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Ibovespa recua com investidores de olho em balanços, sem tirar Oriente Médio do radar

Ibovespa recua com investidores de olho em balanços, sem tirar Oriente Médio do radar

Reuters

12/05/2026

Placeholder - loading - Painel eletrônico com cotações de ações negociadas na B3, no prédio da bolsa de valores, em São Paulo 5 de agosto de 2024 REUTERS/Carla Carniel
Painel eletrônico com cotações de ações negociadas na B3, no prédio da bolsa de valores, em São Paulo 5 de agosto de 2024 REUTERS/Carla Carniel

SÃO PAULO, 12 Mai (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta terça-feira, com uma bateria de resultados sob ​os holofotes, incluindo os números da Petrobras, enquanto investidores também analisam dados de inflação no Brasil e continuam acompanhando a situação no Oriente Médio.

Por volta de 11h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,72%, a 180.604,28 pontos. O volume financeiro somava R$6,45 bilhões.

As esperanças de um acordo de paz com o Irã diminuíram nesta terça-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na véspera que um cessar-fogo com o Irã 'respira por aparelhos', enquanto Teerã rejeitou uma proposta dos EUA para encerrar o conflito e manteve uma lista de exigências que o presidente dos EUA descreveu como 'lixo'. O barril do petróleo sob o contrato Brent era negociado em alta de 3,35%, a US$107,70.

De acordo com o analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o mercado global começou a terça-feira novamente sob o peso do risco geopolítico, com o petróleo como principal vetor de precificação dos ativos globais. 'O pano de fundo segue marcado por incerteza no Estreito de Ormuz, bloqueios parciais à navegação e aumento dos custos logísticos e de seguro marítimo', afirmou.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do ⁠mercado acionário norte-americano, caía 0,49%, tendo ⁠ainda no radar números de inflação ao consumidor dos EUA.

No Brasil, o ​IPCA desacelerou para ‌0,67% em abril, apesar dos impactos dos reajustes de medicamentos e de alimentos e combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio, mas subiu ainda mais no acumulado em 12 meses, agora em 4,39%.

Na visão da equipe da EQI, o resultado continua indicando pressões inflacionárias mais disseminadas e uma composição ainda persistentemente menos benigna. 'Seguimos avaliando que o processo de convergência da inflação à meta tendea ser mais gradual, exigindo um juro terminal elevado.'

DESTAQUES

• PETROBRAS PN caía 1,42%, após a estatal reportar uma queda de 7,2% no ⁠lucro líquido do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025, resultado que ainda não refletiu a recente disparada dos preços ​globais do petróleo. O lucro de R$32,7 bilhões entre janeiro e março ficou abaixo das estimativas de analistas consultados pela LSEG, que apontavam R$34,4 bilhões. A empresa também ​anunciou a aprovação de pagamento de remuneração aos acionistas de R$9 bilhões.

• BRASKEM PNA saltava 18,15%, tocando uma ‌máxima intradia desde o final de março ​no melhor ⁠momento, quando chegou a R$11,10 (+20,65%). Analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ações para 'overweight', bem como o preço-alvo de R$10,50 para R$15, citando melhora dos fundamentos de mercado, oferta mais apertada e fortalecimento da governança após a reestruturação.

• HAPVIDA ON disparava 13,2% após a operadora de planos de saúde e odontológicos divulgar Ebitda ajustado de R$803 milhões, queda de 20% na base anual, mas acima de ​previsões de analistas. Analistas do Safra destacaram que a sinistralidade caixa de 72,2% veio melhor do que o esperado, o que ajudou o Ebitda a ficar acima das expectativas.

• DIRECIONAL ON avançava 1,79%, tendo como pano de fundo alta de 30% no lucro líquido do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$213 milhões. A companhia também reportou consumo de caixa contábil no período de R$76 milhões, maior que os R$14,9 milhões de um ano antes.

• AZZAS 2154 ON recuava 5,18%, em meio a uma disputa judicial interna. A companhia ​afirmou nesta terça-feira que foi surpreendida pela existência de pedido judicial do acionista Roberto Jatahy referente à gestão da unidade de moda masculina da companhia e disse que tomará as medidas aplicáveis. Mais cedo, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, afirmou que Jatahy ingressou com uma ação cautelar para impedir a desintegração da Reserva da unidade de negócios sob seu comando.

• NATURA cedia 3,62%, na esteira da divulgação de um prejuízo líquido de R$445 milhões no primeiro trimestre, acima do resultado negativo de R$152 milhões sofrido no mesmo período do ano passado. Em teleconferência com analistas nesta terça-feira, o presidente-executivo disse que mantém a expectativa de recuperação gradual de receita, mas destacou que uma migração no sistema de gestão empresarial em junho pode causar 'turbulência' nas operações.

• MRV&CO ON perdia 2,18%, com o balanço do primeiro trimestre também no radar, com prejuízo líquido ajustado de R$14 milhões. A MRV Incorporação teve lucro líquido ​ajustado de R$133 milhões, com a margem bruta no período alcançando 31%. A Resia, subsidiária norte-americana da MRV&Co, teve prejuízo de US$15,8 milhões.

• VALE ON caía 0,68%, acompanhando o declínio dos futuros ‌do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian ⁠caiu 0,98%. A mineradora também estimou nesta terça-feira um incremento de aproximadamente US$1,5 bilhão no fluxo de caixa livre em 2026 para o segmento de soluções de minério de ferro, considerando as novas condições de mercado decorrentes do conflito no Oriente Médio.

• ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,92%, BRADESCO PN recuava 0,22% e SANTANDER BRASIL UNIT tinha variação negativa de 0,4%, ⁠enquanto BANCO DO BRASIL ON, que divulga balanço no final da quarta-feira, avançava 0,42%.

• GRUPO TOKY ON desabava 34,48%, após ⁠a holding que controla a Tok&Stok e a Mobly divulgar que entrou com pedido de ⁠recuperação judicial, citando um ambiente macroeconômico desafiador, ⁠especialmente ​para o setor de varejo de móveis e decoração, caracterizado por fatores como taxas de juros ainda elevadas e maior nível de endividamento das famílias.

(Por Paula Arend Laier; edição de Pedro Fonseca)

Reuters

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