Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Ibovespa recua com blue chips e de olho no exterior

Ibovespa recua com blue chips e de olho no exterior

Reuters

24/07/2026

Placeholder - loading - Homem tira uma foto de um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes oscilações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 21 de março de 2019 REUTERS
Homem tira uma foto de um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes oscilações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 21 de março de 2019 REUTERS

Atualizada em  24/07/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 24 Jul (Reuters) - O Ibovespa ​opera em queda nesta sexta-feira, pressionado por perdas em blue chips, como bancos e Petrobras, acompanhando a baixa dos preços do petróleo e um tom mais cauteloso nos mercados no exterior.

Às 11h36, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,89%, a 175.152,03 pontos, após ter recuado a 174.717,40 pontos na mínima. No melhor momento, marcou 176.719,62 pontos.

O volume financeiro somava R$3,78 bilhões.

O noticiário geopolítico segue influenciando os ativos globalmente. Os preços futuros do petróleo caem mais de 3% na sessão, mas ainda devem fechar a semana com ganhos devido ao agravamento da interrupção do fluxo de energia no Mar Vermelho e aos temores de ⁠uma escalada ⁠ainda maior na guerra com o Irã.

Mísseis ​dos Estados ‌Unidos atingiram alvos em todo o Irã, chegando até a costa do Mar Cáspio, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu uma “punição militar severa” a Teerã e seus aliados houthis no Iêmen por estenderem a guerra no Oriente Médio.

O alívio no petróleo pressiona as ações da ⁠Petrobras, enquanto o ambiente geral negativo pesa sobre bancos, o que tira a ​sustentação do Ibovespa e empurra o índice para o campo negativo.

Os agentes locais também avaliam as ​novas tarifas impostas a partir desta sexta-feira pelos Estados Unidos ‌a 60 parceiros comerciais, ​incluindo o ⁠Brasil, devido a alegações de fiscalização frouxa das proibições ao trabalho forçado.

O governo brasileiro classificou de arbitrária e injustificada a decisão dos EUA de impor nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Na quarta-feira, já havia ​entrado em vigor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros com base em uma investigação comercial separada sobre o Brasil.

'O ponto importante é a cautela. Ainda temos uma questão relevante no Oriente Médio. Há também as tarifas no radar. Pelo noticiário, o mercado deve continuar muito cauteloso', disse o economista-chefe da ​Suno Research, Gustavo Sung.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN recuava 0,3% e PETROBRAS ON perdia 0,57%, acompanhando a queda do petróleo no exterior.

• VALE ON caía 0,75%, em linha com as perdas da commodity no exterior. O contrato de minério de ferro para setembro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou o pregão diurno com queda de 0,13%, a US$110,11 por tonelada. Na semana, o contrato recuou 2,37%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,54%, em uma sessão negativa para os bancos. BRADESCO PN recuava 0,69% e SANTANDER ​BRASIL UNIT perdia 1,09%, enquanto BANCO DO BRASIL ON recuava 1,39%.

• ISA ENERGIA PN recuava 5,44%, liderando as ‌perdas do Ibovespa, após a companhia anunciar ⁠na madrugada desta sexta-feira que o seu conselho de administração aprovou a precificação de oferta primária de ações em R$27,00 por papel.

• CAIXA SEGURIDADE ON perdia 4,37%, sendo uma das maiores quedas do ⁠Ibovespa. Analistas do JPMorgan cortaram a recomendação dos papéis para 'underweight' ante ⁠avaliação neutra. Em nota publicada na noite de ⁠quinta-feira, os analistas citaram ⁠que ​o grupo vem apresentando desempenho significativamente superior ao mercado, mas sem revisão dos lucros.

(Por Igor Sodré;Edição Michael Susin)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.