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Indústria da construção espera mais lançamentos no 2º tri ante 1º tri

Indústria da construção espera mais lançamentos no 2º tri ante 1º tri

Reuters

25/05/2026

Placeholder - loading - Uma vista de drone mostra o centro de São Paulo, Brasil 11 de novembro de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli
Uma vista de drone mostra o centro de São Paulo, Brasil 11 de novembro de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  25/05/2026

SÃO PAULO, 25 Mai (Reuters) - A indústria da ​construção civil prevê um aumento nos lançamentos do segundo trimestre ante os três primeiros meses do ano, após represamento criado pela expectativa das mudanças no programa Minha Casa Minha Vida entre final de março e início de abril, afirmaram representantes do setor nesta segunda-feira.

'Tenho impressão de que houve represamento de lançamentos para (as construtoras) já aproveitarem os novos valores de teto', disse o economista do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, em apresentação dos números do setor no primeiro ⁠trimestre ⁠pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

'Provavelmente, ​no segundo ‌trimestre, vamos ter mais lançamentos do que no primeiro', acrescentou.

No primeiro trimestre, os lançamentos de imóveis residenciais caíram 4,9% sobre o mesmo período do ano passado e desabaram 32,1% sobre os três últimos meses de 2025, ⁠segundo dados apresentados pela Cbic.

Petrucci afirmou que o setor não tem ​preocupação sobre o desempenho diante da sazonalidade, em que os lançamentos do ​final de cada ano costumam ser maiores do ‌que os do início ​do ⁠ano seguinte.

As vendas de imóveis residenciais no primeiro trimestre caíram 2,6% sobre o final do ano passado, mas subiram 4,1% na comparação com os três primeiros meses de ​2025, segundo os números da Cbic. Enquanto isso, o estoque recuou 3,5% na comparação trimestral, mas cresceu 8,2% na relação anual.

Do total vendido no primeiro trimestre, 49% (54.510) corresponderam a imóveis do MCMV ante 47% no mesmo período do ​ano passado.

'As vendas estão resistindo à Selic', afirmou Petrucci. Já o vice-presidente financeiro da Cbic, Eduardo Aroeira, afirmou que, se não fosse o MCMV, o setor 'provavelmente estaria falando apenas de mercado de alto padrão por causa da taxa de juros'.

Aroeira, que assume a presidência da Cbic em 1º de julho, afirmou que a redução da jornada de trabalho para um regime de 5x2 sem redução de salários ​deve elevar os custos da construção de projetos do MCMV em cerca de 10%.

'A ‌preocupação é a forma como se ⁠vai fazer...É necessário ter prazo para as empresas ganharem na produtividade para que possamos compensar esse aumento de custo com ganho de produtividade', disse o ⁠executivo, citando que o setor vai precisar de ⁠cerca de 288 mil trabalhadores adicionais para ⁠suprir a redução ⁠da ​carga sem atrasar a entrega de obras.

(Por Alberto Alerigi Jr.; edição de Paula Arend Laier)

Reuters

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