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Ibovespa sobe em dia com decisões de juros e vencimentos na B3

Ibovespa sobe em dia com decisões de juros e vencimentos na B3

Reuters

17/06/2026

Placeholder - loading - Operadores trabalham no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 24 de maio de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker
Operadores trabalham no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 24 de maio de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker

Atualizada em  17/06/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 17 Jun (Reuters) - O ​sinal positivo prevalecia na bolsa paulista nesta quarta-feira, com investidores na expectativa de decisões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil, em pregão também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro na B3.

Por volta de 10h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,73%, a 170.890,07 pontos. O volume financeiro somava R$2,36 bilhões.

O desfecho da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) será conhecido às 15h, na primeira decisão sob o comando de Kevin Warsh. A expectativa é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

Na visão do responsável pela área de renda variável da ⁠Criteria, Thiago Pedroso, a ⁠decisão em si deve ser tranquila, com ​o foco ‌no comunicado, nas projeções e na coletiva de Warsh, especialmente depois da queda do petróleo e do acordo entre EUA e Irã.

'O mercado quer entender se o Fed vai manter o discurso de 'esperar para ver' ou se já abre espaço para uma leitura menos pressionada da ⁠inflação', citou.

De acordo com Pedroso, o mercado segue comprando a ideia de que a ​guerra entre EUA e Irã caminha para o fim, embora os detalhes do acordo continuem pouco ​claros.

Nesta sessão, o barril do petróleo sob o contrato Brent ‌subia 1,34%, a US$80,02.

O ​presidente dos ⁠EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que um acordo preliminar com o Irã não é definitivo e que ele pode retomar a campanha de bombardeios se não gostar dele ou se Teerã não se comportar.

No Brasil, ​o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia a sua decisão após o fechamento do mercado, com a maioria das projeções apontando em um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano.

'O ponto mais importante será o comunicado. A expectativa é de que o BC corte, mas já ​prepare o terreno para uma pausa, diante da inflação resistente, atividade ainda forte e risco fiscal', afirmou Pedroso, da Criteria.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,61%, em dia positivo no setor. BRADESCO PN valorizava-se 1,3%, BANCO DO BRASIL ON ganhava 0,88%, SANTANDER BRASIL UNIT tinha alta de 1,51% e BTG PACTUAL UNIT era negociada com elevação de 1,28%.

• VALE ON recuava 0,93%, acompanhando o declínio dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian caiu 2,61%.

• PETROBRAS PN perdia 0,47% e ​PETROBRAS ON tinha variação negativa de 0,67%, mesmo em dia de alta do petróleo no exterior.

• WEG ON ‌subia 2,76%, um dia após aprovar a distribuição ⁠de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$438,146 milhões, com pagamento previsto para 10 de março de 2027 para titulares de ações escriturais em 19 de junho deste ano.

• COSAN ON ⁠valorizava-se 4,28%, tendo no radar anúncio de que a Radar firmou ⁠acordo para a venda de 12% do seu ⁠portfólio total de propriedades ⁠agrícolas ​por R$1,85 bilhão -- sendo aproximadamente R$ 586 milhões referentes à participação da Cosan.

(Por Paula Arend Laier;Edição Michael Susin)

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