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Irã e Omã discutem corredor temporário em Ormuz enquanto impasse com EUA se prolonga

Irã e Omã discutem corredor temporário em Ormuz enquanto impasse com EUA se prolonga

Reuters

25/08/2026

Placeholder - loading - Embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã 24 de agosto de 2026 REUTERS/Stringer
Embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã 24 de agosto de 2026 REUTERS/Stringer

Por Yomna Ehab

CAIRO, 26 Ago (Reuters) - O Irã afirmou ter ​retomado as negociações com o vizinho Omã para gerenciar o Estreito de Ormuz, enquanto enfrenta maior pressão econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Irã e Omã vêm mantendo negociações intermitentes há semanas sobre o controle do tráfego por essa via navegável estratégica, que respondia por um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início da guerra, em fevereiro.

A maior parte da navegação foi interrompida desde então.

Os dois países afirmaram nesta terça-feira que discutiram “um corredor de navegação temporário conjunto” pelo estreito e concordaram em remover as mina .

Trump afirmou que todas as minas no estreito foram removidas, repetindo comentários que já havia feito.

Embora as hostilidades ativas entre ⁠os EUA ⁠e o Irã tenham diminuído consideravelmente, os ​esforços diplomáticos ‌para chegar a um acordo de paz estão paralisados e a passagem pela via navegável continua perigosa.

Um petroleiro foi atingido nesta terça-feira por um projétil não identificado e ficou inoperante a cerca de 17 km a nordeste de Ash Shishah, em Omã, que fica na entrada do estreito, ⁠informou a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

Separadamente, o Serviço ​Secreto dos EUA informou nesta terça-feira que estava ciente de um vídeo transmitido pela televisão estatal ​iraniana discutindo um possível plano para assassinar o filho mais ‌novo de Trump, Barron.

Um vídeo ​de ⁠três minutos transmitido pela TV estatal iraniana discutiu uma possível conspiração para assassinar Barron Trump, de 20 anos, alegando que ele estava sendo vigiado e que uma recompensa de US$10 milhões havia sido oferecida por sua morte.

SANÇÕES

Apesar das ​tensões em curso, os EUA estão começando a enviar pessoal de volta a algumas missões diplomáticas no Oriente Médio que haviam tido seu efetivo reduzido em meio às tensões com o Irã, disseram duas pessoas a par do assunto à Reuters.

A medida sugere que Washington vê um risco menor de o ​conflito com o Irã se agravar no curto prazo, embora algumas embaixadas operem inicialmente abaixo da capacidade total.

Em um esforço para prejudicar a economia do Irã, os Estados Unidos ameaçaram, na segunda-feira, punir os países que continuarem a fazer negócios com o Irã, mas afirmaram que não imporiam sanções imediatamente.

Os preços do petróleo caíram pelo segundo dia consecutivo, à medida que os operadores ignoraram o impacto das sanções dos EUA, enquanto o Irã denunciou a tentativa dos EUA de isolar sua economia como um ato de “grave ilegalidade”, expressando ​confiança de que muitos países não se juntariam à campanha de pressão.

A aprovação pública dos EUA em relação ‌à guerra caiu para o nível mais baixo ⁠desde os primeiros dias do conflito, e a popularidade de Trump também está em seu nível mais baixo, poucos meses antes das eleições para o Congresso em novembro, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos.

Milhares ⁠de pessoas morreram no conflito, a maioria delas no Irã e ⁠no Líbano, enquanto os EUA e Israel enfraqueceram grande ⁠parte da capacidade militar ⁠convencional ​do Irã. O estado exato de seu programa nuclear, que os EUA e Israel pretendem desmantelar, permanece desconhecido.

Reuters

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