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    Julho Verde: mesmo com pandemia, em caso de sinais procure orientação médica

    Especialista do IBCC Oncologia alerta para a ocorrência de rouquidão ou alteração na voz por mais de 15 dias

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    Istock/Divulgação

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    Anualmente, o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. Já se tornou comum usarmos meses característicos para conscientização sobre alguns tipos de doença, como o Outubro Rosa, em que tratamos como prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama. São iniciativas que têm como principal objetivo descobrir esses tumores em estágios iniciais, já que, dessa maneira, os médicos podem encontrar o tratamento mais correto e efetivo para o paciente.

    Veja também: Radioembolização: como pode reduzir o câncer primário no fígado

    Nesse sentido, a campanha Julho Verde visa conscientizar e combater o câncer de cabeça e pescoço já que os números de novos casos da doença são alarmantes. Durante todo este mês, várias instituições, entidades de classe, órgãos governamentais e sociedade civil atuam com ações para ampliar a conscientização das pessoas por meio do mote "Seu corpo é sua vida. Não o destrua!". Para a Dra. Beatriz Cavalheiro, cirurgiã de cabeça e pescoço do IBCC Oncologia, o tema deste ano faz todo sentido. "Hábitos saudáveis e consciência corporal são responsabilidades de cada um. Nossa saúde é nosso maior patrimônio e a informação, obtida por meios confiáveis, é um dos recursos para preservá-la", diz a especialista ao elencar dicas e sinais que devem der observados com atenção.

    • Rouquidão progressiva e por mais de 15 dias.

    • Alteração na voz.

    • Dor ou incômodo ao engolir.

    • Escarro ou tosse com sangue.

    • Falta de ar.

    • Feridas ou aftas se não cicatrizarem em 15 dias.

    • Nódulos no pescoço.

    De acordo com a Dra. Beatriz, os cânceres de cabeça e pescoço podem ser agrupados em 4 áreas principais:

    • Tireoide

    • Glândulas salivares

    • Pele

    • Via aéreo-digestiva alta (boca; garganta - orofaringe, hipofaringe e laringe; rinofaringe; cavidade nasal).

    De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), os tumores dessa região do corpo já estão entre os mais incidentes na população brasileira. Mesmo com a ocorrência de 43 mil novos casos para este ano e, apesar de frequente, as pessoas não dão a atenção devida para prevenir a doença. Para a Dra. Beatriz, a única forma de reduzir esses números é pela conscientização a respeito dos principais fatores de risco.

    São eles:

    • Fumar, tanto cigarro comum como eletrônico ou narguilé

    • Consumir em excesso bebidas alcoólicas

    • Ter má higiene oral

    • Proceder com alimentação pobre em frutas e vegetais

    • Ter dentes em mal estado geral de conservação

    A médica destaca ainda outras três questões igualmente importantes:

    • A exposição ao sol sem proteção pode ser mais um fator de risco para a ocorrência de câncer de pele.

    • Os efeitos do fumo e do álcool são potencializados quando presentes em um mesmo indivíduo e podem causar o câncer de garganta.

    • Vacinar-se contra o HPV e usar preservativo podem ajudar a reverter o aumento de casos de cânceres associados a contaminação por via sexual.

    Para a especialista é preciso mudar os hábitos de vida. Reconhecer o próprio corpo, ter atenção aos pequenos sinais e buscar precocemente atendimento médico ajudam no diagnóstico e tratamento iniciais e complementa "as lesões descobertas previamente, podem ainda ser pré-tumorais e isso reduz bastante os casos fatais", diz a Dra. Beatriz. Por isso, se possuir traumas repetidos na boca, como aqueles que ocorrem em próteses dentárias com dentaduras mal ajustadas, procure um especialista.

    "Seja ativo na busca por atendimento profissional. Insista e trabalhe ativamente para que existam profissionais de saúde em sua comunidade! Os cânceres de cabeça e pescoço são curáveis, mas dependem do estágio em que são diagnosticados. Quanto mais precoce e inicial, maiores as chances de cura e menores as consequências do tratamento sobre a anatomia e a função do órgão afetado", ressalta a médica.

    Para os tumores iniciais de cabeça e pescoço o tratamento mais comum é o cirúrgico. Já nos cânceres mais avançados podem ser tratados com a combinação de técnicas cirúrgica, quimioterápica e radioterápica. E em situações específicas, o tratamento de escolha se dará por radioterapia com ou em associação a quimioterapia.

    "A oncologia clínica tem trabalhado com drogas novas, podendo utilizar, inclusive, a própria imunidade do paciente para a luta contra o tumor. Técnicas de reconstrução e reabilitação são constantemente aperfeiçoadas, mas nada substitui a determinação do paciente, seus familiares e profissionais envolvidos. Muitos tratamentos ainda são experimentais e vinculados a serviços universitários, mas, é inegável que a ciência caminha a passos largos", acrescenta a médica.

    O prosseguimento do tratamento deve ser lembrado, pois esses cânceres podem voltar, especialmente se o paciente insistir e manter os fatores de risco que ocasionaram a doença. É um compromisso para a vida toda. "O autoexame da boca é importantíssimo. O indivíduo, em frente a um espelho e com boa iluminação, deve olhar o interior de sua cavidade oral, incluindo o céu da boca e assoalho elevando-se a língua para o alto, além de gengivas, revestimento das bochechas e língua", finaliza.

    Escrito por IBCC Oncologia. Editado por Lucca Magro.

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