saúde do Estado afirmaram que foram surpreendidas com a redução no envio de doses nesta madrugada e que não havia sido dada até o momento nenhuma explicação por parte do ministério.

    Mais tarde, em entrevista coletiva concedida em resposta às declarações do governo paulista, autoridades do Ministério da Saúde afirmaram que o corte de doses foi uma 'compensação' por retiradas a mais de vacinas do Butantan realizadas por São Paulo.

    'Como o Butantan é em São Paulo, eles podem fazer a retirada direta da Coronavac. São Paulo deveria receber 620 mil doses, mas retiraram 678 mil. Em outra pauta, foram retiradas 271 mil doses, mas deveriam receber 178 mil', disse a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19 da pasta, Rosana Leite de Melo.

    'Fizemos agora uma compensação.'

    O secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, acrescentou que São Paulo já estava ciente do movimento da pasta --que, segundo ele, busca diminuir a disparidade da vacinação em Estados e municípios sem que qualquer ente seja prejudicado.

    Na sequência, o governo de São Paulo publicou nota afirmando que a fala de Melo sobre uma compensação é 'mentirosa', negando ter retirado mais doses do que o previsto de Coronavac.

    'Com esta decisão arbitrária, o Ministério da Saúde quebra o pacto federativo e coloca em risco a vida de milhares de cidadãos brasileiros que vivem em São Paulo', disse o governo paulista.

    O movimento representa mais um embate entre os governos estadual e federal. Doria é inimigo político do presidente Jair Bolsonaro, com quem constantemente trava bate-bocas públicos e também é um dos principais críticos à gestão federal na pandemia.

    Além disso, é pré-candidato à Presidência na eleição do ano que vem, quando Bolsonaro deverá buscar a reeleição.

    O governador paulista, principal incentivador do acordo entre o Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo, e o laboratório chinês Sinovac, que permitiu o início da vacinação contra Covid-19 no Brasil em janeiro deste ano com a vacina CoronaVac, tem no tema da vacina sua principal bandeira para a disputa de 2022.

    O Butantan entregou até o momento 64,8 milhões de doses da CoronaVac ao PNI e promete totalizar até o final deste mês 100 milhões de doses do imunizante entregues ao ministério.

    'O governo federal já fez maldades demais com o Brasil, com os brasileiros, e agora quer direcionar uma dose adicional de maldade a São Paulo. Espero que isso não se sustente e que o ministro da Saúde reveja imediatamente essa sua posição, ou a posição do seu ministério, e delibere a entrega imediata das 228 mil outras doses da vacina da Pfizer que não foram entregues a São Paulo', disse Doria.

    Escrito por Reuters

    Últimas Notícias

    Placeholder - loading - Imagem da notícia ‘Cry Maho’: novo filme de Clint Eastwood fala sobre o significado do sucesso

    ‘Cry Maho’: novo filme de Clint Eastwood fala sobre o significado do sucesso

    Neste mês de setembro foi lançado Cry Macho, o mais novo filme do consagrado ator e diretor, Clint Eastwood. Mesmo com 91 anos e com uma certa fragilidade na aparência, o astro se mostra incansável, chegando a montar a cavalo e cavalgar em uma cena. “Trate o cavalo como um amigo e ele vai cuidar de você", disse sobre a tensão sentida por todos no set ao verem um homem dessa idade subir no animal.

    No longa, Clint assume o papel de Mike Milo, um ex-peão de rodeio que está velho e bem distante de seus dias de glória. Devendo um favor a seu chefe, Mike aceita a tarefa de resgatar seu filho, Rafo, de sua mãe abusiva. O único porém é que o garoto mora no México.

    A obra, baseada no livro homônimo de 1975 escrito por N. Richard Nash, já teve outras diversas tentativas frustradas de adaptação para as telonas, das quais se destacam duas: uma que seria estrelada por Roy Scheider (ator de Tubarão) em 1991 e uma por Arnold Schwarzenegger em 2011, após seu mandato como governador da Califórnia. 

    Durante a produção, que sofreu com a pandemia do coronavírus, houve um grande susto com a ocorrência de um caso de infecção entre uma das atrizes - que, felizmente, era um falso positivo e não atrapalhou o processo de filmagem.

    Cry Macho está em cartaz nos cinemas e disponível no serviço de streaming HBO Max. Veja o trailer:

    Clint Eastwood e sua trajetória em Hollywood

    Eastwood começou sua carreira em 1955, mas ascendeu ao estrelato com seus papéis em filmes de faroeste, como a consagrada Trilogia dos Dólares do diretor italiano Sergio Leone, com Por um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966)

    Tal como em suas últimas realizações como diretor, como Gran Torino (2008) e A Mula (2018), ele aproveita para refletir a relação entre o Clint ícone - imponente e classicamente sério - e o Clint homem, agora mais velho e com a simples preocupação de contar uma história.

    Dê play no vídeo abaixo para conferir os trailers de Gran Torino (2008) e A Mula (2018):

    ‘Gran Torino’ (2008) 



    ‘A Mula’ (2018)

    53 min
    1. Home
    2. noticias
    3. governo de sp diz ter …

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.