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Ibovespa titubeia pressionado por bancos após maior série de quedas desde 2023; Casas Bahia desaba

Ibovespa titubeia pressionado por bancos após maior série de quedas desde 2023; Casas Bahia desaba

Reuters

17/08/2026

Placeholder - loading - Homem aponta para um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 7 de janeiro de 2016 REUTERS/Pau
Homem aponta para um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 7 de janeiro de 2016 REUTERS/Pau

Atualizada em  17/08/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 17 Ago (Reuters) - O Ibovespa titubeava nesta ​segunda-feira, com o declínio das ações do Itaú Unibanco e Bradesco dificultando uma tentativa de recuperação após nove sessões seguidas de queda.

A primeira sessão da semana também era marcada pela repercussão do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, que derrubava as ações da varejista.

Por volta de 12h20, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,14%, a 166.6969,42 pontos, tendo oscilado entre uma mínima de 166.463,50 pontos e uma máxima de 168.006,60 pontos até o momento. O volume financeiro no pregão somava R$6,44 bilhões.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com um declínio de 0,1%, a 166.934,20 pontos, cravando a maior série de perdas desde as 13 quedas seguidas de 1º a 17 de agosto de 2023.

De acordo com analistas do BB Investimentos, o Ibovespa engatou uma sequência de quedas que dá um sinal amarelo para uma possível ⁠reversão da tendência de ⁠alta que havia se consolidado desde o início de ​2025.

'Os rastreadores ‌de tendência são consistentes com a continuidade do movimento de baixa, enquanto o índice de força relativa se aproxima da região de sobrevenda, associada com episódios de repique', afirmam.

Eles acrescentaram que investidores estrangeiros avaliam com ceticismo a formação de posições mais estruturais no Brasil nesse período de maior volatilidade, bem como resultados mais pressionados na temporada do segundo trimestre. 'No contexto global, o ⁠contexto dialoga com maior aversão a risco, vide a forte elevação em títulos de longo prazo em ​países como EUA e Japão.'

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,64% e BRADESCO PN caía 1,33%, entre as maiores pressões, em ​dia misto no setor. Na visão do analista do Santander para o setor, ‌Henrique Navarro, o Brasil pode estar ​enfrentando ⁠uma crise de crédito estrutural, e não apenas cíclica, conforme relatório a clientes. BANCO DO BRASIL ON cedia 0,54%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT perdia 0,6%, tendo também como pano de fundo o preço implícito mais elevado na oferta de troca do espanhol Santander para aquisição das ações ​em circulação da operação brasileira.

• PETROBRAS PN tinha variação positiva de 0,05%, alinhada ao movimento dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent mostrava decréscimo de 0,03%.

• VALE ON perdia 0,43%, em meio ao declínio dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado em Dalian fechou em queda de 0,7%, a 706,5 iuanes (US$104,84) por tonelada.

• COSAN ON recuava 2,42%, ​revertendo a alta da abertura, quando chegou a subir 3%. O conglomerado reportou no final da sexta-feira um prejuízo líquido de R$320 milhões no segundo trimestre de 2026, 66% menor do que o prejuízo de R$946 milhões um ano antes, bem como anunciou José Cezário Menezes de Barros Sobrinho como diretor financeiro. Nesta segunda-feira, o presidente-executivo da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que o grupo não tem planos de venda neste momento de participação em sua controlada Moove, produtora e distribuidora de óleos lubrificantes, disse o CEO da companhia.

• VIBRA ON subia 1,76%, tendo no radar o balanço da dona da rede de postos de combustíveis BR na última sexta-feira, com lucro líquido ​ajustado de R$2,3 bilhões no segundo trimestre, o que representa um ganho de 365% em relação ao mesmo período de 2025. O presidente-executivo da ‌companhia afirmou nesta segunda-feira que acredita que alternativas de ⁠crescimento de volume e margem ainda são expressivas porque ainda não capturou tudo a partir do combate a irregularidades no setor.

• MAGAZINE LUIZA ON avançava 7,42%, tendo no radar o noticiário envolvendo a concorrente Casas Bahia, que pediu recuperação judicial no mesmo fim ⁠de semana em que divulgou um prejuízo de R$10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto ⁠de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu ⁠o fechamento de 298 lojas. ⁠CASAS ​BAHIA ON, que não está no Ibovespa, desabava 19,7%, a R$0,53. No pior momento, os papéis chegaram a R$0,42.

(Por Paula Arend Laier;Edição Michael Susin)

Reuters

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