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    Petrobras fecha acordo para vender ativos na Nigéria por até US$1,53 bi

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras assinou nesta quarta-feira acordo para venda de sua participação de 50 por cento na joint-venture holandesa Petrobras Oil & Gas (PO&GBV), que detém ativos na Nigéria, por um valor total de até 1,53 bilhão de dólares.

    A participação foi vendida para a Petrovida Holding, que tem como sócios Vitol Investment Partnership II, Africa Oil Corp e Delonex Energy.

    Os outros 50 por cento do ativo pertencem ao BTG Pactual E&P, que informou ao mercado também nesta quarta-feira que irá manter a sua participação.

    A PO&GBV tem 8 por cento de participação no bloco OML 127, onde está o campo produtor de Agbami, e 16 por cento de participação no bloco OML 130, que contém o campo produtor de Akpo e o campo de Egina, em fase final de desenvolvimento. Em nenhum deles a joint venture é operadora.

    A parcela da Petrobras na produção dos ativos da PO&GBV é de cerca de 21 mil barris de óleo equivalente por dia.

    A transação, segundo a petroleira brasileira, envolverá um pagamento à vista de 1,407 bilhão de dólares, sujeito a ajustes até o fechamento da operação, e um pagamento diferido de até 123 milhões de dólares, a ser efetuado assim que o processo de redeterminação do campo de Agbami for implementado.

    A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições, como aprovações de órgãos governamentais nigerianos.

    A venda faz parte do plano bilionário de venda de ativos e parcerias da Petrobras, que busca reduzir sua enorme dívida, que está entre as maiores para uma petroleira no mundo. A companhia também vem fazendo um amplo trabalho de gestão de portfólio, que visa focar nos ativos com melhor rentabilidade.

    Na terça-feira, a Reuters publicou que a Petrobras poderá obter cerca de 20 bilhões de dólares, de agora até o próximo ano, caso sejam realizadas as vendas de todos os projetos já anunciados para desinvestimentos, segundo uma fonte com conhecimento do assunto.

    Nos últimos três anos, a estatal realizou aproximadamente 20 bilhões de dólares em vendas de ativos e parcerias.

    (Por Alberto Alerigi Jr. e Marta Nogueira)

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    Setores empresariais apresentam a Bolsonaro pautas para aceleração do crescimento

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Uma coalizão empresarial se reuniu com candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira e apresentou uma agenda para retomada do crescimento da economia, já de olho no cenário de vitória do capitão da reserva, que lidera as pesquisas de opinião.

    Representantes dos setores siderúrgico, de máquinas e equipamentos, construção civil, químico e têxtil, além de comércio exterior e integrantes das indústrias de petróleo, gás e energia participaram do encontro, realizado na residência do presidenciável, em um condomínio do Rio de Janeiro.

    'Fomos mais para nos colocar à disposição para ajudar o Brasil voltar a andar', disse o consultor da área de petróleo e gás, Adriano Pires, que participou do encontro. 'Mas falamos também da importância de se manter o calendário de leilões (de áreas de petróleo e gás) e que a tarifa de energia está muito cara no Brasil', disse ele em entrevista à Reuters.

    A coalizão quer um encontro com Paulo Guedes, indicado por Bolsonaro para comandar o ministério da Fazenda, logo na primeira semana após a eleição de domingo, na expectativa de que Bolsonaro seja eleito.

    O porta voz do grupo, o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo Lopes, disse que a agenda para o crescimento do Brasil inclui reformas tributária e previdenciária, ajuste fiscal e abertura progressiva do Brasil ao comércio exterior mediante contrapartidas.

    'Fomos falar com ao que tudo indica que será o futuro presidente, como indicam as pesquisas. Falamos dos temas prioritários para botar a roda para girar e gerar crescimento, emprego e bem estar', disse Lopes à Reuters.

    'Foi um encontro excelente e a ideia é que tão logo passe a eleição a gente possa sentar com Paulo Guedes e interagir...Os motores da economia seriam a construção civil, que gera muito emprego, e a exportação, que está com capacidade enorme para operar lá fora', acrescentou.

    Em nota à imprensa, o presidente-executivo da associação de fabricantes de máquinas e equipamentos (Abimaq), José Velloso, também defendeu 'isonomia competitiva do setor produtivo' e afirmou que o próximo governo 'tem que ter a clara noção de que o aumento da desigualdade social e da violência, a polarização da sociedade, o alto desemprego e o crescente desalento de nossa juventude não podem ser enfrentados sem a retomada do crescimento sustentado'.

    Mais cedo, pesquisa CNT/MDA indicou que Bolsonaro mantém grande vantagem sobre o adversário Fernando Haddad (PT) no segundo turno da disputa eleitoral. Com 57 por cento dos votos válidos, Bolsonaro firma-se como favorito para o pleito de domingo. Haddad obteve, segundo a pesquisa, 43 por cento dos votos válidos, quando se exclui os brancos e nulos.

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    Fabricante japonesa de amortecedores de terremoto falsifica dados de qualidade desde 2003

    Por Kiyoshi Takenaka e Elaine Lies

    TÓQUIO (Reuters) - Uma fabricante japonesa de amortecedores usados em estruturas antiterremoto, KYB Corp, afirmou nesta sexta-feira que pelo menos 70 edifícios no Japão podem ter usado seus produtos. A empresa admitiu nesta semana que falsificou dados sobre a qualidade de alguns de seus produtos desde pelo menos 2003.

    A KYB representa mais um episódio em uma série de escândalos que abalou a confiança do público nos produtos produzidos no país.

    A companhia divulgou uma lista inicial de 70 edifícios que podem ter usado seus produtos com dados falsificados, incluindo prédios como o do Ministério das Finanças em Tóquio e várias outras estruturas governamentais.

    A imprensa publicou que outros edifícios, incluindo a principal estação ferroviária de Tóquio e algumas instalações das Olimpíadas de 2020, podem ter usado produtos da KYB.

    Representantes da KYB afirmaram durante entrevista coletiva que apesar da lista inicial ser formada por 70 edifícios houve confirmações de 28 deles utilizando seus produtos.

    O número real de edifícios que podem estar usando produtos da companhia pode chegar a 1.000, afirmaram os executivos.

    'Gostaríamos de pedir desculpas por este tipo de ação inapropriada', disse Keisuke Saito, um executivo sênior da empresa.

    Shigeki Hirokado, presidente da subsidiária Kayaba System Machinery, que também se envolveu na falsificação dos dados, afirmou que os absorvedores de impacto foram exportados para Taiwan e que alguns deles eram defeituosos, mas que o volume era 'extremamente pequeno'.

    Um dos tipos mais comuns de absorvedores de impacto de terremoto é um mecanismo semelhante a um pistão, normalmente instalado na fundação de um edifício. Outro produto, usado em prédios mais altos, é incorporado às paredes em diferentes níveis da estrutura.

    ESCÂNDALO

    Um porta-voz da Tóquio 2020 afirmou na quinta-feira que a organização foi avisada pelo governo japonês que produtos da KYB foram usados em várias instalações dos Jogos e que ainda estão esperando por mais detalhes sobre os equipamentos.

    Nobuo Fukuwa, diretor do Centro de Pesquisa de Mitigação de Desastres da Universidade de Nagoya, minimizou a falsificação dos dados, afirmando que variações na qualidade dos amortecedores não é um problema grave.

    'Algumas flutuações não terão impacto na segurança dos edifícios ou na vida das pessoas, então não é preciso muita preocupação', afirmou o pesquisador à Reuters, acrescentando que o tipo mais comum de absorvedor de impacto, os instalados em fundações, podem ser substituídos com facilidade.

    Mas a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, afirmou a jornalistas nesta sexta-feira que o incidente é 'extremamente lamentável'.

    As ações da KYB despencaram 35 por cento nos três dias após a revelação da falsificação. Os papéis encerraram em alta de 3,27 por cento nesta sexta-feira.

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    Governo alivia mudança em tributação de refrigerantes para 2019, perda será de R$708 mi

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal aliviou a mudança para o sistema de compensação tributária para empresas de refrigerantes, abrindo mão, com isso, de arrecadar 708 milhões de reais em 2019 com uma medida que foi originalmente concebida para ajudar a compensar a diminuição de impostos sobre o diesel após a greve dos caminhoneiros.

    Em decreto presidencial publicado nesta sexta-feira, o governo elevou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre concentrados de refrigerantes para 12 por cento durante o primeiro semestre do ano que vem e 8 por cento no segundo semestre, ante o patamar atual de 4 por cento.

    Em 2020, o patamar do IPI para o produto volta a ser de 4 por cento, acrescentou o órgão, apontando que o objetivo do decreto foi instituir uma mudança mais gradual para o setor.

    PERDA DE ARRECADAÇÃO

    A alteração vem após forte reação de grandes empresas de refrigerantes com atuação na Zona Franca de Manaus. Na região, o IPI é zero, mas as companhias que compram o xarope para o refrigerante utilizam o crédito tributário sobre a alíquota incidente para abatimento em outros impostos. Com um IPI mais baixo, portanto, elas passam a usufruir de menos crédito tributário.

    Segundo a Receita, a alteração publicada no Diário Oficial desta sexta-feira implica uma perda de arrecadação de 708,29 milhões de reais no próximo ano.

    Em maio, quando a Receita anunciou que a alíquota passaria de 20 para 4 por cento, justificou que estava buscando eliminar essa distorção na geração de crédito.

    Na época, o governo previu uma arrecadação extra de 740 milhões de reais em 2018 de 1,9 bilhão de reais em 2019 com a investida.

    As empresas do setor, contudo, se reuniram diversas vezes com representantes da Fazenda para contestar a alteração. A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), que representa gigantes como a Ambev, Coca-Cola Brasil e Heineken, afirmou ter sido surpreendida com a medida, apontando que esta era uma mudança brusca e feita sem diálogo, que poderia ameaçar investimentos e empregos na Zona Franca.

    As pequenas e médias empresas do setor, por outro lado, saudaram a iniciativa, afirmando que multinacionais do setor vinham utilizando créditos tributários de forma indevida, afetando o ambiente de competição.

    (Por Marcela Ayres)

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    Petrobras supera Ambev e é 2ª maior empresa brasileira na bolsa

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Após forte alta das ações nesta quinta-feira, a Petrobras superou a fabricante de bebidas Ambev e tornou-se a segunda maior empresa brasileira listada em bolsa, reforçando a trajetória de recuperação da outrora maior empresa do país.

    Depois de alta de mais de 6 por cento das ações preferenciais e de 4,9 por cento dos papéis com direito a voto, o valor de mercado da petroleira atingiu cerca de 306 bilhões de reais.

    A Ambev, cujas ações recuaram 1,2 por cento no pregão, viu sua capitalização bursátil recuar a 290,6 bilhões de reais.

    A mineradora Vale, que na semana passada havia tomado da Ambev a posição de maior empresa da bolsa paulista, fechou esta quinta-feira valendo aproximadamente 314 bilhões de reais.

    O salto das ações da Petrobras aconteceu no dia em que a empresa anunciou acordo no qual pagará 853,2 milhões de dólares para encerrar investigações nos Estados Unidos por eventuais irregularidades nos balanços de 2003 a 2012, como consequência dos casos de corrupção identificados pela operação Lava Jato.

    'Hoje, por conta dessa decisão, as ações da Petrobras subiram mais de 7 por cento. Por conta disso, a empresa superou 300 bilhões de reais de valor de mercado', disse o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, na cerimônia de encerramento da conferência Rio Oil & Gas.

    A agência de classificação de risco Moody's avaliou que o montante envolvido no acordo foi 'significativamente' menor do esperado, o que é positivo para a empresa.

    Desde 30 de maio de 2016, o valor de mercado da Petrobras subiu 157 por cento. A data marca um momento importante da administração da empresa, quando Pedro Parente assumiu a presidência da companhia.

    Parente, contudo, renunciou neste ano após os protestos de caminhoneiros em maio, diante de pressões relacionadas à política de preços do diesel.

    Monteiro, que era o diretor financeiro, assumiu o posto de Parente.

    (Por Aluísio Alves e Marta Nogueira)

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    STF libera terceirização para atividade-fim

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional nesta quinta-feira, por 7 votos a 4, a terceirização de atividades-fim das empresas, liberando a adoção dessa medida pelas companhias.

    O julgamento havia sido interrompido na véspera, quando o placar estava cinco a quatro pela constitucionalidade da medida. Nesta quinta, os ministros Celso de Mello, o que está há mais tempo no Supremo, e a presidente, Cármen Lúcia, votaram pela constitucionalidade da terceirização da atividade-fim.

    Na véspera, votaram a favor da terceirização os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Os contrários foram Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio.

    Cármen Lúcia afirmou que a terceirização não é a causa da precarização do trabalho, nem viola por si só a dignidade do trabalho. 'Se isso acontecer, há o poder judiciário para impedir os abusos”, afirmou ela em comunicado do STF. Segundo a presidente do STF, a garantia dos postos de trabalho não está em jogo, mas sim uma nova forma de pensar em como resolver a situação de ter mais postos de trabalho com maior especialização, garantindo igualdade entre contratados diretamente e terceirizados.

    Para Celso de Mello, a proliferação de disputas judiciais discutindo a legalidade da terceirização tira competitividade das empresas do país, 'resultando prejuízo para sociedade como um todo'.

    'O impedimento absoluto da terceirização trará prejuízos ao trabalhador, pois certamente implicará a redução dos postos de trabalho formal criados em decorrência da ampliação da terceirização nos últimos anos', disse o ministro.

    O julgamento envolvia casos anteriores à reforma trabalhista promovida pelo governo Michel Temer, sobre os quais há milhares de processos na Justiça à espera de solução. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) entendia que para estes trabalhadores, a terceirização de atividade-fim era ilegal, segundo decisão de 2011. A reforma trabalhista havia permitido a terceirização.

    A aprovação pelo STF ocorreu em meio à negociação do governo federal para reajustar os salários do Judiciário. No início do mês, os ministros do STF aprovaram encaminhar proposta de reajuste de 16,38 por cento de seus salários como parte do Orçamento 2019 do tribunal.

    O salário dos ministros do STF serve de referência como os maiores valores pagos a servidores públicos no país e, uma vez alterado, provoca efeito cascata em todo funcionalismo público. Em sua conta no Twitter, Temer escreveu que conversou com ministros do STF 'para encontrar uma forma de incorporar o auxílio-moradia ao valor dos salários'.

    Entidades da iniciativa privada celebraram a decisão do STF.

    O SindusCon-SP, que representa 1.374 construtoras, disse que 'a terceirização é indispensável no processo produtivo da construção moderna. Todas as fases das obras são executadas por empresas especializadas, sob coordenação da construtora', disse em comunicado o presidente do sindicato, José Romeu Ferraz Neto.

    Para o advogado especialista em direito trabalhista Rodolfo Weigand Neto, do escritório Weigand & Silva Sociedade de Advogados, a aprovação do STF 'chancela algo que a legislação mudou com a reforma trabalhista. Para contratos novos passou a ser possível a terceirização de atividade-fim. A dúvida estava nos contratos anteriores à reforma'.

    Ele, porém, lembra que a empresa terceirizada segue obrigada a pagar os direitos dos trabalhadores e que se não respeitar isso a companhia que a contratou é que será responsável.

    'A 'pejotização' não está liberada. Os trabalhadores continuam podendo pleitear vínculo empregatício com a empresa contratante se, na realidade, ficar caracterizada situações como a subordinação deles à empresa que contratou o serviço, por exemplo', afirmou Weigand Neto.

    'As empresas que terceirizarem têm que ter cuidado para evitar esse tipo de situação...Cabe à empresa contratante fiscalizar se os direitos dos trabalhadores da terceirizada estão sendo pagos ou não.'

    Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicou que o Brasil iniciou o terceiro trimestre com queda na taxa de desemprego pela quarta vez seguida, mas o número de desalentados diante das incertezas atuais em torno da economia bateu recorde e a degradação no emprego formal seguiu.

    Os dados da Pnad Contínua mostraram que no trimestre até julho o Brasil tinha 12,868 milhões de desempregados, contra 12,966 milhões nos três meses até junho e 13,326 milhões no mesmo período do ano passado.

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    ENFOQUE-Acuadas, Cielo e Rede tentam voltar a dar as cartas no mercado de meios de pagamentos

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - Diante da agressividade de rivais menores, Cielo e Rede estão multiplicado ofertas para clientes de pequeno porte, numa tentativa de retomar o crescimento e voltar a dar as cartas no setor brasileiro de meios de pagamentos, mercado que movimenta cerca de 1 trilhão de reais por ano.

    Após muita resistência, as gigantes se curvaram a soluções como cartões pré-pagos para não bancarizados e isenção de tarifas por transação e venda dos terminais de pagamentos em vez de aluguel, soluções até há pouco tempo impensáveis, uma vez que representam boa parte das suas receitas.

    O movimento é uma contraofensiva a entrantes como a PagSeguro, que vêm ganhando nacos do mercado oferecendo preço baixo para antecipação de recursos, a resposta certa para microempreendedores que tentam sobreviver num país que tenta emergir de uma dura recessão.

    Reservadamente, executivos familiarizados com Cielo e Rede admitem que elas tentaram esticar a corda, apoiadas no poder dominante de mercado. Controlada por Bradesco e Banco do Brasil, a Cielo segue líder do mercado, com cerca de 38 por cento, segundo fontes do setor. A vice-líder Rede, do Itaú Unibanco, detém ao redor de 32 por cento.

    'Seguramos até onde deu', disse à Reuters uma fonte a par do dia a dia da Cielo. 'É verdade que demoramos a reagir', admitiu outro executivo familiar à Rede.

    O movimento recente mostra a reviravolta da condição confortável do duopólio protagonizado por ambas há até nove anos. Mesmo a entrada da GetNet, do Santander Brasil, em 2010, mexeu pouco com a dinâmica do mercado.

    A aprovação pelo Banco Central de regras para instituições de pagamentos, em 2013, trouxe uma série de rivais menores, e começou a mudar o jogo de forças no setor. Após uma aprovação em 2016, o BC deu aval para outras seis instituições no ano passado. Só na primeira metade de 2018, sugiram outras sete. Na semana passada, outras seis.

    'Apesar da entrada de novos players, ainda não estamos satisfeitos com o nível de concorrência na indústria financeira', disse recentemente à Reuters o diretor de regulação do BC, Otavio Damaso.

    Numa mostra recente de que o nível de concorrência está crescendo em diversas frentes, o aplicativo de encomenda de comida iFood anunciou recentemente que terá seus próprios terminais de pagamentos, por meio da fintech Zoop. Na verdade, trata-se de uma infraestrutura para lojistas colocarem suas próprias bandeiras nos terminais de pagamentos. 'Essa é uma nova onda da competição no mercado de pagamentos que está só começando', diz o presidente e fundador da Zoop, Fabiano Cruz.

    Vários dos novos arranjos chegaram ao mercado vendendo os terminais de pagamento em vez de alugá-los e isentando os clientes da taxa por operação (MDR). Para comerciantes de menor porte, esse conjunto chega a representar 7 a 8 por cento do faturamento.

    Foi para esse público o eixo do negócio de empresas como a PagSeguro, cuja bem-sucedida estreia na bolsa de Nova York no começo do ano revelou uma estratégia em que as isenções na verdade têm como contrapartida a indução do cliente a uma antecipação de recebíveis.

    'Isso surpreendeu os grandes porque mostrou um jeito diferente da prática de mercado para empresas menores', disse Patrick Negri, fundador da empresa de pagamentos digitais iugu.

    Essa combinação caiu como uma luva para micro e pequenos negócios, setor que teve dezenas de milhares de empresas fechadas pela recessão e do qual as grandes credenciadoras não fizeram objeção de perder mercado. Em 11 trimestres, praticamente um em cada quatro terminais de pagamentos da Cielo ou da Rede foi desativado.

    'Com as empresas raspando centavos com a unha, preço é tudo e as novas empresas de pagamentos souberam enxergar isso', disse o assessor econômico da FecomercioSP, Fabio Pina.

    Por algum tempo, Cielo e Rede sinalizaram que estavam mais focadas em defender margens do que participação de mercado. Isso envolveu o foco em clientes de médio e grande portes, para os quais podem vender produtos mais caros. Mas isso não foi suficiente para evitar queda das margens. Em junho, a margem Ebitda da Cielo, um índice de rentabilidade, era de 38 por cento, 30 pontos percentuais menor do que há nove anos.

    A Rede, deslistada da bolsa paulista em 2012, também teve queda nas margens, 'mas dentro do aceitável', disse o diretor executivo de cartões do Itaú Unibanco, Marcos Magalhães.

    Segundo o executivo, o grupo preferiu avaliar a consolidação da tendência do mercado antes de lançar soluções que ao mesmo tempo estanquem a perda de mercado e mantenham margens adequadas, o que já está acontecendo.

    Nessa linha, o Itaú anunciou na véspera uma parceria com a plataforma de pagamentos PayPal focada em comércio eletrônico e que tem entre os objetivos elevar a fatia de mercado da Rede no varejo online, menor que no comércio físico. O banco também lançou no mês passado o Pop Credicard, braço da Rede para atender microempreendedores e deve anunciar em breve um cartão pré-pago para micronegócios, visando o público não bancarizado, na trilha da PagSeguro.

    A Cielo comprou a metade que não tinha na Stelo, braço para operar mais de perto com microeempreendedores. A empresa também começou neste ano a vender terminais com as bandeiras de BB e Bradesco nas agências bancárias. A expectativa é de que cada um dos sócios tenha ao menos 100 mil terminais no mercado até dezembro e ajude a estancar a queda na base de terminais.

    CIELO MAIS PRESSIONADA

    Embora seja o segmento mais visível do aumento da competição, os micronegócios não são os únicos sobre os quais Cielo e Rede vêm sofrendo pressão. Nos lojistas de médio porte, uma das empresas que vêm entrando agressivamente é a Stone. Dias atrás, a Reuters publicou, citando fontes, que a empresa contratou bancos para coordenar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Nova York. Entre clientes maiores, a GetNet vem avançando e conquistou contas de grifes como Shell e Magazine Luiza.

    Diante disso, analistas de mercado e mesmo executivos de parceiros das gigantes de adquirência avaliam que até agora as respostas delas para defender mercado não parecem convincentes.

    Entre profissionais do mercado, a Cielo, por ser independente dos sócios, é menos flexível para desenhar soluções integradas que possam ser percebidas como desvantajosas para os acionistas dos seus donos. A empresa foi consultada, mas preferiu não se manifestar para esta reportagem.

    Com isso, tem sofrido mais diretamente o desagrado dos investidores. Só em 2018, a ação da Cielo já caiu quase 35 por cento, enquanto o Ibovespa subiu 2 por cento. A última rodada de resultados trimestrais fez vários analistas reduzirem o preço-alvo da ação da Cielo. Atualmente, 5 de 18 casas de investimentos que cobrem o papel citadas pela própria empresa seguem com recomendação 'comprar'. Outras 11 sugerem 'manter'. UBS e Santander indicam 'vender'.

    Diante do cenário nebuloso, os sócios da Cielo, BB e Bradesco, têm sido consultados sobre planos de fechamento de capital da Cielo, o que ambos têm repetidamente negado.

    'Não vamos fechar o capital da Cielo', disse a jornalistas o presidente-executivo do BB, Paulo Caffarelli, no início do mês, quando questionado sobre o assunto.

    Entre analistas do setor, a resistência a fechar o capital da Cielo reflete principalmente o custo que uma operação como essa teria, montante que Bradesco e BB não estão interessados em investir no atual cenário. Em valores atuais, as ações da Cielo no mercado valem cerca de 17 bilhões de reais. Incluindo o prêmio normal em operações desse tipo, BB e Bradesco teriam que desembolsar cada um cerca de 10 bilhões.

    É um montante do qual principalmente o BB, que vem economizando para fortalecer seus níveis de capital, não tem folga para usar. Já o Bradesco ainda está deglutindo a compra do HSBC, feita em 2016, por 16 bilhões de reais.

    No meio de julho, com a renúncia surpresa do presidente-executivo da Cielo Eduardo Gouveia, semanas antes da divulgação do resultado trimestral, nos bastidores a empresa explicou que a saída se deu por motivos pessoais. Ainda assim, desde então a ação da empresa já caiu quase 20 por cento.

    Executivos familiarizados com Cielo admitiram reservadamente que a empresa errou ao resistir às tendências no que chamam de base da pirâmide. Além disso, alegam que a líder foi atingida por uma 'tempestade perfeita', caracterizada pelo conjunto de recessão prolongada do país, entrada de mais concorrentes e mudanças regulatórias.

    No entanto, essas fontes avaliam que, percebido o erro, a Cielo vem desenhando produtos específicos para cada faixa de clientes, e vai entrar numa agenda acelerada de lançamentos nos próximos meses, para reverter a perda de mercado, o que pode acontecer até o final do ano.

    Nessa linha, a Stelo será o carro-chefe das ofertas para microempreendedores. A operação anunciada no início do ano ainda não obteve aprovação do Banco Central.

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    Marfrig vende Keystone por US$2,4 bi para Tyson, mas mantém planta de hambúrguer nos EUA

    SÃO PAULO (Reuters) - A Marfrig celebrou contrato definitivo com a norte-americana Tyson Foods para a venda da totalidade de sua participação na Keystone Foods por 2,4 bilhões de dólares, anunciou a empresa brasileira nesta segunda-feira, em um movimento para reduzir sua alavancagem financeira e se concentrar nas operações de carne bovina.

    A transação contempla a venda de todos os ativos da Keystone Foods, com exceção de uma planta de hambúrgueres de North Baltimore, em Ohio, com capacidade anual de 91 mil toneladas de produto processado -- uma das maiores plantas de hambúrguer dos EUA.

    A planta tem uma receita anual de 300 milhões de dólares, disse o vice-presidente financeiro da Marfrig, Eduardo Miron, à Reuters em entrevista por telefone na noite de domingo.

    A Tyson vai ficar com todas as demais operações da Keystone, que é fornecedora importante de produtos de frango para o McDonald's.

    'A decisão de continuar com a planta de North Baltimore está em linha com a estratégia da companhia de foco com crescimento em bovinos, incluindo a recente aquisição pela companhia de participação majoritária na National Beef Packing Company, cujo controle foi adquirido pela Marfrig em junho de 2018', disse a empresa em fato relevante. A planta de Ohio vai ser acrescida ao portfólio da National Beef.

    O valor total do negócio (enterprise value) é de aproximadamente 2,4 bilhões de dólares, o qual considera um 'equity value' para a Marfrig de 1,4 bilhão de dólares após a liquidação da dívida e outros ajustes, disse a Marfrig.

    Os recursos com a venda da Keystone serão usados ??para reduzir significativamente a dívida até o final do ano, disse Miron. A Marfrig espera que a relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), um indicador comum de rentabilidade operacional, caia de 4,2 para 2,5 em dezembro.

    Miron defendeu o valor do negócio após críticas de analistas e da queda de 9,3 por cento das ações da empresa na sexta-feira, maior tombo em quase três anos, por avaliação de que o preço teria ficado abaixo do que vinha sendo aventado pela mídia.

    Miron disse que a Keystone mais do que dobrou de valor desde que foi adquirida em 2010 pela Marfrig por 1,2 bilhão de dólares. Além do acordo com a Tyson, a Marfrig já havia vendido a rede de distribuição da Keystone por 400 milhões de dólares.

    Após a venda da Keystone e a aquisição da National Beef, a Marfrig não planeja mais fusões ou aquisições para aumentar seu portfólio, disse Miron. A empresa pode crescer organicamente, mas não está interessada em adquirir ativos de carne bovina que a BRF venderá na Argentina, acrescentou.

    O fechamento da transação de venda da Keystone para a Tyson está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores e do braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o BNDESPar.

    (Por Raquel Stenzel e Tatiana Bautzer)

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