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Ibovespa recua com atenções voltadas ao Oriente Médio; MRV&Co e Brava são destaques de queda

Ibovespa recua com atenções voltadas ao Oriente Médio; MRV&Co e Brava são destaques de queda

Reuters

07/04/2026

Placeholder - loading - Painel eletrônico exibe informações de índices de mercado na B3, em São Paulo 4 de abril de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli
Painel eletrônico exibe informações de índices de mercado na B3, em São Paulo 4 de abril de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  07/04/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 7 Abr (Reuters) - O Ibovespa ​recuava nesta terça-feira, refletindo cautela antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz ou, nas palavras do presidente norte-americano, Donald Trump, ser 'destruído'.

A cena corporativa brasileira também ocupava as atenções, com MRV&Co entre os destaques negativos após prévia operacional do primeiro trimestre, assim como Brava Energia, após negar negociação com a Ecopetrol.

Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,68%, a 186.875,31 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$6,38 bilhões.

Trump estabeleceu um prazo até as 21h (horário de Brasília) para que um acordo com o Irã seja alcançado ou, afirmou, 'uma civilização inteira vai morrer esta noite'. ⁠O presidente ⁠dos Estados Unidos ameaçou destruir todas as pontes ​e usinas ‌de energia do Irã em quatro horas.

O Irã disse que retaliará contra a infraestrutura de aliados dos EUA no Golfo.

Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o mercado entrou em 'compasso de espera quase total' e ninguém quer tomar um risco grande antes ⁠de saber se o prazo de Trump produzirá acordo ou nova escalada.

'Hoje, o mercado ​não está olhando para dado. Está olhando para o relógio', afirmou.

Em Nova York, o S&P 500, ​uma das referências do mercado acionário norte-americano, cedia 0,76%, enquanto ‌o barril do petróleo sob ​o ⁠contrato Brent mostrava acréscimo de 1,01%, a US$110,88.

DESTAQUES

- MRV&CO ON recuava 4,66%, tendo no radar prévia operacional do primeiro trimestre mostrando que a divisão MRV Incorporação registrou um consumo de caixa de R$24,2 milhões após ajustes, entre eles ​a exclusão da cessão de carteira e a mudança de critério de pagamento da Caixa Econômica Federal.

- BRAVA ENERGIA ON perdia 4,41%, após a companhia afirmar que não se encontra, neste momento, em negociações com a Ecopetrol envolvendo eventual aquisição de participação societária na Brava.

- SUZANO ON caía 6,15%, na terceira queda ​seguida. Investidores estão atentos a potenciais efeitos de custos nas margens do setor no primeiro trimestre do ano, o UBS BB também citando potencial impacto nos volumes da Suzano por paradas de manutenção. KLABIN UNIT perdia 3,88%.

- PETROBRAS PN avançava 0,8%, tendo ainda no radar mudanças na diretoria e eleição de Marcelo Pogliese como novo presidente do conselho de administração. O governo também indicou Guilherme Mello ao cargo de conselheiro e solicitou que a indicação dele seja considerada à presidência do colegiado.

- VALE ON subia 0,35%, em dia de ​alta dos futuros do minério de ferro na China, onde contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) ‌subiu 0,5%.

- ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,38%, ⁠em dia negativo no setor, com BRADESCO PN em queda de 1,02%, BANCO DO BRASIL ON com declínio de 0,98% e SANTANDER BRASIL UNIT em baixa de 1,58%.

- BRASKEM PNA subia 3,33%, em pregão ⁠de correção após um tombo de 7,59% na segunda-feira. Investidores seguem monitorando ⁠possíveis medidas sob avaliação da petroquímica para lidar ⁠com o seu elevado ⁠endividamento.

Para ​ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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