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    Indígenas protestam no Equador; 477 pessoas são presas

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    Pessoas em frente a barricada em chamas durante protestos em Machachi, no Equador 07/10/2019 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

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    Por Alexandra Valencia

    QUITO (Reuters) - Manifestantes indígenas paralisaram estradas de todo o Equador e interditaram uma importante rodovia de acesso à capital nesta segunda-feira, o quinto dia de uma ação contra medidas de austeridade do governo que desencadearam os maiores tumultos em anos, o que resultou em 477 prisões.

    A organização coletiva indígena Conaie disse que as manifestações continuarão até o presidente Lenín Moreno revogar a medida da semana passada que eliminou os subsídios dos combustíveis.

    'Mais de 20 mil de nós estarão chegando a Quito para exigir que o governo revogue o decreto', disse o presidente da Conaie, Jaime Vargas, em uma coletiva de imprensa, afirmando que a mobilização coincidirá com uma greve nacional programada para a quarta-feira.

    Moreno, de 66 anos, que abandonou as políticas de esquerda de seu antecessor e antigo mentor Rafael Correa, disse que não tolerará a desordem nem reverterá o aumento de preço dos combustíveis, que é parte de um pacote de reformas econômicas liberais.

    A ministra do Interior, Paula Romo, disse à Rádio Quito que as detenções subiram para 477 desde quinta-feira, a maioria por vandalismo, incluindo a destruição de uma dúzia de ambulâncias.

    Movimentos de indígenas e trabalhadores voltaram a bloquear estradas nesta segunda-feira, das terras altas andinas até o litoral do Pacífico, com pedras, pneus e galhos em chamas. O acesso norte a Quito foi paralisado.

    A polícia ergueu barricadas ao redor do palácio presidencial, interditando a área do centro enquanto Moreno presidia uma reunião do conselho de segurança para avaliar a crise.

    O governo diz que duas dúzias de policiais foram feridos nos confrontos com manifestantes. Um homem morreu ao ser atingido por um carro e uma ambulância não conseguiu atravessar as barricadas para socorrê-lo.

    Um estado de emergência está em vigor.

    (Por Alexandra Valencia e Cristina Muñoz em Quito, Alberto Fajardo em Cayambe, Yury Garcia em Guayaquil, Carlos Garcia Rawlins em Lasso)

    Escrito por Reuters

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