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    Líbano proíbe ex-presidente da Nissan Ghosn de viajar, dizem fontes judiciais

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    Ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn durante entrevista coletiva em Beirute 08/01/2020 REUTERS/Mohamed Azakir

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    Por Laila Bassam e Nadine Awadalla

    BEIRUTE (Reuters) - A Justiça do Líbano impôs uma proibição de viagens ao ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn, nesta quinta-feira, disseram fontes judiciais, depois de o empresário ser interrogado devido a um mandado da Interpol emitido pelo Japão que pede a prisão dele devido a acusações de irregularidades financeiras.

    Ghosn fugiu de Tóquio para o Líbano, onde passou sua infância, no mês passado, enquanto estava em prisão domiciliar aguardando para ser julgado por declaração de ocultação de renda, violação de confiança e sonegação de fundos da empresa. Ghosn nega as acusações.

    As autoridades judiciais libanesas também pediram ao Japão documentos sobre a investigação de Ghosn, incluindo as acusações contra ele, e não voltarão a interrogá-lo até a informação ser recebida, disse uma das fontes.

    Carlos Abou Jaoude, advogado de Ghosn em Beirute, disse à emissora libanesa MTV que seu cliente está satisfeito com os procedimentos na capital. 'Ele está muito satisfeito com o rumo', disse Jaoude.

    A decisão emitida pelo juiz Ghassan Ouiedat obriga Ghosn a manter as autoridades informadas sobre seu local de residência, disseram as fontes judiciais.

    Ghosn entregaria seu passaporte francês às autoridades libanesas ainda nesta quinta-feira, disse uma das fontes após o interrogatório, que aconteceu no Palácio da Justiça de Beirute, a sede do Judiciário.

    Nascido no Brasil, Ghosn disse na quarta-feira que fugiu para o Líbano para limpar seu nome e que está pronto para ser julgado em qualquer lugar em que seja tratado com justiça.

    Ele disse estar disposto a passar um longo tempo no Líbano, que não permite a extradição de seus cidadãos, e uma fonte próxima do executivo de 65 anos disse que sua equipe legal está pressionando para que ele seja julgado no país.

    Além do mandado da Interpol, Ghosn também foi interrogado por causa de uma queixa legal formal apresentada por um grupo de advogados libaneses que o acusam de 'normalização' com Israel devido a uma visita que fez ao Estado judeu em 2008.

    Ainda na quarta-feira, Ghosn disse que fez a viagem como cidadão francês e como executivo da Renault para assinar um contrato com uma empresa apoiada pelo governo israelense para vender veículos elétricos, e que o conselho da Renault lhe pediu que fosse.

    O juiz o liberou sob a mesma condição, de que mantenha as autoridades a par de seu local de residência, segundo as fontes.

    (Reportagem de Nadine Awadalla, Laila Bassam e Tom Perry)

    Escrito por Reuters

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