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Ibovespa recua com aumento de tensão geopolítica e inflação nos EUA sob holofote

Ibovespa recua com aumento de tensão geopolítica e inflação nos EUA sob holofote

Reuters

10/06/2026

Placeholder - loading - Homem aponta para um painel eletrônico na Bolsa de Valores BM&F Bovespa do Brasil, no centro de São Paulo, Brasil, 7 de janeiro de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker
Homem aponta para um painel eletrônico na Bolsa de Valores BM&F Bovespa do Brasil, no centro de São Paulo, Brasil, 7 de janeiro de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker

Atualizada em  10/06/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 10 Jun (Reuters) - O ​sinal negativo prevalecia na bolsa paulista nesta quarta-feira, em meio a um cenário externo adverso com aumento da tensão geopolítica, enquanto investidores também analisavam dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos.

Por volta de 10h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,39%, a 169.143,34 pontos. O volume financeiro somava R$4,25 bilhões.

Na cena geopolítica, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o Irã demorou demais para negociar um acordo e que agora 'terá que pagar o preço'.

Teerã, por sua vez, declarou que reavaliaria o diálogo diplomático com Washington após uma série ⁠de ataques ⁠recíprocos ocorridos durante a madrugada.

Nesse contexto, o ​barril do ‌petróleo sob o contrato Brent subia 0,85%, a US$92,23.

Em paralelo, o governo dos EUA disse que o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu 4,2% nos 12 meses até maio, em linha com o esperado, mas ainda a maior alta desde abril ⁠de 2023. Na comparação mensal, os preços aumentaram 0,5%.

O S&P 500, uma das ​referências do mercado acionário dos EUA, cedia 0,21%, enquanto o rendimento do título de ​10 anos do Tesouro norte-americano estava em 4,5205%, de ‌4,528% na véspera.

No Brasil, ​investidores ⁠também repercutiam nova pesquisa Genial/Quaest, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro.

DESTAQUES

• VALE ON recuava ​1,15%, mesmo com a alta dos futuros do minério de ferro na China, após dados comerciais mensais positivos da segunda maior economia do mundo. O contrato mais negociado na bolsa de Dalian fechou em alta de 1,51%.

• PETROBRAS PN avançava 0,39%, em meio ao avanço dos ​preços do petróleo no exterior. A estatal também divulgou que assinou contrato com a Equinor para aquisição de 50% de participação do bloco Itaimbezinho, no pré-sal da Bacia de Campos. No setor, PRIO ON subia 0,5%, enquanto BRAVA ON caía 0,75% e PETRORECONCAVO ON cedia 0,19%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,59%, com todos os bancos do Ibovespa com sinal negativo. BRADESCO PN cedia 0,52%, BANCO DO BRASIL ON recuava 0,26%, SANTANDER BRASIL UNIT mostrava queda de 0,55% e ​BTG PACTUAL UNIT era negociada em baixa de 1,08%.

• RUMO ON mostrava acréscimo de 0,37%, tendo ‌no radar dados de volume em maio, ⁠quando a companhia transportou 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU).

• NATURA ON recuava 2,72%, com o setor de consumo como um todo afetado pela alta nas taxas dos DIs.

• ⁠BRASKEM PNA subia 1,3%, no terceiro pregão seguido. A petroquímica ⁠divulgou na véspera sua nova diretoria, bem ⁠como a eleição ⁠para ​as cadeiras de presidente e vice-presidente do seu conselho de administração.

(Por Paula Arend Laier; Edição Michael Susin)

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