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    Novos protestos de 'coletes amarelos' em Paris enfrentam jatos de água e gás lacrimogêneo da polícia

    PARIS (Reuters) - A polícia de Paris disparou jatos de água e gás lacrimogêneo para repelir os manifestantes 'coletes amarelos' dos arredores do monumento do Arco do Triunfo neste sábado, no nono final de semana consecutivo de protestos contra as reformas econômicas do presidente francês Emmanuel Macron.

    Milhares de manifestantes também marcharam ruidosamente, mas pacificamente, pela área comercial Grands Boulevards, no norte de Paris, perto de onde uma grande explosão de gás em uma padaria matou dois bombeiros e feriu cerca de 50 pessoas no sábado.

    O centro de Paris estava fechado contra outra temida erupção de violência por elementos radicais no movimento 'coletes amarelos', com pontes sobre o rio Sena fechadas e edifícios oficiais como o parlamento e o palácio presidencial do Eliseu protegidos por barreiras policiais.

    Grupos de manifestantes também se reuniram na e ao redor da famosa avenida Champs Élysées, em Paris, palco de distúrbios nas últimas semanas, muitos deles pedindo em voz alta que Macron renunciasse.

    Em torno do Arco do Triunfo, no século 19, no topo da Champs Elysee, a tropa de choque disparou jatos de água e gás lacrimogêneo contra manifestantes de coletes amarelos após serem atacados com pedras e tinta, disseram testemunhas.

    No meio da tarde não houve grandes confrontos com a polícia, ao contrário das semanas anteriores. Em Paris, mais de 50 pessoas foram presas, algumas por transportar objetos que poderiam ser usados ??como armas.

    Houve também milhares de manifestantes nas cidades de Bordeaux e Toulon, no sul da França, bem como em Estrasburgo, no leste e na cidade central de Bourges.

    Autoridades de Bourges disseram que cerca de 5.000 coletes amarelos ficaram presos na área de manifestação designada, mas outros 500 empurraram para o centro da cidade que estava fora dos limites para os manifestantes.

    Muitas empresas em Bourges haviam se alojado para evitar danos de manifestantes e as autoridades removeram móveis de rua e materiais de construção que poderiam ser usados ??para barricadas.

    Em Estrasburgo, até 2.000 manifestantes se reuniram em frente ao prédio do Parlamento Europeu e depois marcharam para o centro da cidade, na fronteira do rio Reno com a Alemanha. Os manifestantes atearam fogo nas lixeiras e a polícia disparou algumas granadas de gás lacrimogêneo, mas nenhuma violência ou saque foram relatadas.

    Mais de 80.000 policiais estavam de plantão pelos protestos em todo o país, incluindo 5.000 em Paris.

    Os 'coletes amarelos' tiram seu nome das jaquetas de alta visibilidade que usam nas barricadas das estradas e nas ruas. Sua raiva vem de um aperto nas rendas domésticas e da crença de que Macron, um ex-banqueiro de investimentos considerado próximo a grandes empresas, é indiferente às suas dificuldades.

    Macron, muitas vezes criticado por uma maneira monárquica, está para lançar um debate nacional em 15 de janeiro para tentar apaziguar os manifestantes de coletes amarelos, cuja inquietação abalou sua administração.

    O debate, que será realizado na internet e nas prefeituras, se concentrará em quatro temas - impostos, energia verde, reforma institucional e cidadania. Mas os assessores de Macron disseram que mudar o rumo das reformas de Macron com o objetivo de liberalizar a economia estará fora dos limites.

    (Reportagem de Geert De Clercq, Caroline Pailliez, Antony Paone e Emmanuel Jarry em Paris, Claude Canellas em Bordeaux, Mourad Guichard em Bourges e Gilbert Reilhac em Estrasburgo)

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    Soldados do Congo atiram no ar para dispersar manifestantes; centro de Ebola é invadido

    Por Stanis Bujakera e Fiston Mahamba

    KINSHASA (Reuters) - Forças de segurança do leste da República Democrática do Congo usaram gás lacrimogêneo e munição real para dispersar manifestantes que queimaram pneus e atacaram centros de Ebola nesta quinta-feira para protestar contra a decisão de excluir suas cidades de participar da eleição presidencial do país.

    Na quarta-feira, a comissão eleitoral (Ceni) anunciou que irá cancelar a votação da eleição presidencial de domingo nas cidades de Beni, Butembo e áreas próximas devido a um contínuo surto de Ebola e a violência de milícias.

    Essas áreas são redutos da oposição ao atual presidente Joseph Kabila e políticos locais denunciaram a medida como um esforço para influenciar a votação a favor do candidato do governo, Emmanuel Ramazani Shadary.

    'Havia um grupo de manifestantes que queriam entrar no escritório da Ceni... para exigir a suspensão da decisão', disse Giscard Yere, morador de Beni. 'Mas, os policiais e soldados que estavam lá atiraram para dispersar os manifestantes'.

    Manifestantes saquearam um centro de isolamento de Ebola em Beni e é possível que pacientes tenham fugido do local, disse à Reuters Aruna Abedi, vice-diretor da agência de resposta à doença.

    Os manifestantes também atacaram o escritório da agência responsável por coordenar a resposta à Ebola em Beni, antes de serem contidos por agentes pacificadores da ONU, disse Abedi.

    'Manifestantes tentaram forçar a porta do centro', disse Abedi à Reuters. 'Eles estavam entoando canções hostis ao governo e exigindo eleições. Eles lançaram projéteis'.

    A eleição para substituir Kabila, que tem governado a República Democrática do Congo desde que assumiu o lugar de seu pai em 2001, deveria ter acontecido em 2016, mas tem sido repetidamente adiada.

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    Buenos Aires reforça segurança e afasta manifestantes para cúpula do G20

    Por Hugh Bronstein

    BUENOS AIRES (Reuters) - Milhares de manifestantes se reuniram em Buenos Aires nesta sexta-feira para protestar contra as políticas econômicas do G20 quando as maiores nações industrializadas do mundo iniciaram sua cúpula anual na capital da Argentina.

    Mas é improvável que eles sequer cheguem perto dos líderes de Estados Unidos, Rússia, China e outras potências globais reunidas para uma reunião cuja pauta deve ser dominada pela guerra comercial entre Washington e Pequim.

    A polícia, a Guarda Costeira e patrulhas de fronteira isolaram uma área de 12 quilômetros quadrados ao redor do centro de convenções de Costa Salguero, a sede da cúpula. O tráfego de mercadorias no vizinho Rio da Prata foi interrompido devido ao evento.

    A passeata, organizada por uma coalizão de sindicatos trabalhistas e grupos de direitos humanos, aconteceria a cerca de 5 quilômetros do cenário da cúpula a partir das 15h locais.

    Buenos Aires praticamente parou. O transporte público foi suspenso e centenas de cruzamentos foram interditados ao controle de tráfego e à população. Um feriado bancário foi decretado nesta sexta-feira, e o governo de centro-direita sugeriu que as pessoas deixassem a cidade.

    Estas medidas tornaram difícil para os ativistas chegarem para a passeata.

    'O governo impôs termos proibitivos', disse Beverly Keene, coordenadora da marcha e chefe do Jubileo Sur-Dialogo 2000, grupo que defende uma reformulação da dívida latino-americana.

    Os protestos são frequentes em reuniões globais desta dimensão, e grupos díspares de manifestantes muitas vezes encontram uma causa comum protestando contra o que veem como a negligência do mundo rico com os pobres e marginalizados.

    A polícia está em estado de alerta desde que um confronto em um estádio de futebol de Buenos Aires impediu a final da Copa Libertadores no dia 24 de novembro.

    O presidente argentino, Mauricio Macri, disse que o incidente, que despertou dúvidas sobre a eficiência das forças de segurança do país, foi 'um constrangimento' e pediu mais rigidez na aplicação da lei.

    Dezembro é o mês em que normalmente os protestos a respeito da economia cronicamente problemática da Argentina se tornam violentos. Tendo em vista uma inflação de alarmantes 45 por cento e uma contração econômica, tumultos populares podem ser um fator adicional para preocupar os serviços de segurança.

    (Reportagem adicional de Gabriel Burin)

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    Macron reage a revolta contra aumento do diesel após protestos violentos em Paris

    Por Richard Lough e Michel Rose

    PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, pego de surpresa por manifestações violentas contra aumentos no imposto do diesel, afirmou nesta segunda-feira que os protestos ameaçam manchar a imagem do país no exterior, e disse que o governo precisa ouvir a revolta dos eleitores.

    Os 10 dias de tumultos, que no sábado transformaram algumas avenidas de Paris em campos de batalha, afetaram Macron no momento em que ele tenta reagir a uma queda acentuada de popularidade, e voltaram a lhe render acusações de falta de sintonia com o eleitorado.

    Mas o líder francês não deu sinais de que reverterá os aumentos, que diz serem necessários para ajudar a impulsionar energias mais verdes, mas agora está sinalizando a disposição de suavizar o impacto para motoristas de baixa renda.

    No sábado a polícia usou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha contra milhares de manifestantes que destruíram restaurantes e vitrines e incendiaram lixeiras no Champs-Élysèes, bairro de alta classe que atrai muitos turistas.

    'Não deveríamos subestimar o impacto destas imagens de Champs-Élysèes... com cenas de batalha que foram transmitidas pela mídia na França e no exterior', disse o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, repetindo as palavras do presidente.

    Agora em sua segunda semana nas ruas, os manifestantes dos 'coletes amarelos' bloquearam ruas de todo o país, às vezes impedindo o acesso a depósitos de combustível, shopping centers das periferias e fábricas.

    'Por trás desta raiva obviamente há algo mais profundo a que devemos responder, porque esta raiva, estas ansiedades existem há muito tempo', disse Griveaux.

    Os manifestantes estarão esperando respostas concretas de Macron quando ele e seu ministro do Meio Ambiente divulgarem uma nova estratégia energética de longo prazo na terça-feira.

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    Manifestantes fazem novo protesto contra Bolsonaro em cidades do país

    SÃO PAULO (Reuters) - Manifestantes contrários ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, voltaram às ruas de várias cidades do país neste sábado para realizar protestos contra o líder das pesquisas, repetindo atos que ocorreram no final de setembro.

    O protesto foi convocado pelo grupo Mulheres Contra Bolsonaro, sob o argumento de que o candidato representa 'risco à democracia'.

    'Este ato não representa apenas a continuidade da luta das mulheres iniciada no dia 29 de setembro, mas também vem ao encontro das recentes manifestações de preocupação por parte da imprensa internacional, de diversas entidades de defesa dos direitos civis e humanos e de juristas, advogados e intelectuais com o que uma eventual vitória de Bolsonaro representa para nossa democracia', afirmou a organização do ato em nota.

    Em São Paulo, os manifestantes de reuniram na Avenida Paulista, chegando a fechar as duas pistas na altura do Masp, e depois seguiram em passeata.

    'Vamos buscar a virada, não é momento de se intimidar', disse o candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, que participou do ato e apoia no segundo turno o petista Fernando Haddad, que está atrás de Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.

    De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, Bolsonaro tem 59 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad soma 41 por cento.

    No Rio de Janeiro, a concentração ocorreu na Cinelândia, reunindo representantes de diversos movimentos sociais.

    A candidata a vice na chapa de Haddad, Manuela D´Ávila, participou da manifestação em Porto Alegre, sob os gritos de 'Manu no Jaburu', em referência à residência oficial do vice-presidente.

    Algumas cidades do exterior também tiveram protestos contra Bolsonaro, incluindo Buenos Aires.

    Numa onda semelhante ao “#MeToo”, em que mulheres cobram punições a autores de assédio e direitos iguais aos dos homens, grupos em redes sociais com milhões de seguidores começaram a pregar o “#EleNão”, voto contra Bolsonaro nas eleições, e no final do mês passado convocaram atos que tiveram grande participação de manifestantes pelo país.

    O segundo turno da eleição presidencial entre Bolsonaro e Haddad ocorre no próximo dia 28.

    (Por Tatiana Ramil)

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    Democratas e ativistas protestam contra política imigratória de Trump que separa familiares

    Por Joseph Ax

    ELIZABETH, Estados Unidos (Reuters) - Parlamentares democratas se uniram a manifestantes reunidos diante de centros de detenção de imigrantes nos Estados norte-americanos de Nova Jersey e Texas, no domingo, para realizar protestos no Dia dos Pais dos Estados Unidos contra a prática do governo Trump de separar crianças de seus pais na fronteira entre os EUA e o México.

    Isto não deve ser o que somos como nação , disse o deputado Jerrold Nadler, um dos sete parlamentares de Nova York e Nova Jersey que se encontraram com cinco detidos dentro de um centro de Elizabeth, em Nova Jersey, entre eles três que afirmaram que familiares mais jovens foram retirados de seus cuidados depois que buscaram asilo na fronteira.

    Os acontecimentos coincidiram com reportagens focando as separações familiares que intensificaram a pressão política sobre a Casa Branca, até mesmo por parte de alguns colegas republicanos do presidente norte-americano, Donald Trump.

    Na sexta-feira, autoridades norte-americanas disseram que quase duas mil crianças foram separadas de adultos na divisa entre meados de abril e o final de maio.

    Em maio, o secretário de Justiça dos EUA, Jeff Sessions, anunciou uma política de tolerância zero segundo a qual todas as pessoas apreendidas entrando no país ilegalmente, inclusive postulantes a asilo, serão acusadas criminalmente, o que geralmente faz com que as crianças sejam separadas de seus pais.

    Autoridades do governo defenderam a tática argumentando que ela é necessária para proteger a fronteira e insinuaram que ela desestimulará a imigração ilegal.

    Mas a política atraiu críticas de profissionais de saúde, líderes religiosos e ativistas pró-imigração, que alertam que algumas crianças podem sofrer traumas psicológicos duradouros. As crianças são mantidas em instalações do governo, entregues a cuidadores adultos ou transferidas temporariamente para lares adotivos.

    No domingo vários parlamentares democratas, como o senador Jeff Merkley, visitaram um Centro de Processamento da Patrulha de Fronteira de McAllen, no sul do Texas, para denunciar a diretriz, e o deputado Beto O'Rourke, que concorre ao senado texano, liderou uma passeata rumo a um centro de detenção temporária para crianças imigrantes montado perto de El Paso.

    Trump vem tentando culpar os democratas ao dizer que o apoio destes a um projeto de lei imigratória mais abrangente acabaria com as separações.

    A assessora da Casa Branca Kellyanne Conway disse no programa Meet the Press , da NBC, no domingo: Como mãe, como católica, como alguém que tem consciência ... vou dizer que ninguém gosta dessa política .

    Você viu o presidente (dizendo) na câmera que ele quer que isso acabe , acrescentou.

    Uma porta-voz de Melania Trump disse à CNN no domingo que a primeira-dama dos EUA odeia ver crianças separadas de suas famílias , e espera que os parlamentares de ambos os partidos concordem com a reforma da imigração.

    (Reportagem adicional de Lindsay Dunsmuir e Valerie Volcovici, em Washington)

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