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Indicador salarial do BCE aponta para pressão salarial moderada, apesar de inflação causada pela guerra

Indicador salarial do BCE aponta para pressão salarial moderada, apesar de inflação causada pela guerra

Reuters

17/06/2026

Placeholder - loading - Bandeiras da UE no prédio do Banco Central Europeu, em Frankfurt, na Alemanha 6 de junho de 2024 REUTERS/Wolfgang Rattay
Bandeiras da UE no prédio do Banco Central Europeu, em Frankfurt, na Alemanha 6 de junho de 2024 REUTERS/Wolfgang Rattay

FRANKFURT, 17 Jun (Reuters) - O crescimento ​salarial negociado na zona do euro parece estar desacelerando, conforme previsto, segundo dados divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta quarta-feira, o que traz alívio aos formuladores de política monetária, já que o aumento da inflação provocado pela guerra no Irã não desencadeou uma nova onda de reivindicações salariais.

O BCE teme que os trabalhadores exijam compensação pela inflação acelerada, assim ⁠como ⁠ocorreu em 2022, desencadeando um ​ciclo ‌que se autoalimenta e que só pode ser contido por meio de custos de financiamento mais elevados.

No entanto, o próprio indicador salarial do BCE, que inclui ⁠dados até o final de maio, não sofreu revisão ​e aponta para um crescimento salarial negociado em torno ​de 2,6% até o final ‌de 2026, abaixo ​dos 3,2% ⁠registrados no ano passado.

A série de dados com pagamentos pontuais não suavizados mostra um crescimento salarial para todo o ano ​de 2026 de 2,6%, abaixo dos 3% do ano anterior, afirmou o BCE, que há muito defende que um crescimento salarial entre 2% e 3% é compatível ​com sua meta de inflação de 2%.

Embora seja apenas uma peça do quebra-cabeça da inflação, os dados podem aliviar a pressão sobre os formuladores de política monetária para que aumentem as taxas de juros novamente em breve.

O BCE elevou sua taxa de juros de referência para 2,25% na semana ​passada, depois que a inflação ultrapassou 3%, principalmente para evitar que ‌as expectativas subissem, e ⁠os formuladores de política monetária agora debatem se é necessária uma nova movimentação em julho.

Os mercados esperam entre ⁠um e dois novos aumentos nos juros ⁠ao longo do próximo ⁠ano, e o ⁠próximo ​movimento já está totalmente precificado até outubro.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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