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    Hong Kong se prepara para novos protestos contra lei de extradição à China

    Por Jessie Pang e Clare Jim

    HONG KONG (Reuters) - Hong Kong se preparou para greves, atrasos nos transportes e outro protesto em massa contra uma proposta de lei de extradição que permitiria que pessoas sejam enviadas à China para julgamento, e a líder da cidade controlada pela China prometeu resistir às manifestações.

    A líder Carrie Lam disse que vai seguir em frente com o projeto, apesar das profundas preocupações em grande parte do centro financeiro asiático, o que desencadeou no domingo a maior manifestação política em mais de 15 anos.

    Em uma atitude rara, líderes empresariais proeminentes alertaram que a aprovação da lei de extradição poderia minar a confiança dos investidores em Hong Kong e desgastar suas vantagens competitivas.

    Estima-se que o projeto de lei, que gerou uma ampla oposição no país e no exterior, passe por uma segunda rodada de debates na quarta-feira no Conselho Legislativo, composto por 70 membros. A legislatura é controlada por uma maioria pró-Pequim.

    Uma petição online pediu que 50 mil pessoas cercassem o prédio do Legislativo às 22h (horário local) desta terça-feira e permanecessem até quarta-feira.

    O Reino Unido devolveu Hong Kong à China mediante a fórmula “um país, dois sistemas”, com garantias de que sua autonomia e suas liberdades, incluindo um sistema de justiça independente, seriam protegidas.

    No entanto, muitos acusam a China de ampla interferência em muitos setores, inclusive de impedir reformas democráticas, limitar as liberdades e interferir em eleições locais, além do desaparecimento de cinco vendedores de livros sediados em Hong Kong, a partir de 2015, que se especializavam em obras críticas a líderes chineses.

    Após confrontos na madrugada de segunda-feira entre alguns manifestantes e policiais depois de uma marcha pacífica no domingo, Lam alertou contra quaisquer 'ações radicais'.

    A polícia ergueu barreiras de metal para proteger o prédio do Conselho, enquanto um pequeno número de manifestantes começava a se reunir nesta terça-feira, apesar das chuvas torrenciais e dos avisos de tempestade.

    'Nós só queremos proteger nossa terra natal. Isso está errado?... Peço a todas as pessoas e a todos os estudantes de Hong Kong que entrem em greve amanhã para lhes dizer que não vamos aceitar essa lei perversa', disse um estudante.

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    Manifestantes voltam às ruas contra bloqueios na educação, MEC diz que professores não podem divulgar atos

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - Manifestantes voltaram às ruas do país nesta quinta-feira contra o bloqueio de verbas no Ministério da Educação com faixas contra as restrições orçamentárias na pasta e o governo do presidente Jair Bolsonaro.

    Ao mesmo tempo, o MEC disse que os professores não têm autorização para divulgar os atos em horário escolar e pediu que, caso isso ocorra, sejam denunciados à pasta.

    Em São Paulo, onde os manifestantes se concentraram no Largo da Batata para depois seguirem em marcha para a Avenida Paulista, além de cartazes, faixas e palavras de ordem a favor da educação pública, estudantes, sindicalistas, integrantes de partidos de esquerda e de movimentos sociais protestavam contra o governo Bolsonaro.

    'Bolsonaro queria te dizer, os estudantes estão nas ruas e vão derrubar você', cantavam os manifestantes na capital paulista acompanhados por um carro de som onde lideranças estudantis discursavam.

    Em nota divulgada no início da tarde, o Ministério da Educação afirmou que professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não têm autorização para divulgar ou estimular os atos e que, se isso ocorrer, deve ser feita denúncia à pasta.

    'O Ministério da Educação (MEC) esclarece que nenhuma instituição de ensino pública tem prerrogativa legal para incentivar movimentos político-partidários e promover a participação de alunos em manifestações', afirma a nota.

    'Vale ressaltar que os servidores públicos têm a obrigatoriedade de cumprir a carga horária de trabalho, conforme os regimes jurídicos federais e estaduais e podem ter o ponto cortado em caso de falta injustificada. Ou seja, os servidores não podem deixar de desempenhar suas atividades nas instituições de ensino para participarem desses movimentos.'

    Mais cedo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, comentou em sua conta no Twitter os protestos convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), afirmando que o governo entende as manifestações como um direito. Ele afirmou, no entanto, que a pasta recebeu denúncias de que professores teriam coagido alunos a participarem dos atos desta quinta.

    'Este governo acredita que as manifestações democráticas e pacíficas são um direito de todos os brasileiros, contra, a favor', disse o ministro.

    'O que não pode acontecer é coação de pessoas, que em um ambiente escolar público, criem algum constrangimento aos alunos a participarem dos eventos. Nós estamos aqui recebendo no MEC cartas e mensagens de muitos pais de alunos citando explicitamente que alguns professores, funcionários públicos, estão coagindo os alunos ou falando que eles serão punidos de alguma forma caso eles não participem das manifestações. Isso é ilegal, isso não pode acontecer', afirmou.

    Weintraub pediu ainda que alunos que estejam sendo vítimas desta suposta coação encaminhem as provas ao ministério para que sejam tomadas 'as devidas medidas legais'.

    Bolsonaro, que classificou os manifestantes que participaram dos atos realizados no dia 15 deste mês contra o bloqueio de verbas na educação como 'imbecis' e 'idiotas úteis', não havia comentado os atos desta quinta até o início da noite.

    CARÁTER DIFERENTE

    Os protestos desta quinta, que de acordo com o portal de notícias G1, aconteciam em 104 cidades de 21 Estados, além do Distrito Federal, até às 18h, acontecem depois que no último domingo milhares foram às ruas em manifestação a favor de Bolsonaro e após os atos do dia 15 de maio, também contra os bloqueios na educação.

    Ainda de acordo com o G1, no mesmo horário de domingo, os atos pró-Bolsonaro ocorriam em 152 cidades de 26 Estados e do DF.

    'A gente não está buscando fazer comparação com ato de Bolsonaro, a favor de Bolsonaro, porque são atos com caráter completamente diferentes. Eles querem estar nas ruas para defender o governo. Nós queremos e estamos nas ruas para defender o nosso futuro e o futuro do Brasil', disse a presidente da UNE, Marianna Dias, no Largo da Batata, em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade.

    Em outras cidades onde os atos convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) também aconteceram, como Brasília e Salvador, o tom também foi de crítica não só contra o que o governo chama de contingenciamento na educação, mas os participantes classificavam de cortes, mas também contra Bolsonaro e seu governo.

    Na capital federal, de acordo com a UNE, 30 mil pessoas participaram do protesto, mesmo número que compareceu na capital baiana, também de acordo com os organizadores. A entidade disse que, no início da noite, o ato no Largo da Batata reunia 150 mil pessoas.

    No Rio de Janeiro, os manifestantes --principalmente estudantes, professores e sindicalistas-- se reuniam na região central da cidade e, além de palavras de ordem contra o bloqueio de verbas e o presidente, também criticavam a proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional.

    Além das duas convocações nacionais feitas pela UNE --nesta quinta e no dia 15-- centrais sindicais também já convocaram uma greve geral para o dia 14 de junho contra as políticas de Bolsonaro, especialmente na área econômica, assim como contra a reforma da Previdência.

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

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    Protestos contra reeleição na Indonésia aumentam após 6 mortes

    Por Maikel Jefriando e Heru Asprihanto

    JACARTA (Reuters) - Protestos contra o resultado da eleição presidencial do mês passado tomaram a capital da Indonésia, nesta quarta-feira, depois de um confronto entre a polícia e manifestantes de madrugada no qual o governador de Jacarta disse que seis pessoas morreram.

    Os tumultos surgiram depois de um anúncio de terça-feira no qual a Comissão Geral Eleitoral (KPU) confirmou que o presidente Joko Widodo derrotou o ex-general Prabowo Subianto na votação de 17 de abril.

    Multidões se reuniram no centro de Jacarta nesta quarta-feira, e a polícia disse esperar mais manifestantes antes do anoitecer. Alguns levavam varas de madeira e outros haviam passado pasta de dente ao redor dos olhos, uma prática comum para eliminar os efeitos do gás lacrimogêneo.

    Protestos que começaram calmamente no amplo bairro de fábricas de tecidos de Tanah Abang na terça-feira ficaram violentos ao anoitecer, e a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

    O governador de Jacarta, Anies Baswedan, disse à TVOne que até a manhã seis pessoas haviam morrido e 200 se ferido.

    Imagens de televisão mostraram fumaça emanando de detrás de dezenas de manifestantes nas ruas de Tanah Abang nesta quarta-feira. Alguns atiravam fogos de artifício e derrubavam cercas públicas.

    O presidente Widodo disse que a segurança já está sob controle e alertou para ações duras contra aqueles que instigarem tumultos.

    'Não tolerarei que ninguém interfira com a segurança... ou união do país, ou aqueles que interferirem com o processo democrático', disse ele em um boletim no palácio.

    A polícia prendeu até 100 pessoas suspeitas de provocarem tumultos.

    Prabowo, que se recusou a admitir a derrota, pediu protestos pacíficos e o controle das multidões.

    'Exorto todos os lados, as pessoas que estão expressando suas aspirações, a polícia, os militares e todos os lados a evitarem o abuso físico', disse ele em um boletim.

    A maioria dos manifestantes parece ter vindo dos arredores de Jacarta, e a polícia encontrou envelopes com dinheiro em algumas das pessoas que revistou, disse o porta-voz da Polícia Nacional, Muhamad Iqbal, em uma coletiva de imprensa.

    Na terça-feira, o KPU confirmou contagens extraoficiais de institutos de pesquisa particulares que deram a Widodo 55,5% dos votos e 44,5% para Prabowo.

    Widodo obteve mais de 85 milhões dos 154 milhões de votos da terceira maior democracia do mundo, mas Prabowo alegou 'fraudes e irregularidades em massa'.

    (Reportagem adicional de Wilda Asmarini, Kanupriya Kapoor, Agustinus Beo Da Costa, Gayatri Suroyo, Fransiska Nangoy, Ed Davies, Fanny Potkin)

    17

    3 S

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    Milhares protestam contra bloqueios na Educação, Bolsonaro chama manifestantes de 'idiotas úteis'

    Por Eduardo Simões e Pablo Garcia

    SÃO PAULO (Reuters) - Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de cidades de todos os Estados do país e do Distrito Federal nesta quinta-feira em protesto contra o bloqueio de verbas do Ministério da Educação enquanto, em Dallas, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro classificou os manifestantes de 'idiotas úteis', usados como 'massa de manobra'.

    Professores, estudantes, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais protestaram em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Belém e Curitiba em manifestações convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra o que afirmam ser cortes nas verbas para a educação.

    O governo nega ter havido cortes e alega se tratar de um contingenciamento, apontando que os recursos podem ser liberados futuramente.

    Em Dallas, nos Estados Unidos, onde será homenageado na quinta-feira, Bolsonaro se irritou e foi duro ao criticar as manifestações desta quarta-feira, a primeira grande mobilização popular contra seu governo, que tem quatro meses e meio.

    'São uns idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil', disse Bolsonaro a jornalistas em Dallas.

    A dura reação de Bolsonaro, em vez de intimidar os manifestantes, pode ter incentivado, e a UNE anunciou um novo protesto contra os bloqueios no Ministério da Educação no dia 30 de maio.

    'Estamos fazendo bonito neste #15M! E vai ter mais! No dia 30 de maio, vamos novamente às ruas em defesa da educação. Estamos convocando o Brasil inteiro para entrar nessa luta!', escreveu a entidade em sua conta no Twitter.

    Os protestos aconteciam simultaneamente a uma audiência do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no plenário da Câmara dos Deputados para explicar o bloqueio de recursos na pasta. No início, o debate foi marcado por um duro embate entre o ministro e deputados da oposição.

    O clima esquentou especialmente quando Weintraub afirmou que já trabalhou como bancário com carteira assinada e questionou se os parlamentares sabiam o que é uma carteira de trabalho.

    Em Brasília, em frente ao Congresso Nacional onde Weintraub debatia com deputados, cerca de 7 mil manifestantes, de acordo com a Polícia Militar, protestavam contra a restrição de recursos no ministério.

    'A mensagem ao Bolsonaro é que a sociedade não aceita esses cortes de 30% no orçamento das universidades públicas brasileiras. A educação é uma questão estratégica para o desenvolvimento do país, sem educação não se faz ciência, não se desenvolve uma nação', disse Luis Antonio Pasquetti, presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (UnB).

    Em São Paulo, milhares aderiram ao protesto em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da cidade. A Polícia Militar não estimou o número de participantes.

    'Tendo em vista esse contexto brasileiro de estarem cortando as verbas para as universidades federais, precisamos fazer barulho, precisamos mostrar a importância da ciência e da educação', disse Vânia Cristina, de 23 anos. 'Vamos lutar, vamos brigar, educação em primeiro lugar.'

    No Rio de Janeiro, uma multidão também se reunia na Candelária, no centro da cidade. Imagens da TV mostraram ainda grandes aglomerações em Recife, Belo Horizonte e em outras cidades ao redor do país.

    (Reportagem adicional de Anthony Boadle, em Brasília; Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Leonardo Benassatto, em São Paulo)

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    1 M

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    Milhares protestam contra Maduro enquanto impasse na Venezuela provoca tensões entre EUA e Rússia

    Por Luc Cohen e Angus Berwick

    CARACAS (Reuters) - Milhares de manifestantes protestaram na Venezuela nesta quarta-feira para tentar forçar o presidente socialista Nicolás Maduro a deixar o poder enquanto crescem as tensões entre a Rússia e os Estados Unidos sobre o impasse político no país membro da Opep.

    O líder opositor Juan Guaidó pediu 'a maior marcha' da história da Venezuela e havia na véspera pedido que os militares o apoiassem, mas a liderança das forças armadas até agora permanece leal a Maduro, que está no poder desde 2013.

    'Se o regime pensou que havíamos chegado à pressão máxima, eles não podem nem imaginar', disse Guaidó a milhares de apoiadores em Caracas. 'Precisamos continuar nas ruas'.

    Sob sol escaldante, manifestantes bateram tambores e levaram bandeiras venezuelanas pedindo 'liberdade'. Em outro local em Caracas manifestantes com os rostos cobertos com camisetas, atiraram projéteis de uma passarela em oficiais da Guarda Nacional que estavam abaixo. Os militares responderam com bombas de gás lacrimogêneo.

    A oposição venezuelana já promoveu uma série de protestos de rua contra Maduro, mas fracassou em tirá-lo do poder, apesar da profunda recessão econômica e da hiperinflação.

    Guaidó - que dirige a Assembleia Nacional, liderada pela oposição - é reconhecido como presidente legítimo da Venezuela pelos Estados Unidos, União Europeia e Brasil, entre outros, mas Maduro é apoiado por Rússia, China e Cuba.

    As disputas crescentes colocam a Venezuela no centro de tensões geopolíticas globais, com EUA e Rússia trocando acusações de intervenção nos assuntos internos da Venezuela.

    TENSÃO RÚSSIA-EUA

    O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, impôs sanções sobre o governo Maduro e não descarta intervenção militar no país, embora diga preferir uma transição pacífica.

    'Ações militares são possíveis. Se for necessário, é isso que os Estados Unidos irão fazer', disse o Secretário de Estado, Mike Pompeo, na Fox Business Network.

    O Pentágono pareceu minimizar quaisquer preparações ativas para intervir diretamente na Venezuela, mas reconheceu que faz planejamentos detalhados de contingências.

    O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse a Pompeo por telefone nesta quarta-feira que mais 'passos agressivos' na Venezuela podem resultar em graves consequências.

    Lavrov classificou a 'interferência' dos EUA nos assuntos internos da Venezuela como quebra de leis internacionais.

    Em resposta, os EUA também acusaram Moscou de interferirem no país, que é um aliado da Rússia desde a época do antecessor e mentor de Maduro, o falecido presidente Hugo Chávez.

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    1 M

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    Bouteflika, da Argélia, renunciará antes de fim de mandato em 28 de abril, diz agência estatal

    Por Lamine Chikhi e Hamid Ould Ahmed

    ARGEL (Reuters) - O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, renunciará antes do fim de seu mandato em 28 de abril, noticiou a agência estatal de notícias APS nesta segunda-feira, cedendo após semanas de protestos em massa e pressão do Exército que buscavam colocar fim aos seus 20 anos no poder.

    Não houve nenhuma reação imediata dos líderes do movimento por trás dos protestos que assolam o país produtor de petróleo desde 22 de fevereiro. Muitos manifestantes querem uma nova geração de líderes que substitua uma elite reservada e idosa que está no poder, vista por muitos como inalcançável e incapaz de reviver uma economia vacilante prejudicada pelo clientelismo.

    Em um sinal de que manifestantes poderão demandar mais mudanças, a maioria dos partidos de oposição rejeitou um novo governo provisório apontado por Bouteflika no domingo, alegando que o primeiro-ministro era próximo demais dos círculos que estão no poder.

    A APS disse que Bouteflika, que tem 82 anos e está com a saúde fragilizada, tomará decisões importantes para assegurar a 'continuidade das instituições do Estado' antes de deixar o cargo. Não foi dada uma data para a saída de Bouteflika, nem mais detalhes foram divulgados por ora.

    Sob a Constituição argelina, Abdelkader Bensalah, presidente da câmara alta do Parlamento, assumirá como presidente interino por 90 dias até que sejam realizadas eleições.

    Bouteflika, que tem sido visto raramente em público desde que sofreu um derrame em 2013, primeiro buscou acalmar as tensões ao dizer em 11 de março que estava abandonando planos de concorrer pelo quinto mandato.

    Mas no fim do domingo, Bouteflika sinalizou que está de saída depois que apontou um governo provisório encabeçado pelo primeiro-ministro interino Noureddine Bedoui. Sob a Constituição, um líder interino não pode indicar ministros.

    A maioria dos partidos de oposição rejeitou o governo provisório porque veem Bedoui como próximo demais à elite no poder. Eles também dizem que as eleições passadas, supervisionadas por ele como ministro do Interior, não foram justas.

    (Reportagem adicional de Aziz El Yaakoubi)

    14

    2 M

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    Milhares se manifestam na Argélia, líderes de protesto pedem afastamento de militares

    Por Lamine Chikhi e Hamid Ould Ahmed

    ARGEL (Reuters) - Milhares de estudantes, professores universitários e profissionais da área da saúde se manifestaram em Argel nesta terça-feira, pedindo a renúncia do presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, enquanto um novo grupo formado por ativistas e figuras da oposição pediu que o Exército não interfira no movimento.

    Na primeira mensagem pública direta a generais emitida por líderes que emergiram após quase um mês de protestos em massa contra Bouteflika, a Coordenação Nacional pela Mudança disse que os militares devem 'desempenhar seu papel constitucional sem interferir na escolha do povo'.

    Bouteflika, que tem governado a Argélia por 20 anos, cedeu a manifestantes na semana passada ao anunciar que não irá se candidatar a um novo mandato. Mas, não renunciou ao cargo e disse que permanecerá no governo até que uma nova Constituição seja adotada, efetivamente prorrogando seu atual mandato.

    Suas medidas não têm reduzido em nada as manifestações, que chegaram ao auge na sexta-feira, quando centenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas de Argel, e que tem se estendido para esta semana.

    'Nós não vamos parar com a nossa pressão até que ele (Bouteflika) vá embora', disse o estudante Ali Adjimi, de 23 anos. 'A população quer que você saia', dizia um cartaz. Outros entoavam 'a população e o Exército são um só'.

    O presidente de 82 anos tem sido raramente visto em público desde que sofreu um derrame em 2013, e manifestantes dizem que ele está muito velho e fraco para governar.

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    2 M

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    Estudantes fazem greve global contra mudança climática

    Por Charlotte Greenfield e Tom Westbrook

    SYDNEY/LONDRES (Reuters) - Milhares de estudantes de vários países abandonaram as aulas, nesta sexta-feira, para participar de uma greve global contra a falta de ação dos governos diante da mudança climática.

    'A mudança climática é pior que Voldemort', dizia um cartaz feito à mão de um estudante de Wellington, na Nova Zelândia, referindo-se ao bruxo maligno dos livros e filmes imensamente populares da franquia 'Harry Potter'.

    'Os oceanos estão se elevando, nós também', dizia outro em Sydney.

    Protestos estudantis em capitais e cidades de Wellington a Melbourne e Sydney atraíam dezenas de milhares de pessoas. Na Europa, estudantes lotaram ruas e praças em Londres, Copenhague, Roma, Viena, Zurique e Lisboa.

    Também houve protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo, e há manifestações previstas ainda para diversas cidades dos Estados Unidos.

    O movimento grevista estudantil mundial começou em agosto de 2018, quando a ativista climática sueca Greta Thunberg, de 16 anos, começou a protestar diante de seu Parlamento em dias de aula -- desde então ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

    'Se não fizermos algo, são nossas vidas que serão afetadas, não as de políticos de 60 anos', disse Callum Frith, estudante de 15 anos de Sydney que protestava de uniforme. 'Precisamos de ação'.

    Em Bangcoc, a capital tailandesa, cerca de 60 alunos protestaram diante da sede do governo erguendo cartazes de papelão em uma campanha contra o plástico. A Tailândia é um dos países que mais poluem os mares com esse material.

    'Como jovens que herdarão a terra, nós nos reunimos aqui para exigir que o governo trabalhe conosco para resolver estes problemas', disse Thiti Usanakul, de 17 anos, do grupo Grin Green International, liderado por estudantes.

    26

    3 M

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    Milhares exigem mudanças rápidas na Argélia após concessões de Bouteflika

    Por Lamine Chikhi

    ARGEL (Reuters) - Milhares protestaram em toda a Argélia nesta terça-feira, exigindo mudanças políticas imediatas, um dia depois de o debilitado presidente Abdelaziz Bouteflika anunciar que desistiu de buscar um quinto mandato, mas sem chegar a renunciar.

    Grandes multidões se reuniram em várias cidades, e a emissora de TV Ennahar noticiou que trabalhadores iniciaram uma greve que paralisou as operações no porto de Bajaia, no Mediterrâneo.

    Bouteflika, de 82 anos, cedeu a semanas de manifestações em massa contra seu governo de 20 anos na segunda-feira e prometeu uma transição para uma nova liderança -- mas adiou uma eleição marcada para abril, o que significa que provavelmente continuará no poder por mais algum tempo.

    O diplomata argelino veterano Lakhdar Brahimi e grupos de protesto participarão de uma conferência para planejar o futuro da Argélia, disseram fontes políticas e governamentais à Reuters nesta terça-feira.

    Brahimi, ex-ministro das Relações Exteriores da Argélia e enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), deve presidir a conferência, que supervisionará a transição, redigirá uma nova Constituição e marcará a data das eleições, disse uma fonte do governo.

    Os argelinos se cansaram do líder enfraquecido e de outros veteranos da guerra de independência da França de 1954-62, que vêm dominando um país com desemprego alto, serviços precários e uma corrupção desenfreada apesar de possuir petróleo e gás.

    14

    3 M

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    Oposição da Venezuela vai às ruas exigir entrada de ajuda humanitária

    CARACAS (Reuters) - Manifestantes de oposição planejam tomar as ruas da Venezuela nesta terça-feira para manter a pressão sobre o pressionado presidente Nicolás Maduro e clamar para que ele permita a entrada de ajuda humanitária no país, onde alimentos e remédios estão em falta.

    As manifestações ocorrerão quase exatamente três semanas depois de o líder opositor Juan Guaidó invocar uma cláusula constitucional para se autodeclarar presidente legítimo da Venezuela, argumentando que a eleição que reelegeu Maduro no ano passado foi uma fraude.

    A maioria dos países ocidentais, incluindo Estados Unidos e Brasil, reconheceu Guaidó como presidente, mas Maduro ainda conta com o apoio de nações poderosas, como Rússia e China, e controla instituições estatais, entre elas os militares.

    Agora os dois lados estão se chocando em relação à ajuda humanitária, que a oposição diz ter se tornado necessária devido à inépcia de Maduro na condução da economia antes florescente do país-membro da Opep.

    Guaidó, de 35 anos, está coordenando os esforços de assistência ocidentais. Maduro, que nega existir uma crise, afirma que a ajuda é um espetáculo orquestrado pelos EUA e está impedindo o ingresso dos suprimentos.

    'Voltaremos às ruas... para exigir a entrada da ajuda humanitária que salvará as vidas de mais de 300 mil venezuelanos que hoje correm risco de morrer', disse o líder opositor aos seus 1,25 milhão de seguidores no Twitter na noite de segunda-feira. 'Este é um momento para se unir e lutar.'

    Guaidó prometeu que a oposição, que ele revigorou, continuará protestando para induzir Maduro a renunciar para que novas eleições presidenciais sejam realizadas.

    Os críticos de Maduro já haviam realizado duas grandes rodadas de protestos contra o que classificam como uma ditadura, a última em 2017, que foi abafada devido à repressão do governo.

    A onda atual teve início em 23 de janeiro com uma manifestação em massa em Caracas durante a qual Guaidó foi empossado como presidente diante de milhares de simpatizantes.

    Os socialistas governistas, que estão no poder há duas décadas, disseram que também farão uma passeata em Caracas nesta terça-feira para 'exigir respeito pela soberania da pátria-mãe'.

    Na segunda-feira Guaidó anunciou a primeira entrega de assistência humanitária --vitaminas e suplementos nutricionais para crianças e gestantes-- para uma rede de centros de saúde, sem explicar como ela chegou ao país.

    Ele disse ser uma doação de pequena escala, dado que o governo vem bloqueando as entregas em um posto de coleta de ajuda na cidade colombiana fronteiriça de Cúcuta.

    (Por Sarah Marsh)

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