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Heineken nomeia Rafael Oliveira como CEO com missão de impulsionar as vendas

Heineken nomeia Rafael Oliveira como CEO com missão de impulsionar as vendas

Reuters

23/06/2026

Placeholder - loading - Garrafas de cerveja Heineken estão expostas em uma prateleira de um supermercado em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, em 29 de outubro de 2024 REUTERS/Dado Ruvic
Garrafas de cerveja Heineken estão expostas em uma prateleira de um supermercado em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, em 29 de outubro de 2024 REUTERS/Dado Ruvic

23 Jun (Reuters) - A Heineken nomeou Rafael Oliveira como seu novo presidente-executivo ​e presidente do conselho de administração nesta terça-feira, marcando a primeira vez que a cervejaria holandesa nomeia alguém de fora para o cargo de liderança, em um momento em que as empresas do setor de bebidas alcoólicas buscam impulsionar as vendas por meio de mudanças na liderança.

Oliveira é CEO da JDE Peet's, fabricante holandesa de café e chá, desde 2024. Ele passará a integrar a Heineken, a segunda maior cervejaria do mundo, por um período de quatro anos a partir de 1º de outubro, informou a empresa, acrescentando que espera que ele acelere a estratégia já definida para 2030.

“Após uma rigorosa busca global, o conselho de supervisão escolheu Rafa por unanimidade por sua combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, afirmou a ⁠Heineken.

As ações da Heineken ⁠subiam cerca de 3%, superando o desempenho do ​mercado em ‌geral e atingindo seu nível mais alto desde março.

A incerteza sobre quem lideraria a fabricante das marcas Tiger e Sol, além de sua cerveja lager homônima, pesou sobre as ações da empresa.

O ex-CEO Dolf van den Brink, que liderou a Heineken por seis anos, anunciou sua renúncia inesperada em janeiro, e a empresa está sem presidente-executivo desde ⁠o início de junho.

NOVO CEO PRECISA INJETAR ENERGIA RENOVADA

A saída de Van den Brink foi uma ​das várias ocorridas no setor de bens de consumo ao longo do último ano, incluindo em grandes concorrentes ​do setor de bebidas, como a Diageo e a Remy Cointreau , onde comitês ‌de contratação e investidores recorreram ​a candidatos ⁠externos na esperança de que eles possam injetar energia renovada.

Oliveira terá a tarefa de liderar a Heineken em um plano para cortar 6.000 empregos, reanimar os volumes de vendas apesar da previsão de queda na demanda global por cerveja e alcançar os retornos ​para os investidores da rival Anheuser-Busch InBev .

O desafio é ainda maior, já que todo o setor enfrenta o aumento vertiginoso do custo de vida, mudanças nos hábitos de consumo de bebidas alcoólicas e preocupações com os efeitos do álcool na saúde, além de ameaças emergentes, como medicamentos para emagrecer, que podem afetar o consumo de bebidas alcoólicas.

Em comunicado, Oliveira afirmou que ​a estratégia da Heineken para 2030, segundo a qual a cervejaria prometeu alcançar maior crescimento com menos recursos, era uma plataforma sólida para o futuro.

“Estou confiante de que aceleraremos o crescimento, impulsionaremos a produtividade e prepararemos a Heineken para o futuro, conquistando o coração dos consumidores em todo o mundo”, disse ele.

A Heineken informou que Oliveira possui duas décadas de experiência tanto em mercados desenvolvidos quanto em mercados emergentes, além de um histórico de implementação de estratégias focadas e melhoria de desempenho.

Antes de ingressar na JDE Peet’s, ele atuou como presidente de mercados internacionais na Kraft Heinz .

SÓLIDA EXPERIÊNCIA EM BENS DE CONSUMO, NÃO ​EM BEBIDAS ALCOÓLICAS

Analistas afirmaram que, além de uma sólida experiência em bens de consumo, ele também possuía experiência anterior em mercados de ‌capitais, o que lhe dá uma vantagem ao buscar ⁠gerar retornos para alguns investidores insatisfeitos da Heineken.

Em apenas 17 meses na JDE Peet’s, Oliveira “demonstrou uma clara capacidade de diagnosticar e redefinir estratégias rapidamente”, afirmou Laurence Whyatt, analista do Barclays.

Oliveira, no entanto, carece de experiência em lidar com a ⁠dinâmica específica do setor de cerveja e bebidas alcoólicas, o que, segundo alguns ⁠analistas, representa um risco.

“Como alguém de fora do setor de ⁠cerveja e da Heineken, ⁠ele ​terá muito a provar”, escreveram analistas do ING em uma nota.

(Reportagem de Gianluca Lo Nostro, em Gdansk, e Emma Rumney, em Londres)

Reuters

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