Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Ibovespa reduz perdas com petrolíferas freando efeito de tensão geopolítica

Ibovespa reduz perdas com petrolíferas freando efeito de tensão geopolítica

Reuters

02/03/2026

Placeholder - loading - Painel eletrônico mostra cotações na B3 em São Paulo 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini
Painel eletrônico mostra cotações na B3 em São Paulo 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini

Atualizada em  02/03/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 2 Mar (Reuters) - O Ibovespa afastava-se das mínimas ​da sessão nesta segunda-feira, flertando com o sinal positivo no melhor momento, amparado principalmente pelo desempenho robusto de petrolíferas, incluindo a blue chip Petrobras, em dia de alta forte do petróleo no exterior com aumento das tensões no Oriente Médio.

Por volta de 12h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, tinha variação negativa de 0,29%, a 188.232,29 pontos, após recuar a 186.637,98 pontos na mínima mais cedo. Na máxima até o momento, chegou a 188.962,63 pontos (+0,9%). O volume financeiro somava R$12,7 bilhões.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no fim de semana, com Teerã respondendo com mísseis contra Israel e países vizinhos do Golfo, desencadeando aversão a risco global. O conflito interrompeu o transporte marítimo no crucial Estreito de Ormuz, fazendo os preços do petróleo dispararem.

Analistas têm destacado que a principal incerteza envolvendo o conflito reside na sua ⁠duração e intensidade.

Wall Street ⁠reagia de forma comedida à escalada da tensão no ​Oriente Médio, ‌com o S&P 500 em queda de apenas 0,29%. Na Europa, o STOXX 600 perdia 1,77%.

Março também começa na bolsa paulista após mais um desempenho mensal positivo do Ibovespa, com ganho de 4% em fevereiro, novamente apoiado pelo fluxo de capital externo, que até o dia 26 mostrava um saldo positivo de R$16 bilhões no mês passado.

Estrategistas da XP revisaram o valor ⁠justo que enxergam para o Ibovespa para 196 mil pontos no final do ano, de 190 mil ​pontos antes, citando a queda dos juros reais longos em fevereiro, bem como seu cenário otimista para o índice no final ​de 2026 para 242 mil pontos (de 235 mil).

No curto prazo, porém, Fernando Ferreira ‌e equipe destacaram que o índice ​de ⁠Sentimento XP segue em níveis de 'otimismo extremo' em 100 (de 0 a 100), 'o que normalmente indica potencial para uma realização/correção'.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN disparava 4,22%, impulsionada pelo comportamento do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent saltava 7,82%, a US$78,57. PETROBRAS ON valorizava-se 4,1%, tendo ainda no ​radar o balanço do último trimestre do ano passado da petrolífera na quinta-feira, após o fechamento do mercado.

- PRIO ON avançava 5,16%, acompanhada também por BRAVA ON, com elevação de 3,33%, e PETRORECONCAVO ON, com acréscimo de 1,87%, embaladas pelo movimento dos preços do petróleo no exterior.

- B3 ON valorizava-se 1,45%, também oferecendo um contrapeso relevante. Analistas do Itaú BBA reiteraram recomendação de 'outperform' para as ações e elevaram ​o preço-alvo para os papéis a R$22, de R$17 antes.

- VALE ON cedia 0,87%, mesmo com a alta dos preços futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 0,87%.

- ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,76% e BRADESCO PN perdia 0,47%, afetados pelo movimento vendedor com o ambiente mais negativo no exterior, que colocava os bancos do Ibovespa como um todo no vermelho. BANCO DO BRASIL ON recuava 0,33%, SANTANDER BRASIL UNIT cedia 0,45% e BTG PACTUAL UNIT caía 1,4%.

- MAGAZINE LUIZA ON recuava 3,21%, em meio ao forte avanço nas taxas dos contratos de DI, também pressionadas pela escalada nas tensões no ​Oriente Médio, o que reverberava negativamente em papéis sensíveis a juros. O índice do setor de consumo mostrava declínio de 1,36%.

- MRV&CO ON cedia ‌2,73%, também minada pelo efeito do conflito no Oriente ⁠Médio sobre as taxas dos DIs e no apetite a risco como um todo. O índice do setor imobiliário registrava baixa de 1,57%.

- BRASKEM PNA caía 2,61%, tendo ainda de pano de fundo prévia operacional da petroquímica no quarto trimestre do ano passado, com ⁠queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil sobre um ano antes. ⁠Os números publicados na sexta-feira, após o fechamento, também mostraram queda ⁠na taxa de utilização das ⁠centrais ​petroquímicas da companhia no país.

Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

(Por Paula Arend Laier)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.