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Ibovespa sobe com expectativa de desfecho diplomático no Oriente Médio; Marcopolo desaba quase 8%

Ibovespa sobe com expectativa de desfecho diplomático no Oriente Médio; Marcopolo desaba quase 8%

Reuters

04/08/2026

Placeholder - loading - Painel eletrônico na B3, em São Paulo 10 de julho de 2025 REUTERS/Alexandre Meneghini
Painel eletrônico na B3, em São Paulo 10 de julho de 2025 REUTERS/Alexandre Meneghini

Atualizada em  04/08/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 4 Ago (Reuters) - O sinal positivo prevalecia ​na bolsa paulista nesta terça-feira, endossado pelo cenário externo, em meio a expectativas de um desfecho diplomático para o conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, enquanto Marcopolo era destaque negativo após resultado trimestral.

Por volta de 10h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 0,58%, a 179.028,35 pontos. Na máxima até o momento, chegou a 180.679,47 pontos.

No exterior, o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que um acordo com o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz pode ser alcançado até terça ou quarta-feira, enquanto o Catar afirmou que os esforços continuam com todas as partes para solução diplomática de conflito entre EUA e Irã.

As declarações corroboravam novo alívio nos preços do petróleo, com o barril sob o contrato Brent em queda de 4,7%, a US$79,83. O S&P 500, uma das referências do ⁠mercado acionário norte-americano, avançava ⁠0,59%, enquanto o rendimento do título de 10 anos ​do Tesouro dos ‌EUA cedia a 4,6349%, com dados econômicos também sob os holofotes.

No Brasil, o IBGE reportou queda de 1,8% na produção industrial em junho em relação a maio e alta de 1,7% ante o mesmo período do ano passado, enquanto projeções de economistas compiladas pela Reuters apontavam retração de 0,8% no mês e avanço de 3,0% na base anual.

Os números referendavam o declínio das taxas ⁠dos contratos de DI, o que reverberava na bolsa paulista, principalmente em papéis sensíveis a juros, enquanto ​investidores aguardam também a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a Selic no final da quarta-feira, com ​previsão majoritária de corte de 0,25 ponto percentual, para 14%.

De acordo com o ‌responsável pela área de renda variável ​da ⁠Criteria, Thiago Pedroso, foco estará no comunicado do Copom. 'A expectativa é de um texto neutro, mantendo total dependência dos próximos indicadores, sem antecipar decisões para setembro.'

Na cena corporativa, resultados de empresas como BB Seguridade, Marcopolo e ISA Energia ocupavam as atenções, enquanto a agenda de balanços do final ​do dia inclui os números de C&A, Gerdau, Iguatemi, Itaú Unibanco, Prio e RD Saúde.

DESTAQUES

• VALE ON avançava 2,89%, acompanhando o movimento de mineradoras no exterior, apesar de nova queda dos futuros do minério de ferro na China. No setor, CSN ON era o destaque positivo, com alta de 6,65%, após cinco quedas seguidas, período em que acumulou uma perda de 21%. Investidores seguem acompanhando as negociações envolvendo a ​unidade de cimentos do grupo.

• PETROBRAS PN cedia 2,49%, em novo dia negativo no setor diante do declínio dos preços do petróleo no exterior. No setor, BRAVA ON perdia 6,09% tendo no radar também o leilão da oferta pública (OPA) a ser realizada pela colombiana Ecopetrol para aquisição do controle da petrolífera na quarta-feira.

• ITAÚ UNIBANCO PN avançava 0,44%, tendo no radar resultado do segundo trimestre após o fechamento do mercado. Previsões de analistas compiladas pela Reuters apontam lucro líquido R$12,5 bilhões para o período de abril a junho, com retorno sobre o patrimônio (ROE) de 24,14%. O índice do setor financeiro subia 0,93%.

• BB SEGURIDADE ON valorizava-se 1,5%, após balanço do segundo trimestre divulgado na noite ​da véspera, com lucro líquido ajustado de R$2,15 bilhões, queda de 3,9% em relação ao mesmo período de 2025.

• MARCOPOLO PN caía 7,82% na ‌esteira da repercussão do resultado do segundo trimestre apresentado na ⁠segunda-feira, após o fechamento do mercado, que mostrou lucro líquido de R$271 milhões, uma queda de 15,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

• ISA ENERGIA PN recuava 0,67%, um dia após reportar lucro líquido de R$174 milhões no segundo trimestre, 32% ⁠abaixo do apurado um ano antes. À Reuters, a diretora financeira da ISA Energia, Silvia ⁠Wada, afirmou que a companhia decidiu não participar do leilão de ⁠transmissão programado para o segundo ⁠semestre ​deste ano, mas que continua a avaliar o certame voltado à contratação de baterias.

(Por Paula Arend Laier; Edição de Eduardo Simões e Michael Susin)

Reuters

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