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    Guerra global contra coronavírus desperta temores sobre erosão dos direitos civis

    Placeholder - loading - Agentes de segurança em praça deserta de Budapeste 06/04/2020 REUTERS/Bernadett Szabo
    Agentes de segurança em praça deserta de Budapeste 06/04/2020 REUTERS/Bernadett Szabo

    Publicada em  

    Por Luke Baker e Matthew Tostevin e Devjyot Ghoshal

    LONDRES/BANGCOC/NOVA DÉLHI (Reuters) - Na Armênia, os jornalistas são obrigados por lei a incluir informações do governo em suas reportagens sobre a Covid-19. Nas Filipinas, o presidente disse às forças de segurança que deveriam matar quem violasse o isolamento social. Na Hungria, o primeiro-ministro pode governar por decreto por tempo indeterminado.

    Na Europa, no Oriente Médio, na Ásia, na África e nas Américas, governos vêm declarando estados de emergência para combater a disseminação do novo coronavírus, com isso impondo algumas das restrições mais severas às liberdades civis desde os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, disseram advogados e ativistas dos direitos humanos.

    Embora tais especialistas concordem que medidas extraordinárias são necessárias para enfrentar a pandemia mais letal em um século, alguns temem uma erosão de direitos fundamentais e o risco de medidas abrangentes não serem revogadas posteriormente.

    'De muitas maneiras, o vírus ameaça repetir a reação ao 11 de setembro', disse Kenneth Roth, diretor-executivo da Human Rights Watch, referindo-se à confusão de legislações de segurança e vigilância adotadas em todo o mundo após os ataques da Al Qaeda, que aumentaram a coleta de dados de vistos e de imigração e os poderes do contraterrorismo.

    Algumas medidas impostas em reação a uma crise podem acabar sendo normalizadas, como filas de verificação mais longas em aeroportos em troca da sensação de se voar com mais segurança. Na esteira do surto de coronavírus, compensações semelhantes podem se tornar amplamente aceitas no tocante a questões como a vigilância, de acordo com alguns comentaristas políticos e sociais.

    O uso que a Coreia do Sul está fazendo de celulares e de outros dados para rastrear possíveis portadores do vírus e impor quarentenas está sendo uma estratégia bem-sucedida, e é um modelo que pode ser copiado em todo o globo como proteção contra a pandemia, dizem.

    O consultor político Bruno Macaes, ex-ministro de Portugal, disse que a obsessão das pessoas com a privacidade dificultou a luta contra ameaças como pandemias, em que a tecnologia para rastrear o vírus pode ajudar.

    Como o vírus se espalhou da China para o mundo, infectando mais de 1,4 milhão de pessoas e matando 82 mil até agora, governos têm aprovado leis e emitido decretos.

    Para Roth e outros defensores dos direitos humanos, os riscos não são somente para liberdades fundamentais, mas para a saúde pública. Eles dizem que restrições à mídia podem limitar a transmissão de informações úteis para conter a propagação do vírus, por exemplo.

    (Reportagem adicional de Josh Smith, em Seul; Prak Chan Thul, em Phnom Penh; Krisztina Than, em Budapeste; Nvard Hovhannisyan, em Yerevan; Neil Jerome Morales, em Manila; Panu Wongcha-Um, em Bangcoc; Linda Sieg, em Tóquio; John Mair, em Sydney; Ben Blanchard, em Taip;, Aleksandar Vasovic, em Belgrado; e Tsvetelia Tsolova, em Sófia)

    Escrito por Reuters

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia ‘Cry Maho’: novo filme de Clint Eastwood fala sobre o significado do sucesso

    ‘Cry Maho’: novo filme de Clint Eastwood fala sobre o significado do sucesso

    Neste mês de setembro foi lançado Cry Macho, o mais novo filme do consagrado ator e diretor, Clint Eastwood. Mesmo com 91 anos e com uma certa fragilidade na aparência, o astro se mostra incansável, chegando a montar a cavalo e cavalgar em uma cena. “Trate o cavalo como um amigo e ele vai cuidar de você", disse sobre a tensão sentida por todos no set ao verem um homem dessa idade subir no animal.

    No longa, Clint assume o papel de Mike Milo, um ex-peão de rodeio que está velho e bem distante de seus dias de glória. Devendo um favor a seu chefe, Mike aceita a tarefa de resgatar seu filho, Rafo, de sua mãe abusiva. O único porém é que o garoto mora no México.

    A obra, baseada no livro homônimo de 1975 escrito por N. Richard Nash, já teve outras diversas tentativas frustradas de adaptação para as telonas, das quais se destacam duas: uma que seria estrelada por Roy Scheider (ator de Tubarão) em 1991 e uma por Arnold Schwarzenegger em 2011, após seu mandato como governador da Califórnia. 

    Durante a produção, que sofreu com a pandemia do coronavírus, houve um grande susto com a ocorrência de um caso de infecção entre uma das atrizes - que, felizmente, era um falso positivo e não atrapalhou o processo de filmagem.

    Cry Macho está em cartaz nos cinemas e disponível no serviço de streaming HBO Max. Veja o trailer:

    Clint Eastwood e sua trajetória em Hollywood

    Eastwood começou sua carreira em 1955, mas ascendeu ao estrelato com seus papéis em filmes de faroeste, como a consagrada Trilogia dos Dólares do diretor italiano Sergio Leone, com Por um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966)

    Tal como em suas últimas realizações como diretor, como Gran Torino (2008) e A Mula (2018), ele aproveita para refletir a relação entre o Clint ícone - imponente e classicamente sério - e o Clint homem, agora mais velho e com a simples preocupação de contar uma história.

    Dê play no vídeo abaixo para conferir os trailers de Gran Torino (2008) e A Mula (2018):

    ‘Gran Torino’ (2008) 



    ‘A Mula’ (2018)

    47 min
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