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    Grupo de cientista tenta identificar câncer antes mesmo de seu surgimento

    O plano é criar o câncer no laboratório para ver exatamente como ele se parece assim que começa a surgir.

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    Médico de jaleco (Foto: Pixabay)

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    Cientistas britânicos e americanos estão se unindo para procurar os primeiros sinais de câncer em uma tentativa de detectar e tratar a doença antes mesmo que ela surja.

    O plano é criar o câncer no laboratório para ver exatamente como ele se parece assim que começa a surgir. Essa é apenas uma das prioridades de pesquisa da nova Aliança Internacional para a Detecção Precoce de Câncer (ACED, na sigla em inglês).

    Trabalhar em conjunto na detecção precoce do câncer significa que os pacientes se beneficiam mais rapidamente, diz o documento. Por isso, a Cancer Research UK se uniu às Universidades de Cambridge, Manchester, University College London e Stanford e Oregon, nos EUA, para compartilhar ideias, tecnologia e conhecimentos nessa área.

    Juntos, os cientistas pretendem desenvolver testes menos invasivos, como exames de sangue, respiração e urina, para monitorar pacientes de alto risco, melhorar as técnicas de imagem para detectar precocemente o câncer e procurar sinais praticamente indetectáveis da doença.

    Mas eles admitem que isso é "como procurar uma agulha no palheiro" e pode demorar 30 anos. "O problema fundamental é que nunca vemos um câncer nascer em um ser humano", diz David Crosby, chefe de pesquisa de detecção precoce da Cancer Research UK. "Quando é encontrado, já está estabelecido”, completou.

    Pesquisadores de Manchester, por exemplo, estão desenvolvendo tecido mamário humano em laboratório com células imunes sintéticas para ver se conseguem identificar as mudanças mais precoces e sutis que podem levar ao câncer.

    No entanto, sempre há o risco de um diagnóstico excessivo, porque nem todas as alterações celulares iniciais se transformam em câncer. Por isso que os pesquisadores do câncer dizem que devem ser mais precisos, observando também os genes com os quais as pessoas nascem e o ambiente em que crescem, para descobrir o risco pessoal único de um indivíduo de desenvolver o câncer.

    Até o momento, os cientistas dizem que a pesquisa sobre detecção precoce foi em pequena escala e desconectada, sem o poder dos testes em grandes populações de pessoas. Crosby disse que a colaboração "induziria uma mudança radical em nossos sistemas de saúde, passando de um combate caro contra doenças em estágio avançado, para uma intervenção desde o início para oferecer um tratamento rápido e econômico".

    Os números mostram que 98% das pacientes com câncer de mama vivem por cinco anos ou mais se a doença for diagnosticada no estágio 1 - o estágio inicial - em comparação com apenas 26% no estágio 4, o estágio mais avançado.

    Atualmente, porém, apenas cerca de 44% das pacientes com câncer de mama são diagnosticadas na fase inicial.

    No Reino Unido, por exemplo, existem programas de rastreamento para câncer de mama, intestino e cervical, quando as pessoas atingem uma idade específica. No entanto, atualmente não existem ferramentas de rastreamento confiáveis ??para outros tipos de câncer, como pâncreas, fígado, pulmão e próstata, o que significa que as taxas de sobrevivência geralmente são muito mais baixas nestes casos.

    As informações são da BBC News.


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