Ibovespa recua com Lojas Renner entre maiores quedas; Fleury dispara
Ibovespa recua com Lojas Renner entre maiores quedas; Fleury dispara
Reuters
07/08/2026
Atualizada em 07/08/2026
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 7 Ago (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta sexta-feira, trabalhando abaixo de 173 mil pontos, com Lojas Renner como destaque negativo ao tombar cerca de 14% após corte na previsão de vendas para 2026, enquanto investidores avaliam uma bateria de resultados corporativos.
Por volta de 12h20, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 1,48%, a 172.943,36 pontos, após avançar a 176.116,84 no melhor momento, no começo do pregão. Na mínima, chegou a 172.622,36 pontos.
Investidores também analisam dados do mercado de trabalho norte-americano, que registrou o fechamento de 23 mil postos no mês passado, ante previsão de abertura de 80 mil vagas. A taxa de desemprego caiu de 4,2% em junho para 4,1% em julho.
Na visão de economistas do Bradesco, o dado foi fraco em todas as métricas, ainda que com queda na taxa de desemprego.
'O número cheio foi negativo; houve revisão baixista de 100 mil vagas nos últimos meses; foi o pior julho da série sem ajuste sazonal; o emprego privado está no piso; e o emprego domiciliar caiu novamente. O ponto central não é a ponta, é a tendência: a taxa de desemprego só não sobe porque as pessoas estão saindo da força de trabalho, movimento que já acumula magnitude relevante e não caracteriza um mercado saudável', afirmaram em relatório a clientes.
Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,58%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA recuava a 4,6515%, de 4,6882% na véspera.
DESTAQUES
• LOJAS RENNER ON desabava 13,72%, após a varejista cortar previsão de vendas para o ano, depois de um segundo trimestre mais fraco do que o planejado, com redução do fluxo de clientes nas lojas físicas durante a Copa do Mundo em intensidade superior à observada historicamente, bem como efeitos de um cenário macroeconômico mais desafiador.
• MAGAZINE LUIZA ON perdia 5,91%, tendo como pano de fundo um prejuízo de R$50,4 milhões no segundo trimestre, revertendo resultado positivo registrado um ano antes, com queda em receita.
• ASSAÍ ON recuava 5,42%, após o balanço do segundo trimestre mostrar um resultado pressionado pelo ambiente de consumo ainda desafiador, com a receita líquida crescendo apenas 0,9%.
• FLEURY ON disparava 9,21%, refletindo a repercussão positiva do balanço robusto do segundo trimestre, que mostrou lucro líquido de R$221,9 milhões no segundo trimestre, alta de 45,7% em relação ao mesmo período do ano passado, acima das previsões de analistas.
• PETROBRAS PN caía 1,61%, abandonando o sinal positivo da abertura, mesmo após divulgar na véspera lucro líquido de R$52,4 bilhões entre abril e junho, o terceiro maior lucro líquido trimestral de sua história, impulsionado pelo aumento da produção, pelas maiores exportações de petróleo e pela forte alta dos preços internacionais da commodity. No exterior, o barril do petróleo Brent avançava cerca de 1%.
• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,72%, com a maioria das ações de bancos do Ibovespa com sinal negativo nesta sexta-feira. Dados do Banco Central mostraram que a caderneta de poupança no Brasil registrou em julho retiradas líquidas de R$7,153 bilhões, maior volume de saques desde março.
• VALE ON tinha variação negativa de 0,15%, perdendo o fôlego após avançar quase 1% na máxima até o momento, em pregão marcado pela alta dos preços do minério de ferro na China. O contrato mais negociado em Dalian encerrou a sessão em alta de 0,35%.
• ALPARGATAS PN, que não faz parte do Ibovespa, saltava 10,77%, tocando uma máxima intradia em cinco meses, após a dona da marca Havaianas quase dobrar o lucro no segundo trimestre, com expansão de receita e melhora em margens.
(Por Paula Arend Laier; Edição de Eduardo Simões)
Reuters

