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Ibovespa avança com exterior e balanços no foco

Ibovespa avança com exterior e balanços no foco

Reuters

30/07/2026

Placeholder - loading - Prédio da Bolsa de Valores B3, em São Paulo 4 de abril de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli
Prédio da Bolsa de Valores B3, em São Paulo 4 de abril de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  30/07/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) - O Ibovespa operava em ​alta nesta quinta-feira, em linha com o observado nas bolsas do exterior, com os agentes monitorando o calendário de resultados trimestrais das companhias estrangeiras e nacionais, ao mesmo tempo em que avaliam dados macroeconômicos do Brasil e dos Estados Unidos.

Às 11h49, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 0,84%, a 175.345,62 pontos, após atingir 174.884,55 na mínima e 175.410,06 na máxima do dia.

Os balanços têm destaque na sessão desta quinta, com os investidores avaliando os resultados de companhias divulgados entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, como Motiva, Ambev e Usiminas, enquanto aguardam Multiplan e Vale, que saem após o fechamento.

'Apesar do movimento positivo (do Ibovespa), a cautela permanece elevada diante da temporada de balanços e das incertezas envolvendo o cenário externo', ⁠disse Sidney Lima, ⁠analista da Ouro Preto Investimentos.

Segundo o profissional, a ​combinação de juros ‌futuros em queda e câmbio mais comportado 'melhora a percepção para empresas ligadas à economia doméstica', mas a fraqueza de parte das commodities ainda limita 'um avanço mais consistente do índice ao longo do pregão'.

Os preços do petróleo recuavam no exterior, operando abaixo dos US$90 por barril, com os investidores avaliando as negociações entre Omã e Irã sobre ⁠o Estreito de Ormuz, enquanto Washington e Teerã trocavam ataques contra alvos militares um do outro. ​O desempenho fraco do petróleo limitava os ganhos de papéis de peso ligados à commodity na bolsa brasileira, ​como Petrobras, impedindo altas mais consistentes no índice.

Em Nova York, as bolsas ‌subiam, após os resultados da ​Microsoft virem ⁠acima das expectativas, aliviando as preocupações em relação aos gastos das empresas com IA, enquanto os investidores analisavam dados abaixo do esperado do PIB e da inflação, um dia após a decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juros.

A agenda macroeconômica ​doméstica também é destaque. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho foi de 5,4%, em linha com o consenso de economistas consultados pela Reuters, sendo a mais baixa para o período na série histórica iniciada em 2012.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,46%, BANCO DO BRASIL ON subia 0,91%, ​enquanto SANTANDER BRASIL UNIT recuava 1,09%, em dia misto para o setor.

• BRADESCO PN perdia 0,98%. O banco anunciou na quarta-feira que seu conselho de administração aprovou um aumento de capital de até R$10 bilhões, com compromisso de subscrição de até R$8 bilhões pelos controladores.

• MOTIVA ON subia 4,38%, liderando os ganhos do Ibovespa, após registrar lucro líquido ajustado de R$663 milhões no segundo trimestre, alta de 67% sobre o desempenho do mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na quarta-feira.

• PETROBRAS PN subia 0,31% e PETROBRAS ON ganhava 0,29%, na contramão das perdas do petróleo no exterior.

• VALE ON subia 0,17%, ​enquanto os investidores aguardavam os resultados da companhia, que serão divulgados após o fechamento do mercado. O contrato de minério de ferro ‌mais negociado para setembro caiu 3,31%, para US$105,80 ⁠por tonelada métrica, atingindo sua mínima desde 2 de julho de 2025.

• USIMINAS caía 4,45%, liderando as perdas do Ibovespa. A companhia teve lucro líquido de R$428,2 milhões no segundo trimestre de 2026, em comparação com lucro de R$127,6 milhões ⁠registrado no mesmo período um ano antes, conforme publicação ao mercado.

• AMBEV ON ⁠recuava 2,89%. A empresa reportou lucro líquido de R$3,47 bilhões ⁠no segundo trimestre, um ⁠avanço ​de 24,5% sobre o desempenho do mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado na madrugada desta quinta-feira.

(Por Igor SodréEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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