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Lado Pessoal - Adriano Rishi - predisente da Cummins Brasil

Com Millena Machado

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Podcast Lado Pessoal. Podcast semanal com Millena Machado. Crédito da imagem: Antena 1

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PODCAST Nº20 (2ª Temporada)

Apresentado pela Millena Machado, o podcast Lado Pessoal vai te levar até o universo particular dos CEOs. Com um formato descontraído, você vai conhecer aspectos da vida pessoal, decisões impactantes, mudanças de localidade, e, ainda, qual música inspirou os momentos importantes na vida de cada um dos CEOs.

Saiba mais sobre esse episodio: Lado Pessoal: Millena machado entrevista Adriano Rishi, presidente da Cummins no Brasil

O Lado Pessoal é patrocinado pela Puc-Campinas! Confira os novos cursos da universidade: Puc-Campinas Lança 8 Novos Cursos De Especialização

Transcrito:

Legendas:

MM: = Millena Machado (Apresentadora do podcast, Lado Pessoal).

AR: = Adriano Rishi (Entrevistado)

Está no ar... Lado Pessoal, com Millena Machado, o Podcast de entrevistas da Rádio Antena 1! Vinheta da Antena 1.

Música de introdução deste Podcast: Paradise– Coldplay

[0:00:57] - MM: Olá!... Está no ar a segunda temporada do Podcast Lado Pessoal - Rádio Antena 1. Eu sou Millena Machado, e a partir de agora bato um papo aberto, descontraído, com o executivo que comanda uma das45 maiores e mais longevas empresas de atuação em geração de movimento, de energia, vocês vão entender já já, no mundo; eu convido vocês a descobrir, junto comigo, o que pensa, como decide e o que inspira o presidente da Cummins no Brasil, Adriano Rishi, mais conhecido como Rishi... Vamos nessa? Rishi, seja muito bem-vindo!

[0:01:32] – AR: Oi Millena, obrigado, obrigado aí pelo convite, e é um prazer estar aqui com você, com os ouvintes da Antena 1, aqui, é muito bom a gente poder estar nesse bate papo.

[0:01:43] – MM: Ah, o prazer é todo nosso, viu! Adorei essa música que você escolheu pra gente abrir, aqui, o nosso encontro, Paradise do Coldplay. Será que a Cummins leva a gente pro Paraíso também ou ainda não? Rsrs...

[0:01:55] – AR: Essa é a ideia, viu Millena, porque... a gente é um fabricante de motores, de geradores de energia, de telas de combustível, e o que a gente enxerga é muito em melhorar a vida das pessoas num mundo cada vez mais próspero. Eu acho que quando a gente olha, assim, a gente pensa em mundo mais próspero, é mais próximo do Paraíso, né, algo melhor do que o que a gente tem hoje, é algo que a gente sempre anseia, assim, então quando a gente fala a nossa missão aqui, ela está menos relacionada com os produtos, mas está relacionada com o impacto que a gente causa na vida das pessoas no dia a dia e que seja cada vez melhor.

[0:02:36] – MM: Muito bem! A música tem uns trechinhos... eu gosto muito de pegar uns trechinhos da música que os meus convidados mandam pra gente, porque a música fala com a gente né, se falou com vocês eu quero entender como é que fala com vocês. Tem um versinho que diz que “a pessoa fecha os olhos e vai pro Paraíso”; quando você fecha os olhos aonde fica esse paraíso né, qual seria o seu maior sonho?

[0:02:57] – AR: Maior sonho, Millena, eu acho que está muito relacionado ao mundo... na minha visão, assim, a um mundo mais próspero, um mundo mais igualitário, com menos preconceito, com mais igualdade de oportunidades, onde as pessoas possam mostrar o melhor de si, onde as pessoas possam se sentir confortáveis com elas mesmas, possam estar em segurança, né, eu acho que segurança é uma questão super importante, e que as pessoas possam estar tranquilas pra fazer aquilo que elas fazem de melhor, aquilo que elas mais curtem fazer.

[0:03:35] – MM: Adriano, já há um tempo, quantos anos, três anos, mais ou menos que você se tornou presidente da Cummins?

[0:03:40] – AR: Não, foi o ano passado, vai fazer um ano agora...

[0:03:42] – MM: Ah.. Há um ano, há um ano. Adriano, já a um ano você tem a oportunidade né, de atuar como líder de uma grande empresa; nesse caminho, pensando nesse sonho de paraíso, de mundo mais justo, mais próspero, como é que você descreve a sua liderança? Como é o teu dia a dia no lidar com as pessoas nesse um ano que você já tem de experiência na presidência da Cummins?

[0:04:04] – AR: Olha Millena, começa que... não é fácil, pra ser muito transparente e aberto aqui, eu sou uma pessoa muito direta, eu acho que a gente tem... pra gente ter esse impacto positivo na sociedade, antes de mais nada, é assim como eu penso na nossa saúde né, eu gosto muito daquela... daquela fala que tem quando você embarca no avião, em primeiro lugar você precisa colocar a máscara em você pra você poder ajudar os próximos né, os demais, e aí não é uma questão de egoísmo, é uma questão que você não consegue ajudar os demais. Então, a... a pergunta que você fez em relação, assim, ao trato das pessoas, de como a gente faz, eu acho que é sempre com muita transparência, é...é um trato onde: “— olha, é difícil mas que, juntos, a gente consegue fazer com que seja menos difícil e que pro todo seja bom”. Às vezes eu falo que, individualmente, o fardo, ele fica muito grande, fica muito sofrido, mas quando a gente une a gente entende bem, assim, como a gente pode se apoiar, começa a ficar melhor pra todo mundo e aí, a partir daí, começa a irradiar; minha visão é que você começa a irradiar, você volta pra casar; melhora, a gente consegue fazer os nossos projetos de responsabilidade corporativa e, a partir daí o mundo começa a prosperar; essa é a minha visão.

[0:05:34] – MM: Uhum... E você se expressa, também, de uma forma, bem calma, tranquila e segura. Claro que eu vou querer perguntar o que te tira desse eixo aí? Rsrsrs... Quando é que você perde a cabeça ou fica nervoso ou te dá raiva? Como é que é? Existe esse momento aí no dia a dia?

[0:05:54] – AR: Existe, existe; sem dúvida existe né, todos nós somos feitos aqui de carne e osso, têm as emoções. O que, normalmente, assim, é... me tira fora do centro é tudo aquilo que cruzam os meus valores pessoais, cruza aquela linha onde você fala assim: “poxa!”. E acho que você capturou super bem a questão dos valores né, um dos meus valores sobre a integridade, na minha visão assim né, é sobre fazer aquilo que é certo, eu sei que é discutível, às vezes, aquilo que é certo, mas assim, aquilo que num senso comum, assim, a gente entende como certo; quando tem a falta dessa retidão é um problema pra mim e isso me deixa irritado. Eu acho que uma questão, também, que você pontuou aí a questão de ser justo, eu acho que quando a gente toma decisões a.... principalmente quando você tem essa... essa posição onde, as decisões, elas impactam a vida de muitas pessoas, eu acho que é super importante a gente ter essa ponderação, e olhar de maneira 360 mesmo, eu acho que escutar várias pessoas, eu acho que ajuda a gente a tomar decisões melhores e decisões mais... mais sensatas e que sejam mais justas com as pessoas. Então, quando eu vejo, assim, talvez o que me tira do sério, é... e eu ver que têm situações em que as pessoas, elas são... talvez advogando em causa própria, simplesmente sem olhar o próximo, é... e não estão agindo com parcimônia onde você consiga olhar pro bem comum, isso me irrita bastante, assim, isso me deixa chateado.

[0:07:42] – MM: Ah, é gostoso né, trabalhar num lugar em que a liderança busca essa questão da justiça, deixa as pessoas mais seguras né? Porque também acaba indo pro lado do mérito, da transparência, também, no dia a dia, na hora de lidar com promoções, com adaptabilidade né, com questão de infraestrutura também; o pessoal deve estar curtindo bastante a sua liderança aí. Uma outra coisa que eu quero por reparo, a gente está aqui né, o nosso podcast, ele é puramente áudio, têm alguns podcasts que têm versão em vídeo e tudo, mas deixa eu contar pro pessoal que está em casa, você tem ascendência japonesa, certo?

[0:08:17] – AR: Verdade, tá correto.

[0:08:20] – MM: É verdade! Rsrsrs... Comparando o Ocidente com o Oriente, a gente percebe uma filosofia de vida muito diferente, né; no Oriente é voltada, por exemplo, pra introspecção, é.... prática de meditação, a questão da hierarquia, do respeito à ancestralidade, hãm... e também do autoconhecimento, isso tudo tem na sua vida ou você é mais brasileiro do que japonês, como é que você se considera? srsrs

[0:08:47] – AR: Eu me considero 100% brasileiro, Millena, mas é... eu falo que é sempre um bom estudo de caso, assim, né... [risos], pra entender, porque eu falo assim: “— bom, eu sou a 4ª geração aqui, meus bisavós foram os primeiros japoneses a chegar aqui, que vieram ali naquele navio Kasato Maru há mais de 100 anos, então eu sou a 4ª geração. Eu tive a primeira oportunidade de ir pro Japão em 2012, e lá é onde eu falei assim:”Põxa”, do ponto de vista visual, assim, me identifico com a maioria, aqui no Brasil eu não sou maioria né, mas... mas no ponto de vista de cultura eu me sentia totalmente estrangeiro, assim, eu não conseguia me enxergar pertencente àquela cultura, por isso que eu falo que eu me sinto brasileiro; por outro lado, você descreveu alguns dos traços, assim, das culturas que eu acho que elas estão presentes em mim, assim, não sei se vem nos gens, quanto que a sociedade conforma a gente a partir dos nossos gens e.... e eu me vejo assim, bastante introspectivo, assim, me traz equilíbrio né, essa introspecção me traz equilíbrio, me ajuda a colocar, a acalmar os pensamentos, e eu acho que colocar as questões no eixo. Por outro lado, é... o único lugar eu me sinto, assim, pertencente à cultura e ao país é no Brasil; então eu me sinto 100% brasileiro. Uma vez eu já me apresentei em uma das reuniões globais, eu falei: “— olha, a embalagem que vocês veem, ela é nipônica, mas vocês estão diante de uma pessoa que é brasileira, eu sou brasileiro aqui, sou patriota, adoro o nosso país, então, sou brasileiro. Mas é uma questão que eu fico ainda me questionando algumas vezes, o que são traços de cultura ocidental versus oriental, mas não é um super delema não na minha cabeça, mas acho que define quem sou eu...[risos].

[0:10:52] – MM: Mas, em algum momento, por exemplo, surge meditação no seu dia, é uma prática que você tem ou não, como é que você faz pra...? Hãm...

[0:11:00] – AR: Não medito, Millena; não medito, mas eu faço exercício todo dia.

[0:11:05] – MM: Ah é?

[0:11:05] – AR: É, é uma forma de meditação pra mim, porque eu acho que... o dia a dia é muito pesado, acho que o dia a dia da vida corporativa é pesado, acho que tem que ter um balanço, há alguns anos eu tomei essa decisão, então, me exercito 7 dias por semana antes de começar o trabalho, e acho que serve, assim, como uma higiene mental, serve como uma meditação, é aquele momento que você está ali e você consegue pensar, eu acho que consegue dar um reset, assim, pra você começar o dia, dar uma zerada na sua cabeça e começar mais leve.

[0:11:44] – MM: Sim.

[0:11:46] – AR: É aquela coisa de... mente saudável em corpo saudável, e acho que... acho que isso daí ajuda a gente a enfrentar aí as dificuldades do dia a dia.

[0:11:57] – MM; Sim, sim; e quem se interessou né, quem tá pensando: “— poxa, vou fazer isso pra minha vida também”... é... conta um pouco mais pra gente, que tipo de exercício você faz, que horas você acorda, quanto tempo de exercício? Como é que é, então, esse seu comecinho de dia, que vai de domingo a domingo, hein, gente, sábado e domingo não tem folga de exercício...rsrsrs?

[0:12:13] – AR: Vai de domingo a domingo; é... eu fui me adaptando ao longo dos anos, Millena, porque... eu sempre gostei muito de... andar de bicicleta, ahh... eu gostava, depois, de nadar, sempre detestei correr, mas aí com a vida de viagem, etc., são dois esportes, assim, que são mais difíceis né, como é que você vai ficar levando a bicicleta pra lá e pra cá? Nadar, nem sempre tem uma piscina legal no hotel, etc; então eu comecei a fazer... E aí a pandemia trouxe um outro agravante aí, quando ela estava num período mais crítico no ano retrasado; eu faço treinos funcionais todos os dias, eu faço pelo aplicativo mesmo....

[0:12:55] – MM: Legal!

[0:12:55] – AR: Porque já tenho a experiência de fazer esses treinos fora antes do aplicativo; então eu faço, todo dia eu faço corrida, às vezes, corro na esteira, corro na rua, e acordo.... que horas acordo? A pandemia trouxe um benefício, às vezes a gente ainda está trabalhando de maneira remota, quem pode trabalhar, parte das pessoas estão trabalhando de maneira remota, e estou acordando mais tarde, então eu acordo 5h30m agora.

[0:13:22] – MM: Rsrs... Meu Deus! 5h30m o mais tarde...rsrsrs... Assustei!

[0:13:28] – AR: Porque antes eu acordava 4h45m...rsrsr...

[0:13:32] – MM: Nossa!!!! Hum...

[0:13:34] – AR: Então é... super matinal, acordo, me preparar, depois tem a rotina das minhas filhas pra prepará-las pra escola... [...?] começa cedo.

[0:13:44] – MM: Ah, você participa todo dia disso?

[0:13:46] – AR: Faço isso todo dia. Acabei de fazer trancinha, maria chiquinha, pentear o cabelo, trocá-las; acabei de fazer hoje, todo dia.

[0:13:55] – MM: Que legal!

[0:13:56] – AR: E aí sábado e domingo eu vou um pouquinho mais tarde, vou... 6h30m – 7h, é um pouquinho mais tarde. Aqui no prédio onde eu moro tem muitos médicos, sabe, e aí eu um dia desses encontrei com um deles, ele falou: “— mas porque você sai a essa hora pra fazer academia?”, e eu falei: “— não sei”, é o horário que estou acostumado”; aí eu falei: “— mas você também está indo trabalhar” , e ele falou: “—eu não tenho escolha, você tem”. [risos]. Eu falei: “— pois é, mas é uma escolha e acho que já tá na rotina, tá incorporado”.

[0:14:28] – MM: Rsrs.... Eu gostei disso que você falou, da questão do aplicativo, eu achei bem contemporâneo né, essa sua... esse seu hábito, e prático ao mesmo tempo, essa coisa do acordar cedo né, já agitar, já se ligar também cedinho, e eu sei que você tem uma formação mais em exatas né, porque você fez engenharia mecânica, automobilística...

[0:14:51] – AR: E verdade, é verdade!

[0:14:51] – MM: Depois você foi fazer uma pós em administração né, e aí foi fazer um MBA em gestão empresarial. É... E você tem, como você comentou aqui com a gente, tem a questão do lado Oriental, tem a questão da introspecção, seus valores que são fortes e eu percebo que você gosta né, de estar externamente, estar com pessoas né, é um misto de tudo; então, fiquei curiosa de novo... Adriano, o que acontece no seu dia perfeito? Esse dia já aconteceu? Como é que foi esse dia perfeito? Como é que você equilibra tudo isso? Que te faz bem feliz, que você fala: “— nossa, hoje meu dia foi maravilhoso, hein!”

[0:15:32] – AR: Ah sim... Não sei, estou pensando aqui, Millena, mas acho que o dia perfeito está relacionado com aquilo que a gente tem como um propósito de vida né, do ponto de vista de.... Acho que quando você tem essa congruência sempre de propósito de vida e aquilo que você vivenciou no dia, eu acho que... acho que aproxima mais, assim, dessa felicidade, desse dia perfeito. E assim, propósito de vida pra mim são dois, eu falei um pouquinho, acho que da parte profissional, dessa questão de mundo mais próspero, mundo mais igualitário; do ponto de vista pessoal é mais simples, assim, eu busco a harmonia da minha família, eu busco manter esse... esse ambiente saudável que a gente tem, gostoso de família, poder curtir com a família. Eu acho que meu dia perfeito está quando, assim, profissionalmente... falar profissionalmente, quando eu consegui fazer alguma coisa que leva a gente nessa direção de mundo mais próspero, de impacto positivo nas pessoas, quando você pode tocar a vida de uma pessoa; às vozes você não consegue tocar a vida de muitas pessoas né, mas, é.... é muito gratificando quando alguma pessoa fala que você tocou a vida dela de maneira positiva. Teve uma pessoa que... ah... fiz uma entrevista... ahnn... é... essa pessoa, simplesmente fez a entrevista, hoje essa pessoa trabalha na Cummins, é uma pessoa transgênero, né, e eu não sabia, ela me contou, se sentiu confortável e... depois, assim, de passado um tempo ela me falou sobre o impacto positivo que eu tive na vida dela, ela estava num momento de vida muito mais complicado, muito mais nebuloso e hoje, não, essa pessoa vê um céu muito mais azul, vamos dizer assim, vê um dia muito mais bonito. Então assim, isso é muito gratificante, assim né, acho que.... É menos sobre, talvez, é difícil você conseguir impactar de maneira maciça, assim, na sociedade como um todo, mas eu acho que são pequenas atitudes que, às vezes, você faz que você consegue ter um impacto positivo na vida das pessoas, isso tem um valor enorme pra mim, traz uma gratificação, traz uma felicidade, uma felicidade grande, traz emoções positivas.

[0:18:08] – MM: Equilibrar todas as bolas né, é um malabarismo da vida...

[0:18:12] – AR: É verdade!

[0:18:12] – MM: Quando você consegue manter todas no ar... é o teu dia perfeito. O Adriano...

[0:18:15] – AR: Essa é minha definição de sucesso, Millena, desculpa se...

[0:18:18] – MM: Ah é?

[0:18:19] – AR: É, é... É sobre o equilíbrio das coisas que são importantes, pra mim, na vida né, e assim, tem coisas.... eu falei: “— bom, quais são estas coisas que são importantes pra mim na vida? E é sobre a família, a espiritualidade, é... amigos, ahn... trabalho e saúde.

[0:18:40] – MM: Ahh....

[0:18:40] – AR: Trabalho vem em último; na verdade as pessoas não acreditam, mas é, vem em último, mas também...

[0:18:46] – MM: [Risos]... Em último, mas não menos importante, em último...

[0:18:50] – AR: Não menos importante, está nos 5, está nos 5... E eu acho que a hora que você consegue equilibrar essas 5 coisas importantes ou, pelo menos, eu consigo equilibrar 5 coisas importantes, pra mim, é onde me deixa com felicidade, me deixa realizado.

[0:19:05] – MM: Sim, sim! E muitas vezes o trabalho toma muito do tempo também, né, está entre os 5, mas tomas muito tempo também. Adriano, você é uma pessoa muito interessante, assim, conforme a gente vai conversando, eu vou vendo, assim, é uma... uma variedade, uma riqueza de coisas que você traz pra gente, porque eu sei que, por exemplo, você tem alguns hobbies, e eles são muito distintos entre si... rsrsrs... Tomei nota aqui, por exemplo, viagem, que acho que deve ser algo que você inclui a família.

[0:19:34] – AR: Sem dúvida!

[0:19:34] – MM: Fotografia, escutar música, música nem sempre dá pra fazer com alguém né, porque os gostos são diferentes, ainda mais em família...rsrsrs

[0:19:42] – AR: É verdade. Aqui em casa é bem diferente, é onde a gente não combina, minha esposa e eu, a gente fala: “— bom”, aqui não combina”, e até aproximou um pouquinho, mas não tanto...rsrs...

[0:19:42] – MM: Hãm... Você gosta do que e ela do que?

[0:19:52] – AR: É, eu gosto mais um pouco de pop, de rock mais suave, ela gosta de música mais alternativa.

[0:20:00] – Hãmmm... Entendi. Então, vocês podem até combinar de escutar música, mas cada um no seu fone, né? Rsrsrs

[0:20:07] – AR: É, é verdade, mas Coldplay é uma das músicas onde teve uma aproximação e a gente acha um meio termo aqui, a gente consegue ouvir junto.

[0:20:16] – Ahhh! Ai que bom, ótimo, ótimo! E também o kart...

[0:20:23] – AR: Isso!

[0:20:23] – MM: Nossa! Então fico aqui imaginando; vamos por partes, então. Falando sobre viagem, você já me contou que é uma coisa que você gosta de fazer com a sua família, então.

[0:20:32] – AR: Mas eu já fiz várias viagens pela América Latina, felizmente tive oportunidade de viajar pra vários lugares, é... fiz algumas viagens também pelo Oriente Médio, elas não são tão urbanas, não são tão cosmopolitas, assim, e...

[0:20:52] – MM: Já passou perrengue?

[0:20:55] – AR: Perrengue já, já passei muito mal, assim, numa viagem que eu fiz pra... pra Bolívia, ahnn... eu.... a gente tinha decidido ficar numa casa de família, e a gente foi, e eram condições precárias, né, da família, e eles ofereceram ali a comida pra gente, ahnn... eu fiquei sem graça, obviamente, de não comer e eu comi, mas eu passei super mal e à noite...rsrs... e assim, eu... eu perguntei onde era o banheiro...rsrs e apontaram onde era o banheiro...

[0:21:31] – MM: Ah, meu Deus! Lá fora...

[0:21:32] – AR: Mas não era um banheiro, né, era uma vala...

[0:21:34] – MM: Ah! [interjeição de espanto]

[0:21:34] – AR: Então assim... rsrs... você passar mal nessa situação, e ali é perrengue né, onde você fala: “poxa, eu tô suando frio aqui, eu tô passando mal, a gente pensa assim...

[0:21:45] – MM: É...

[0:21:46] – AR: “o que vamos fazer, então”. Então, é o que eu falo, assim, se me perguntar: “— ah, mas onde você mais gostou?” Eu falo: “eu não sei, tem lições diferentes, tem perspectivas diferentes, e aí te ajuda a ficar mais simples, reclamar menos, valorizar mais o que você tem; então assim, tem uma série de... acho que de aprendizados.

[0:22:07] – MM: Vai criando parâmetros, né?

[0:22:07] – AR: Isso! É, você julga menos né, conforme você aprende as culturas. Eu fui uma vez pra Jordânia e... e por sorte, tive um guia que era um.... um professor, doutor, [...?], ele me explicou muito, tanto da cultura... e eu tinha uma ideia, uma concepção sobre a questão das mulheres com burcas, etc., e eu tive oportunidade de falar com...ahn... com algumas mulheres, e aí você entende que o que o Ocidente, eventualmente, julga e critica, não necessariamente, naquela cultura faz todo aquele sentido né, está olhando de uma perspectiva, quando você olha de dentro pra fora, ali, daquela cultura, é... é diferente. Acho que isso enriquece, enriquece a nossa vida... nos faz melhor pra julgar menos, o que não é fácil.

[0:22:59] – MM: E fotografia, você... como que você lida com esse hobby, são fotos que você faz ou você compra e coleciona, como é que é?

[0:23:06] – AR: Fotografia eu acho que tem a ver com o gen né? [risos] Nesse [...?]. Mas, é... Não, mas sempre gostei de fotografar, eu acho que é uma maneira de... você expressar seu... sua perspectiva de vida. Fotografia, ela fala muito sobre, acho que o fotógrafo ou a fotógrafa, sua perspectiva de vida. É... fotografo bastante durante as viagens, já fotografei casamento também...

[0:23:33] – MM: Olha!

0:23:33] – AR: É. Como um um hobby levando um pouco mais a sério, assim, já fiz alguns freelancers aí onde... onde fiz. E aí encontrei colega de trabalho que falou: “— você saiu?” [risos] da Cummins? Então, eu falei: “— não, isso é um hobby”. As pessoas se surpreenderam, assim, e é interessante. Mas, fotografia né, ultimamente tenho... tenho tido menos oportunidade, assim, até porque tenho ficado mais em casa, mas... mas é uma paixão mesmo, adoro, continuo tentando me aperfeiçoar, assim, naquilo que eu quero mostrar; acho que é uma modalidade de você se expressar.

[0:24:12] – MM: Sim, sim. E, por fim, o kart, tem um espacinho pra ele nessa história?

[0:24:19] – AR: Não, o kart é minha paixão; se você me perguntasse assim: “— o que você gostaria de ter sido?” “— Ah, eu gostaria de ter sido piloto de Fórmula 1”. Não sei se teria talento pra isso, mas...

[0:24:29]~- MM: Ah é...!

[0:24:29] – AR: Mas o kart, tô ficando velhinho, mas é desde da época da faculdade, é... eu passava lá montando todo o kart, levava pras pistas, faz mais de 20 anos que... Ainda foi, foi acho que no final de semana retrasado, apesar de estar mais velhinho agora...rsrs... ainda... ainda é um bom antiestresse ou desestressante, é um bom remédio, assim, pra gente desestressar e equilibrar a vida. Tenho um espírito super aventureiro, apesar de calmo e tranquilo, assim, adoro aventura, adoro esportes radicais, e kart sempre foi minha paixão; se eu pudesse teria sido piloto...rsrs... não estaria, talvez, nessa entrevista aqui ou estaria numa pauta diferente, mas a vida nem sempre é como a gente sonha né.

[0:25:15] – MM: Sim, e a gente tem muitas habilidades, acho que você me contando um pouco do seu lado pessoal hoje, é a prova disso, quantas habilidades você tem né, a fotografia, a questão da sua liderança, carreira executiva, você com a sua família né, cuidando das meninas; qual o nome das suas filhas?

[0:25:31] – AR: É Estela e Olívia.

[0:25:34 – MM: Estela e Olívia. Quantos anos elas têm?

[0:25:38] – AR: A Estela tem 3 e a Olívia tem 9.

[0:25:39] – MM: Adriano, se seu maior sonho era ser piloto de Fórmula 1, eu fico imaginando, então, que você adorava o Ayrton Senna, né?

[0:25:48] – AR: Ah, sem dúvida, maior ídolo! Até hoje me emociona, às vezes, quando vejo reportagem, é... assisti desde pequeno, lembro desde quando eu tinha 6 anos assistia é.... as corridas de Fórmula 1, grande ídolo; acho que teve um impacto gigante no nosso país né, pelo meu... Mas eu tive um também, nacionalismo... faz uma falta a gente não ter a... traz inspirações, traz referências pra gente, né, acho que é uma referência, acho que representou muito do que tem de melhor do nosso.... do nosso país, assim; é nunca ter vergonha da nossa cultura, levar pro mundo, assim, quem somos e, temos nossos problemas mas, assim, temos também toda essa... todos os aspectos positivos.

[0:26:40] – MM: Me conta uma outra coisa; são 25 anos de Cummins, no total, até hoje?

[0:26:47] – AR: 27, vai fazer 27.

[0:26:48] – MM: 27.

[0:26:49] – AR: Parece que foi ontem, mas vão fazer 27 anos...rsrs

[0:26:52] – MM: O quê que te manteve inspirado e focado em se desenvolver na Cummins? E o que você diria, olhando pra trás, na sua trajetória, a quem ainda tenta formatar, passar uma receita de sucesso profissional? Rsrsrs... porque não deixa de ser, né? O que mais tem é isso, né, 5 coisas que você precisa, 3 coisas que você não pode né? “Faça o currículo assim; decida a [...?]... O que você tem já, assim, porque oh, 27 anos é muito tempo, hein, são quase 3 décadas, né? Com certeza chegou numa grande lição aí?

[0:27:26] – AR: Você fala assim: “quase 3 décadas”, deixa mais pesado ainda? {risos]. Porque o tempo passa rápido..rs... a gente vê a idade chegar. Mas... Não, ótima pergunta, assim, acho super interessante; não tenho parado tanto pra pensar nisso, mas... ahnnn... de bate-pronto eu posso falar uma das coisas que me faz ficar todo esse tempo na companhia, que são os valores, compartilhar dos valores que a empresa tem, né, em termos de integridade, em termos de excelência, trabalho em equipe; a gente fala sobre respeito, sobre cuidado com o outro né, que são parte dos nossos valores. E... E ao longo desses anos, eu vejo o quanto eu pude aprender, acho que tem sido, assim, um aprendizado, tem sido uma... uma evolução e eu tenho certeza que eu não teria aprendido tanto se eu tivesse por conta própria, né; então eu acho que é uma troca muito saudável, assim, no final do dia onde... não são só os produtos da empresa que evoluem, mas ali onde a gente evolui como ser humano, como cidadão, é uma empresa, na minha visão pelo menos, de vanguarda do pon

Escrito por Redação Antena 1

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Dia dos Pais: artigos de luxo para presentear

No segundo domingo de agosto celebramos no Brasil o Dia dos Pais, com intuito de prestigiar e homenagear a figura paterna que é tão especial na vida de um filho. Com certeza é uma das datas comemorativas mais especiais.

Além de desfrutar da companhia de seu pai, um presente sempre é uma boa pedida. Porém são tantas opções, que selecionamos itens das marcas de luxo mais renomadas para te ajudar a escolher o presente perfeito. Afinal, seja qual for o estilo do seu pai, uma pessoa especial merece um presente especial.   

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A marca italiana, Salvatore Ferragamo, possui peças para os mais variados estilos. Para o pai de negócios, uma pasta de trabalho em couro caramelo com o fecho Gancini prateado, um item elegante para acrescentar no dia a dia do seu pai.

Para o pai jovial, um High-top Sneaker, tênis de cano alto inspirado nos anos 90 com um padrão Gancini em 3D, branco, discreto e versátil.

E por fim, para o pai mais moderno, que adora seguir uma moda, um óculos de sol com armação modelo Navigator em aro de metal e detalhe colorido na ponte que confere um toque de estilo. 

  

TAG Heuer

A relojoaria suíça TAG Heuer apresenta opções luxuosas surpreendentes. O TAG Heuer Aquaracer Professional 300 Orange Diver, é robusto, recém-lançado e perfeito para os amantes do esporte.

O TAG Heuer Carrera é sofisticado, forte e contemporâneo, e representa a expressão mais elegante do Carrera.

Já o TAG Heuer Connected Golf Edition é o novo e redesenhado relógio da linha Connected. Feito para os golfistas e para oferecer o máximo em elegância e desempenho esportivo no Green, o relógio adiciona tecnologia a cada tacada. 

  

Christian Louboutin

Para finalizar essa lista com chave de ouro, nada mais especial do que presentear com opções de Christian Louboutin, grife francesa famosa por seus sapatos com sola em um luxuoso tom de vermelho.

O tênis em cano alto Louis Velour se sobressai com um tom vinho em textura de veludo, disponível por R$ 6.140. A bota Our Georges traz um solado tratorado com detalhe de fivela em CL – remetendo a Christian Louboutin - disponível por R$8.560.

Para os mais clássicos a o mocassim tradicional vem com um toque de uma das assinaturas de Louboutin, os spikes, disponível por R$6.510. 

 Dados retirados do release da assessoria de imprensa Suporte Comunicação.


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