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Ibovespa recua com bancos entre maiores pressões; Oriente Médio permanece no radar

Ibovespa recua com bancos entre maiores pressões; Oriente Médio permanece no radar

Reuters

22/04/2026

Placeholder - loading - B3, em São Paulo 10 de julho de 2025 REUTERS/Alexandre Meneghini
B3, em São Paulo 10 de julho de 2025 REUTERS/Alexandre Meneghini

Atualizada em  22/04/2026

Por Paula Laier

SÃO PAULO, 22 Abr (Reuters) - O Ibovespa recuava ​nesta quarta-feira, com bancos entre as maiores pressões negativas, enquanto investidores seguem acompanhando a situação no Oriente Médio.

Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 1,02%, a 194.140,96 pontos. O volume financeiro somava R$5,87 bilhões.

A sessão também é marcada por ajustes ao movimento negativo de alguns ADRs (recibo de ação negociado nos EUA) brasileiros na véspera, quando não houve negociação na B3 em razão de feriado no Brasil. Os ADRs da Vale e do Itaú Unibanco, por exemplo, recuaram cerca de 2% cada.

No exterior, Wall Street tinha uma sessão positiva, com o S&P 500 em alta de 0,92%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que prorrogaria indefinidamente o cessar-fogo com o ⁠Irã para permitir ⁠novas negociações de paz, embora não estivesse ​claro nesta quarta-feira ‌se o Irã ou Israel, o aliado dos Estados Unidos na guerra de dois meses, concordariam.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em um processo de realização de lucros e encontrará suportes em 188.100 e 184.300 pontos, que mantêm o índice em tendência de alta no curto ⁠prazo.

'Em caso de retomada, a máxima deixada em 199.354 pontos é o gatilho para a ​retomada do movimento de alta em busca da marca dos 200 mil pontos', afirmaram no relatório Diário ​do Grafista, ressaltando, contudo, que as perspectivas de avanço em um ‌acordo entre Estados Unidos ​e Irã ⁠seguem cercadas de incertezas.

Mesmo com o declínio nesta sessão, o Ibovespa ainda acumula alta de 3,56% em abril.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,79%, em sessão negativa para o setor no Ibovespa, com BRADESCO PN cedendo 2%, BANCO DO BRASIL ​ON perdendo 2,39% e SANTANDER BRASIL UNIT caindo 2,05%. Na próxima semana, no dia 29, Santander Brasil abre a temporada de resultados do primeiro trimestre do setor, e investidores devem voltar as atenções principalmente para o comportamento da inadimplência.

• VALE ON registrava declínio de 0,79%, mesmo em dia de alta dos futuros do minério de ferro ​na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou a sessão do dia com alta de 0,32%, a 786,5 iuanes (US$115,32) a tonelada.

• PETROBRAS PN subia 0,81% e PETROBRAS ON avançava 0,79%, acompanhando o movimento dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent mostrava elevação de 1,7%, a US$100,15. No setor, PETRORECONCAVO ON valorizava-se 3,36%, PRIO ON ganhava 0,52% e BRAVA ENERGIA ON registrava decréscimo de 0,13%.

• EMBRAER ON recuava 4,79%, refletindo em parte ajustes à queda de mais de 3% de seu ADR na véspera, em mais um pregão ​de correção, embora o papel ainda acumule alta de cerca de 5% no mês.

• IRB(RE) ON caía 3,34%, tendo ‌de pano de fundo dados do ressegurador mostrando ⁠lucro líquido de R$11,5 milhões em fevereiro, abaixo dos R$30,2 milhões registrados no mesmo mês do ano passado, com piora no resultado de underwriting e no índice de sinistralidade.

• AZZA 2154 ON registrava acréscimo de 0,14%, ⁠tendo no radar anúncio de mudanças em sua estrutura organizacional, incluindo que ⁠a unidade Fashion&Lifestyle Women passará a ser liderada por ⁠Roberto Jatahy. A unidade ⁠Fashion&Lifestyle ​Men será assumida por David Python, CEO das unidades Basic e Shoes&Bags.

(Por Paula Arend Laier; edição de Fabrício de Castro)

Reuters

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