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Ibovespa reduz fôlego com pressão de Petrobras após superar 189 mil pontos

Ibovespa reduz fôlego com pressão de Petrobras após superar 189 mil pontos

Reuters

01/04/2026

Placeholder - loading - Pessoas olham para um painel eletrônico que mostra o gráfico das flutuações dos índices de mercado no pregão da Bolsa de Valores BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016. REU
Pessoas olham para um painel eletrônico que mostra o gráfico das flutuações dos índices de mercado no pregão da Bolsa de Valores BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016. REU

Atualizada em  01/04/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 1 Abr (Reuters) - O Ibovespa chegou ​a superar os 189 mil pontos nesta quarta-feira, em meio a expectativas de um desfecho para a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, mas o movimento positivo perdeu fôlego, pressionado pelo forte recuo de Petrobras.

Por volta de 11h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, tinha variação negativa de 0,02%, a 187.419,24 pontos, após marcar 189.101,60 pontos na máxima mais cedo. O volume financeiro somava R$9 bilhões.

Abril começou com as atenções ainda voltadas ao conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro.

Trump afirmou em entrevista à Reuters nesta quarta-feira que os EUA sairão do Irã 'muito rapidamente', mas não forneceu um cronograma. Na véspera, disse que o país poderia encerrar sua campanha militar contra ⁠o Irã dentro ⁠de duas ou três semanas.

Em uma publicação na Truth ​Social nesta ‌quarta-feira, o presidente norte-americano também afirmou que o novo líder do Irã acaba de pedir um cessar-fogo aos EUA.

No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent recuava 2,82%, a US$101,04, enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,67%.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa conseguiu superar a resistência em ⁠186.400 pontos e saiu da tendência de baixa no curto prazo.

'Com isso, o índice abre espaço ​para buscar a resistência mais importante que é a máxima histórica em 192.700 pontos', afirmaram no relatório Diário do ​Grafista nesta quarta-feira.

'Do lado da baixa, o índice encontra suportes em 179.800 ‌e 174.900 pontos. Se perder ​essa região, ⁠o Ibovespa ganhará novo impulso para baixo em direção aos suportes em 171.500, 163.300 e a região da média móvel de 200 períodos em 155.000 pontos.'

DESTAQUES

- PETROBRAS PN recuava 3,68%, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior. A estatal confirmou o ​aumento de 55% nos preços da querosene de aviação, enquanto a presidente da companhia também afirmou que a Petrobras estuda aumentar a meta de produção do diesel no plano de negócios. No setor, BRAVA ON caía 6,08%, PRIO ON recuava 3,43% e PETRORECONCAVO ON cedia 3,78%.

- EMBRAER ON valorizava-se 4,72%, ensaiando uma melhora após dois meses seguidos de queda, com declínio acumulado de ​cerca de 13% em março e de quase 5% em fevereiro. Estrategistas do BTG Pactual incluíram a ação da companhia em sua carteira recomendada 10 SIM para abril, destacando que ela está sendo negociada com desconto de 40% de seus pares.

- BTG PACTUAL UNIT subia 2,74%, capitaneando as altas dos bancos do Ibovespa, seguido por BANCO DO BRASIL ON, com acréscimo de 2,17%, SANTANDER BRASIL UNIT, com ganho de 1,6%, BRADESCO PN, com elevação de 1,41%, e ITAÚ UNIBANCO PN, com valorização de 0,24%. Investidores seguem atentos a possíveis medidas do governo para reduzir o custo do crédito no país.

- VALE ON avançava 0,48%, endossada pelo ​sinal positivo dos futuros do minério de ferro na Ásia. No setor de mineração e siderurgia, GERDAU PN subia 3,84%, tendo também ‌como pano de fundo relatório de analistas do Itaú ⁠BBA, que elevaram a recomendação das ações para 'outperform', mantendo o preço-alvo em R$24.

- BRASKEM PNA avançava 2,66%, apoiada por relatório de analistas do Citi, que elevaram a recomendação das ações da petroquímica para 'neutra/alto risco', bem como o preço-alvo dos papéis de ⁠R$8 para R$10, citando perspectiva de spreads mais altos, que podem trazer um ⁠alívio para a geração de caixa e a alavancagem da ⁠empresa no curto a médio ⁠prazo.

Para ​ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

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(Por Paula Arend Laier; edição Michael Susin)

Reuters

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