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Guerra no Oriente Médio impacta custo do setor petroquímico do Brasil, diz Abiquim

Guerra no Oriente Médio impacta custo do setor petroquímico do Brasil, diz Abiquim

Reuters

03/03/2026

Placeholder - loading - Escombros de uma delegacia de polícia em Teerã após um ataque israelense e norte-americano  03/03/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Escombros de uma delegacia de polícia em Teerã após um ataque israelense e norte-americano 03/03/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

SÃO PAULO, 3 Mar (Reuters) - A guerra dos ​Estados Unidos e Israel contra o Irã tende a ampliar os custos do setor petroquímico brasileiro, dependente de matérias-primas importadas como a nafta para suas operações e ainda atingir investimentos, afirmou nesta terça-feira a associação Abiquim.

'Embora não haja, no momento, ruptura operacional nas cadeias de suprimento de produtos químicos que atendem ao Brasil, o impacto ocorre principalmente por vias indiretas e sistêmicas — energia, fertilizantes, petroquímicos básicos e câmbio', afirmou a entidade em comunicado à ⁠imprensa.

Segundo ⁠a Abiquim, a alta dos ​preços do ‌petróleo eleva o preço da nafta importada, base para a produção de eteno e propeno, insumos importantes de indústrias como a de plástico.

'Caso o Brent suba US$20, o custo variável dos petroquímicos ⁠aumenta de forma relevante, podendo reduzir o spread petroquímico entre ​10% e 25%, dependendo das condições de mercado', disse a Abiquim.

Nesta terça-feira, ​os indicadores de referência do petróleo ‌subiam cerca de 7%, ​disparando ⁠pela terceira sessão consecutiva, impulsionados pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os futuros do petróleo Brent subiam US$6, ou 7,7%, para US$83,75 o ​barril, por volta das 12h15 (horário de Brasília), após atingirem seu maior nível desde julho de 2024, a US$85,12. O petróleo West Texas Intermediate, negociado nos EUA, avançava US$5,72, ou 8%, para US$76,92, após marcar ​seu maior nível desde junho, a US$77,58. Os dois contratos subiram 17% e 16%, respectivamente, desde o fechamento da sexta-feira, antes do início dos ataques.

A Abiquim afirmou ainda que como o Irã é importante exportador de ureia e amônia e o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, uma restrição das exportações iranianas tende a elevar o preço da ​ureia nitrogenada, impactando diretamente o agronegócio e encarecendo insumos nitrogenados utilizados pela própria ‌indústria química.

Outro impacto deve ocorrer ⁠em outros insumos, segundo a entidade, uma vez que o Irã é grande exportador de metanol e intermediários como formaldeído, resinas termofixas, MTBE ⁠e ácido acético. 'Havendo restrição da oferta desses produtos, ⁠os preços globais tendem a ⁠subir, pressionando custos ⁠de ​produtores de resinas e especialidades no Brasil', afirmou a Abiquim.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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