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    Intercâmbio nos Estados Unidos: conheças dicas exclusivas de uma especialista no assunto

    Arleth Bandera, CEO da agência de intercâmbio Eagle, concedeu a Antena 1 uma entrevista sobre o assunto

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    Quando nos remetemos ao termo “intercâmbio”, logo é possível notar o brilho nos olhos daqueles que mais sonham em realizar esse tipo de experiência única. O maior público desse mercado, que é o jovem – em uma média de 15 a 25 anos-, sempre está a procura de oportunidades que possam lhe oferecer os melhores benefícios e vivência possível, além é claro, de um custo benefício que valha a pena.

    Ao decorrer do ano passado, em 2021, houve de fato uma retomada gradual mais intensa em relação a aderência de pacotes de intercâmbio para estudantes, graças, é claro, as campanhas de vacinação e imunização das populações ao redor do mundo.

    Pensando nisso a Antena 1 entrevistou uma especialista no assunto em relação a viagens de intercâmbio com diversas curiosidades e dicas muito úteis. A entrevistada foi Arleth Bandera- brasileira que mora lá há 6 anos- especialista em intercâmbio e CEO da Eagle, primeira e única agência de intercâmbio, criada no ano de 2016, feita 100% de brasileiros no Vale do Silício (Califórnia). A empresa cuida de programas, cursos, vistos, green card e muito mais. Confira:

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    • Estágio nos Estados Unidos

    Anetena 1: Como se dá o processo de estágio nos Estados Unidos?

    Arleth Bandera: Existem vários programas hoje que estavam em standby, mas que retornaram agora em 2022.

    Tem aquele famoso que você já é graduado, e você vai para o país com o visto J1 - para aplicantes do programa de intercâmbio- de trabalho temporário. Com ele você pode trabalhar na Disney, em hotéis, em empresas de skis na temporada de inverno. É como um trabalho remunerado para quem já é graduado, principalmente na área de turismo e/ou de administração.

    Esse programa já estará disponível para o Inverno de 2022 (hemisfério Norte), que geralmente conta com pessoas de vão de 25 a 36 anos. E é muito importante porque faz uma diferença enorme no currículo de qualquer pessoa. A vivência internacional vai melhorar o inglês da pessoa, dando um networking muito bom, conhecendo milhares de pessoas que falam diversos idiomas.

    É claro que é esperado que você fale fluentemente em inglês, além dos certificados de proficiência na língua, como por exemplo o TOEIC. Aqui na agência fazemos uma continha: para a cada um mês de você estudando e vivenciando o dia a dia nos Estados Unidos, corresponde a 6 meses de curso de inglês em uma escola tradicional no Brasil.

    E tem aquele que não necessariamente você precisa estar graduado e ser fluente, basta possuir um nível intermediário-avançado da língua. Assim você pode vir por um tempo determinado, que você escolhe, estudar inglês e fazer estágio- não remunerado- nas empresas no Vale Do Silício. É como um investimento que você faz na sua carreira profissional!

    Algumas das empresas associadas que temos aqui na Eagle são: Google, Amazon, Oracle. Assim você irá trabalhar na sua área, dentro daquela empresa e irá aprender. E já aconteceu de vários clientes e estudantes nossos serem efetivados ou receberem propostas formais dessas empresas.

    Aqui nos Estados Unidos está sobrando vagas de trabalho em todas as áreas. O período pós pandemia, com todo o dinheiro que o governo investiu na economia, então eles estão abrindo para mais pessoas estrangeiras no país para se ter mais mão de obra nas grandes e pequenas empresas.

    Assim, as pessoas veem nesses estágios e trabalhos remotos como uma oportunidade de ir para os Estados Unidos e serem efetivados. Além disso, os americanos gostam bastante do trabalho do brasileiro, nos considerando cordiais e perfeccionistas naquilo que fazemos. Então vale muito a pena!

    Muitos dos nossos estudantes, começaram a trabalhar 20 horas semanais, e logo depois de 6 meses trabalhando, a empresa acaba oferecendo trabalho formal para eles, devido a sobre de vagas nos Estados Unidos.

    A1: Qual seria o melhor período para fazer um estágio nos Estados Unidos?

    Arleth: Antes do tudo, o mais importante é que a pessoa tenha o inglês intermediário ou pré-avençado. Então a minha dica pra quem está no Brasil e sonha em fazer estágio ou trabalhar nos Estados Unidos, inicie os estudos da língua o mais rápido possível, por ser um dos requisitos básicos.

    Geralmente, no final do ano, quando o estudante vai para os EUA para fazer um programa de férias ou estágio durante três meses, é uma opção perfeita! Mas para aqueles que gostariam de ficar por mais tempo, o ideal é fazer assim que concluir a graduação para trabalhar na área que te interessa. Assim, quando você voltar para o Brasil, além do seu inglês estar excelente, você terá uma experiencia única e muito bem-vista pelos empregadores. Por exemplo, quando você for disputar uma vaga de trabalho, você já teve essa experiencia e um diferencial imenso em relação aos outros candidatos.

    A “vivência internacional” no currículo de um profissional está sendo muito valorizada no mercado dos dias de hoje! A resiliência traz muito benefício para o seu currículo, só pelo fato de você ter saído da sua zona de conforto e vivendo coisas totalmente diferentes aquilo que você estava acostumada.

    • Intercâmbio férias escolares

    A1: Como se programar? Quanto tempo de antecedência? Quais são os mitos e verdades sobre esse tipo de intercâmbio?

    Arleth: Tem várias opções: o intercâmbio anteriormente mencionado no qual o estudante, durante suas férias da Universidade do Brasil, permanece por dois ou três meses para trabalhar como estagiário; e há o Summer Camp, para menores de idade que vem no final do ano ou nas férias de julho das escolas brasileiras. Então neste, o estudante fica nos alojamentos da escola, estuda a língua inglesa e realizar várias atividades que fazem parte da programação. Além de aprender o inglês, você vai se divertir muito, visitando parques, museus, musicais etc.

    Esse programa vale para aqueles que tem de 13 a 17 anos.

    Aqui na Califórnia, no período do meio do ano é muito intenso, pelo fato dos estudantes americanos estarem em suas férias de verão. Assim, justamente há uma variedade de atividades acontecendo nas cidades justamente para eles.

    Também há o pacote para famílias nesse Summer Camp, chamado como Family Camp, que terão as atividades adequadas para todas as idades. Nossos pacotes são personalizados de acordo com as vontades de nossos clientes.

    A1: Qual tipo de pacote de intercâmbio que tem se destacado mais na sua agência? O individual, em grupo ou em família?

    Arleth: O intercâmbio individual é o que mais sai! As opções que envolvem grupos não estão em alta demanda devido o preço do dólar. Hoje é muito difícil os pais mandarem todos os seus filhos para fazer intercâmbio, normalmente é um de cada vez. Há 6 anos atrás essa realidade era mais acessível, quando o preço do dólar variava entre R$2, e hoje já não é mais. De 2016 para cá, a procura maior é por intercambio individual, porque além de ser mais barato, tem um custo único por pessoa. Há aquelas famílias que mandam seus filhos em um período de a cada 6 meses, e muito raramente mandam todos de uma vez.

    • High School nos Estados Unidos

    A1: Quais são as diferenças mais aparentes e significativas do High School e o Ensino Médio no Brasil?

    Arleth: O estudante vai morar nos Estados Unidos com uma host-family nativa americana, seguindo as regras daquela família, porque se ele for menor de idade, ela se torna responsável. O High School faz uma diferença ainda maior, quando comparado ao Summer Camp, na vida de um estudante adolescente, por exemplo.

    Nos EUA, o ensino é mais didático, pelo fato dos estudantes poderem escolher a grade horária em que gostariam de estudar na escola. O aluno quando ele entre no High School, ele já sabe quais são as habilidades dele, podendo ser de humanas, ciências, saúde, tecnologia etc. Há também a diferença da quantidade de anos que o estudante fará o Ensino Médio, enquanto no Brasil são 3 anos (1°, 2 ° e 3° ano) , nos Estados Unidos são 4: 9th grade (Freshman), 10th grade (Sophomore), 11th grade (Junior) e 12th grade (Senior). Nesse último, os alunos são preparados para a Universidade. Diferentemente do Brasil, nos EUA não há vestibulares para aplicar nas faculdades, o que conta são as habilidades pessoas jutas com as habilidades acadêmicas que fazem que eles sejam aceitos nas universidades. Além das cartas de recomendação dos professores ou coordenadores da escola que são muito valorizadas!

    Para aqueles que pretendem fazer faculdade nos Estados Unidos, o indicado é fazer antes o Senior Year nos Estados Unidos que assim o aluno já será indicado as universidades que lhe interessa, oferecendo toda a base adequada.

    No Brasil é necessário estudar o suficiente para tirar uma nota alta nos vestibulares e ingressar em boas faculdades. Nos Estados Unidos, para ser admitido é preciso ter feito trabalhos voluntários, ter uma vivência que te destaque.

    A1: Quando os alunos entram em processo para fazer High School nas agências de intercâmbio, há uma diferença para aqueles que escolherem colégios particulares ou públicos dos Estados Unidos?

    Arleth: Existe dois tipos de intercâmbio de High School, o “Private” vem com o visto F1- o mais comum entre os vistos solicitados por estudantes-, que o custo é maior e, não necessariamente vai direto para uma escola privada, mas o aluno pode escolher o local e a cidade que você quer estudar, e até mesmo a host-family. Há o programa do visto J1- só se aplica aos estudantes que foram aceitos ou estão matriculados em uma escola nos EUA- que é através de sorteio.

    Mesmo que muitos não gostem, por não ser aquilo que eles esperam – como escolas em cidades turísticas com outros intercambistas de outros países do mundo-, muitas vezes é a melhor opção para o aluno aprender a lidar com a independência e avançar no inglês.

    O indicado para os pais falarem com as agências de intercâmbio e escolherem para seus filhos, são aquelas opções de escola onde não haverá outros intercambistas brasileiros ou latinos.

    A1: Muitas escolas exigem os certificados de proficiência na língua inglesa, como o TOEFL, por exemplo. Existem escolas que permitem a admissão de alunos que não possuem esse comprovante?

    Arleth: Na verdade depende muito do curso. É claro que qualquer curso que o estudante for fazer nos Estados Unidos, se não dominar o ingles, não consegue acompanhar. Existem alguns colégios que não exijam o TOEFL, mas eles tem o próprio teste deles. Então qualquer curso que o estudante for fazer nos Estados Unidos, que não seja curso de inglês, ele precisa sim ser intermediário-avançado. Por exemplo, se ele entra para fazer um curso de Marketing e não for tão bem em inglês, terá duas ou três grades simultâneas de inglês. Ou seja, além de estudar o seu curso voce é obrigado a estudar inglês para melhorar sua fluência.



    Para saber mais informações sobre a Eagle, acesse aqui.

    Veja também:

    SEMANA DO RÁDIO: 101 ANOS DO VEÍCULO QUE SE REINVENTA DIARIAMENTE

    LETRA E TRADUÇÃO: GEORGE EZRA - ANYONE FOR YOU

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