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    Ghosn propõe usar tornozeleira eletrônica para ter direito à fiança

    Por Linda Sieg

    TÓQUIO (Reuters) - O ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn propôs utilizar uma tornozeleira eletrônica e contratar guardas para monitorá-lo, em uma oferta incomum para conseguir ser solto mediante pagamento de fiança após dois meses preso no Japão por suspeita de crimes financeiros.

    Ghosn também está disposto a permanecer em Tóquio, onde alugou um apartamento, e a usar ações que possui da Nissan como garantia, segundo sua porta-voz. Uma nova audiência de fiança está prevista para esta semana, depois que um pedido anterior foi negado em parte devido a preocupações de que o executivo pudesse fugir.

    A libertação permitiria que Ghosn se reunisse com mais frequência com seus advogados e se defendesse no conselho da Renault, da qual permanece como presidente do conselho e CEO, em meio a pedidos pela sua remoção e potenciais passos para reestruturar a parceria com a Nissan.

    À medida que a prisão do executivo continua a comprometer a perspectiva para a aliança da Nissan, com a francesa Renault e a Mitsubishi Motors, a Nissan disse que não é hora de discutir a revisão dos laços entre os parceiros.

    Ghosn, que liderou a recuperação da Nissan duas décadas atrás, pressionava por uma aliança mais profunda entre a Nissan e a Renault, incluindo uma possível fusão completa, apesar de fortes ressalvas por parte da empresa japonesa.

    “Nós não estamos no momento para discussões do tipo”, disse o CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, a repórteres nesta segunda-feira.

    Saikawa também disse não ter ouvido diretamente sobre uma suposta proposta francesa para integrar a administração da montadora japonesa com a Renault, acrescentando que não é hora de discutir a revisão dos laços entre os parceiros.

    O jornal japonês Nikkei reportou no domingo que uma delegação do governo francês havia informado a Tóquio que irá buscar uma integração da Renault com a Nissan, provavelmente sob o guarda-chuva de uma única holding.

    “Como não ouvi isso diretamente, não posso comentar”, disse Saikawa a repórteres.

    Segundo a emissora pública japonesa NHK, o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, disse a jornalistas que uma proposta de integração “não está sobre a mesa agora”.

    Uma fonte com conhecimento do funcionamento da Nissan disse que a suposta proposta francesa não “faz sentido”, dada as diferentes culturas das duas empresas, a menor produtividade da Renault e a maior contribuição da Nissan para tecnologias-chave.

    “É uma fusão virtual, eu não acho que faça sentido”, disse a fonte, acrescentando que não ouviu diretamente sobre uma proposta do tipo.

    Ghosn nega ter cometido qualquer irregularidade, à medida que aguarda o julgamento por fraude financeira.

    “Eu vou comparecer ao meu julgamento não apenas porque sou legalmente obrigado, mas porque estou ansioso para finalmente ter a oportunidade de me defender”, disse Ghosn em comunicado no domingo.

    “Eu não sou culpado das acusações feitas contra mim e estou ansioso para defender a minha reputação no tribunal”.

    (Reportagem de Kwiyeon Ha)

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    Ghosn recebeu US$9 milhões indevidamente de joint venture Nissan-Mitsubishi, dizem montadoras

    Por Naomi Tajitsu

    TÓQUIO (Reuters) - O executivo Carlos Ghosn recebeu indevidamente 9 milhões de dólares de uma joint venture montada entre a Nissan e a Mitsubishi, afirmaram as montadoras japonesas nesta sexta-feira, elevando a possibilidade de que o ex-presidente de seus conselhos de administração enfrente novas acusações de fraude financeira.

    Na mais recente reviravolta na saga do declínio do antes respeitado executivo, as montadoras descobriram que Ghosn foi pago pela joint venture sem o conhecimento dos dois outros diretores da unidade --Hiroto Saikawa, presidente executivo da Nissan Motor

    Ghosn, preso em Tóquio há cerca de dois meses, já foi indiciado por ocultar parte de sua renda na Nissan durante oito anos até março de 2018, e por temporariamente transferir perdas pessoais com investimentos para a montadora durante a crise financeira global.

    “Que tal irregularidade também tenha ocorrido em nossa afiliada é mais do que chocante... é triste”, disse Masuko a repórteres, em referência aos pagamentos feitos a Ghosn pela Nissan-Mitsubishi B.V., registrada na Holanda em 2017.

    Tanto a Mitsubishi quanto a Nissan disseram que irão considerar maneiras de recuperar o dinheiro de Ghosn, enquanto o advogado da Mitsubishi, Kei Umebayashi, disse que acusações penais são uma possibilidade.

    “A acusação mais provável para isso seria de fraude”, disse o advogado a repórteres durante coletiva de imprensa.

    De acordo com a equipe jurídica da Mitsubishi, de abril a novembro de 2018, Ghosn recebeu cerca de 5,8 milhões de euros (6.61 milhões de dólares) em pagamento anual por seu papel como diretor-executivo da companhia, uma taxa contratual de 1,4 milhão de euros e um incentivo não divulgado da joint venture.

    No início desta semana, a Reuters reportou o suposto pagamento indevido feito a Ghosn pela joint venture e que a Nissan estava considerando abrir um processo legal, citando fonte.

    A joint venture tinha como objetivo financiar gastos da parceria incluindo taxas de consultoria, atividades promocionais conjuntas, uso de áreas de trabalho e jatos corporativos, disse Masuko.

    “Do momento em que a unidade foi estabelecida até quando eu fui informado sobre os pagamentos, eu não tinha absolutamente nenhuma ideia de que a unidade estava sendo usada para pagamentos do tipo”, acrescentou.

    O advogado de Ghosn, Motonari Otsuru, não pôde ser encontrado de imediato para comentar nesta sexta-feira. Ghosn tem negado todas as acusações anteriores contra ele.

    A prisão de Ghosn, que liderou a recuperação da Nissan duas décadas atrás, e a lista de acusações contra ele têm chocado a indústria automobilística, ao mesmo tempo em que abala as perspectivas para a aliança tríplice da Nissan com a Mitsubishi e a francesa Renault .

    Nos últimos dias, a Renault tem sofrido grande pressão de seu maior acionista, o governo francês, para substituir Ghosn como presidente-executivo e de seu conselho de administração. A montadora tem mantido o executivo no comando, mesmo quando a Nissan e a Mitsubishi agiram rapidamente para removê-lo como presidente do conselho após a prisão.

    (Reportagem adicional de Chang-Ran Kim)

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    Tribunal de Tóquio nega pedido de liberdade sob fiança para Carlos Ghosn

    TÓQUIO (Reuters) - O Tribunal Distrital de Tóquio negou nesta terça-feira o pedido do ex-presidente do conselho de administração da Nissan

    Desde que foi preso em 19 de novembro, Ghosn está aguardando um julgamento que ainda pode demorar seis meses para começar.

    Na semana passada, Ghosn foi indiciado por agravada violação de confiança por transferir temporariamente perdas pessoais com investimentos para a Nissan em 2008 e por ocultar parte sua renda durante três anos até março de 2018. Ele nega todas as acusações.

    No Japão, é raro que réus que negam as acusações tenham direito a fiança antes do julgamento.

    A prisão do antes respeitado executivo, que organizou a recuperação financeira da Nissan duas décadas atrás, chocou a indústria automobilística e abalou a aliança da Nissan com a Mitsubishi Motors

    Depois da prisão Ghosn foi removido dos conselhos de administração da Nissan e da Mitsubishi, mas permanece sendo presidente executivo e do conselho da Renault.

    O governo francês, maior acionista da Renault, apoiará a decisão da companhia de manter Ghosn no comando a não ser que fique claro que ele se tornou “cronicamente incapacitado” pela investigação japonesa, disseram autoridades na segunda-feira.

    “Importantes desdobramentos” sobre a questão devem acontecer nesta terça-feira, disse autoridade francesa.

    O caso também tem colocado o sistema penal japonês sob análise internacional e desencadeado críticas por algumas de suas práticas, como manter suspeitos detidos por longos períodos de tempo e impedir que advogados de defesa estejam presentes durante interrogatórios, que podem durar até oito horas por dia.

    (Reportagem de Chang-Ran Kim e Naomi Tajitsu)

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    Defesa de Ghosn pede liberdade sob fiança após dois novos indiciamentos

    Por Kiyoshi Takenaka e Tim Kelly

    TÓQUIO (Reuters) - Advogados de defesa do ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn pediram que o executivo seja solto mediante pagamento de fiança, depois que procuradores de Tóquio o indiciaram por mais duas acusações de fraude financeira nesta sexta-feira.

    Ghosn, que era altamente respeitado por recuperar a Nissan da beira da falência, foi acusado de violação de confiança agravada por transferir temporariamente perdas pessoais com investimentos a montadora em 2008 e por ocultar parte de sua renda por três anos até março de 2018, segundo os procuradores.

    Os indiciamentos eram amplamente esperadas depois que Ghosn foi preso no mês passado pelas mesmas alegações. De acordo com a lei japonesa, suspeitos podem ser detidos por 23 dias antes de serem acusados formalmente.

    Nesta sexta-feira, procuradores também indiciaram a Nissan Motor

    Ghosn, Kelly e a Nissan já haviam sido indiciados por subdeclarar a renda do ex-presidente do conselho de administração por cinco anos até 2015.

    “Esse segundo indiciamento de Kelly não é nenhuma surpresa, à medida que apenas torna o que era um período de cinco anos em um de oito anos”, disse o advogado de Kelly, Yoichi Kitamura.

    Kelly, que foi hospitalizado devido um problema no pescoço imediatamente após deixar a prisão, não pode sair do país sem uma autorização especial. Ele tem negado todas as acusações. Kitamura disse acreditar que Ghosn e Kelly serão julgados juntos nas duas acusações e que trabalhará de perto com a equipe legal de Ghosn para se preparar para o julgamento.

    Durante audiência na terça-feira, Ghosn negou as alegações, que chamou de “sem mérito” e “infundadas”.

    No tribunal, Ghosn disse ter pedido que a Nissan assumisse temporariamente seus contratos de câmbio depois que a crise de 2008-2009 fez com que seu banco pedisse maiores garantias. Ele disse ter tomado essa decisão para não precisar renunciar e usar sua aposentadoria como garantia.

    Motonari Otsuru, chefe da equipe legal de Ghosn, disse na terça-feira que a Nissan concordou com o acordo, com a condição de que qualquer perda ou ganho fosse de Ghosn. O executivo disse que os contratos foram transferidos de volta para ele e que a montadora não sofreu nenhuma perda.

    Em resposta às acusações, a Nissan disse em comunicado que “leva essa situação extremamente a sério e expressa seu mais profundo arrependimento a qualquer preocupação causada a seus acionistas”.

    Sobre a suposta transferência de perdas de Ghosn à Nissan, a companhia disse que “não tolera de maneira nenhuma tal má conduta e pede penas rigorosas”.

    Na quinta-feira, a mulher de Ghosn, Carole, emitiu um comunicado sobre a prolongada prisão do executivo, pedindo que autoridades japonesas forneçam maiores informações sobre a saúde de seu marido depois que ele teve uma febre, dizendo estar preocupada com sua recuperação.

    (Reportagem de Kiyoshi Takenaka, Tim Kelly, Chris Gallagher e Kaori Kaneko)

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    Ghosn se declara inocente em primeira aparição pública desde prisão em novembro

    Por Tim Kelly e Kiyoshi Takenaka

    TÓQUIO (Reuters) - O ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn se declarou inocente nesta terça-feira, em sua primeira aparição pública desde que foi preso em novembro, dizendo a um tribunal de Tóquio que foi acusado injustamente de fraude financeira.

    Ghosn, a quem é dado o crédito por ter resgatado a Nissan

    “Eu fui equivocadamente acusado e injustamente detido com base em acusações infundadas e sem mérito”, disse o executivo de 64 anos à Corte Distrital de Tóquio, lendo com voz clara um comunicado pronto.

    “Eu acredito firmemente que, em todos os meus esforços em nome da companhia, eu agi honrosamente, legalmente e com o conhecimento e aprovação dos executivos apropriados dentro da companhia”, disse.

    Desde o início da manhã uma multidão de jornalistas se reuniu do lado de fora do tribunal, e 1.122 pessoas fizeram fila para conseguir os 14 assentos da corte, concedidos por sorteio, demonstrando o grande interesse no caso. Notícias sobre a audiência judicial tiveram destaque na emissora pública japonesa NHK durante todo o dia.

    A audiência, solicitada pelos advogados de Ghosn, foi realizada para explicar os motivos para a prolongada detenção do executivo desde 19 de novembro, e não para discutir os méritos do caso. O juiz Yuichi Tada disse que a detenção é justificada pela existência de risco de fuga e pela possibilidade de ocultação de evidências.

    Mas Ghosn usou a oportunidade para negar as acusações feitas contra ele, dando início ao que deve ser um longo contra-ataque da defesa.

    O ex-procurador Nobuo Gohara disse que a aparição no tribunal foi uma vitória em termos de relações públicas para Ghosn, porque representou uma oportunidade para o executivo combater as semanas de notícias negativas sobre ele.

    “Nesse caso de destaque, as notícias têm sido dominadas por informações dos procuradores e da Nissan, então o público tendia a vê-lo dessa forma”, disse. “Mas, hoje foi tudo Ghosn. Isso foi muito significativo”.

    Após semanas de silêncio, os advogados de Ghosn insistiram durante coletiva de imprensa que os tribunais não têm nenhuma razão para manter o executivo preso durante a investigação. No dia 31 de dezembro, a Corte Distrital de Tóquio aceitou o pedido dos procuradores para prorrogar a prisão de Ghosn em 10 dias, até 11 de janeiro.

    Apesar do pedido, o ex-procurador Motonari Otsuru, que lidera a defesa de Ghosn, disse que é provável que o executivo seja mantido sob custódia até o início do julgamento, que pode ser em seis meses, dado o costume no Japão de manter réus presos até o julgamento.

    Ghosn foi formalmente acusado de ocultar parte de seus rendimentos. Ele também foi preso, mas ainda não indiciado, por alegações de agravada quebra de confiança ao transferir perdas pessoais com investimentos para a montadora.

    “Eu nunca recebi nenhuma compensação da Nissan que não foi declarada, nem jamais entrei em qualquer contrato vinculativo com a Nissan para receber uma quantidade fixa que não foi declarada”, disse Ghosn ao tribunal.

    Sobre as alegações de que teria transferido perdas para a Nissan, Ghosn disse ter pedido que a companhia assumisse temporariamente seus contratos de câmbio, depois que a crise de 2008-2009 fez com que seu banco pedisse maiores garantias. Ele disse ter tomado essa decisão para não precisar renunciar e usar sua aposentadoria como garantia.

    “Meu comprometimento moral com a Nissan não me permitiria renunciar durante aquele momento crucial”, disse Ghosn. “Um capitão não abandona o barco no meio de uma tempestade”.

    Otsuru disse que a Nissan concordou com o acordo, com a condição de que qualquer perda ou ganho fosse de Ghosn. O executivo disse que os contratos foram transferidos de volta para ele e que a Nissan não sofreu nenhuma perda.

    Ghosn também é acusado de pagar 14,7 milhões de dólares ao empresário saudita Khaled Al-Juffali usando recursos da Nissan em troca de uma carta de crédito para ajudá-lo com suas perdas de investimentos.

    Ghosn disse que a empresa de Juffali foi compensada por “serviços fundamentais que beneficiaram a Nissan substancialmente”, incluindo a solicitação de financiamento e a resolução de uma disputa empresarial.

    A companhia Khaled Juffali emitiu um comunicado afirmando ter recebido os pagamentos por motivos comerciais legítimos.

    A Nissan, que removeu Ghosn do cargo de presidente do conselho de administração, reiterou que sua investigação interna desencadeada por um informante revelou “substanciais e convincentes evidências de comportamento inapropriado” e que a investigação está em andamento e ampliando seu alcance.

    O caso abalou a aliança da Nissan com a montadora francesa Renault , onde Ghosn permanece sendo presidente executivo e presidente do conselho. Ele estava pressionando por uma parceria mais profunda, incluindo uma potencial fusão completa das empresas a pedido do governo francês, apesar de fortes ressalvas da Nissan.

    Ghosn está sendo mantido preso no Centro de Detenção de Tóquio, onde pequenas celas contam com um banheiro no canto e nenhum aquecedor. Seu filho, Anthony Ghosn, disse que o pai perdeu 10 kg durante a prisão, de acordo com a publicação francesa Journal du Dimanche.

    (Reportagem de Kiyoshi Takenaka e Tim Kelly; Reportagem adicional de Elaine Lies, Maki Shiraki e Naomi Tajitsu, em Tóquio, e Richard Lough, em Paris)

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    Ghosn fará primeira aparição pública em tribunal após 7 semanas preso

    Por Sam Nussey

    TÓQUIO (Reuters) - O ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn deve comparecer a um tribunal de Tóquio na terça-feira, depois de solicitar uma audiência aberta para ouvir o motivo de sua prisão.

    Essa deve ser a primeira aparição pública de Ghosn desde que ele foi preso em 19 de novembro sob alegações de irregularidades financeiras. Posteriormente ele teve a prisão renovada por novas acusações.

    A audiência ocorrerá às 10h30 (horário local) do dia 8 de janeiro, informou o tribunal na sexta-feira.

    No início desta semana, o Tribunal Distrital de Tóquio aprovou uma prorrogação da detenção de Ghosn até 11 de janeiro, após pedido de promotores que o acusam de violação agravada de confiança por transferir para a Nissan perdas em investimentos particulares.

    As acusações se concentram no uso de fundos da empresa para pagar um empresário saudita que teria o ajudado a sair de dificuldades financeiras, disseram fontes na semana passada.

    Ghosn foi acusado inicialmente de sonegar parte de sua renda. Ele nega as acusações, segundo a mídia japonesa.

    O ex-executivo da Nissan Greg Kelly, que foi acusado de conspirar para ocultar a renda de Ghosn, foi libertado sob pagamento de fiança após o tribunal ter decidido contra a prorrogação de sua prisão enquanto aguarda julgamento.

    A prisão de Ghosn abalou a indústria automobilística e azedou os laços da Nissan com a parceira francesa Renault, onde ele ainda permanece como presidente do conselho e presidente-executivo.

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    Ghosn tem nova ordem de prisão por suspeita de empurrar prejuízo de US$16,6 mi para Nissan

    Por Kiyoshi Takenaka

    TÓQUIO (Reuters) - Procuradores japoneses apresentaram um novo pedido de prisão para o ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn, nesta sexta-feira, por suspeita de ter empurrado para a Nissan um prejuízo de 16,6 milhões de dólares em investimentos particulares, minimizando as chances de o executivo ser solto sob pagamento de fiança.

    Os procuradores também fizeram buscas na residência de Ghosn em Tóquio nesta sexta-feira, de acordo com a emissora TV Asahi.

    O novo acontecimento em uma saga que abalou a indústria automobilística global, em especial a aliança da Nissan com a francesa Renault, ocorre um dia após um tribunal de Tóquio ter rejeitado um pedido dos procuradores para renovar a prisão de Ghosn.

    A decisão do tribunal havia aberto a possibilidade de o empresário ser solto nesta sexta-feira sob pagamento de fiança, mas a nova ordem de prisão significa que ele deve permanecer detido em Tóquio por pelo menos mais 10 dias.

    Ghosn está preso desde o mês passado, inicialmente por suspeita de fraude fiscal.

    O advogado do executivo, Motonari Otsuru, não estava disponível para comentar a decisão desta sexta-feira.

    Segundo a emissora pública japonesa NHK, o ex-chefe da Nissan prometeu restaurar seu nome no tribunal após um mês na detenção.

    'As coisas como estão são absolutamente inaceitáveis', teria dito Ghosn ao seu advogado. 'Eu quero ter minha posição ouvida e restaurar minha honra no tribunal.'

    Foi o primeiro comentário de Ghosn desde sua prisão em 19 de novembro por supostamente omitir cerca de metade de seu rendimento em um período de cinco anos a partir de 2010. Ele foi posteriormente acusado por supostamente cometer o mesmo crime nos últimos três anos.

    (Reportagem de Kiyoshi Takenaka, Ritsuko Ando, Tim Kelly, Linda Sieg e Malcolm Foster; Reportagem adicional de Gilles Guillaume em Paris)

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    Ghosn é formalmente indiciado por fraude financeira; Nissan também é acusada

    Por Kiyoshi Takenaka

    TÓQUIO (Reuters) - Procuradores de Tóquio indiciaram oficialmente nesta segunda-feira o ex-presidente do conselho de administração da Nissan Motor Carlos Ghosn por subdeclarar sua renda e prorrogaram sua detenção devido a suspeita de conduta financeira irregular adicional.

    Os procuradores também indiciaram a Nissan por apresentar declarações financeiras falsas, tornando a montadora japonesa culpável pelo escândalo que tem chocado a indústria automobilística.

    Ghosn foi preso em 19 de novembro sob suspeita de conspirar para subdeclarar seus rendimentos em cerca de metade dos atuais 10 bilhões de ienes (88 milhões de dólares) durante cinco anos a partir de 2010.

    Ele está detido em uma prisão de Tóquio para interrogatório deste então, mas ainda não havia sido oficialmente indiciado. Procuradores também emitiram um novo mandado de prisão contra ele nesta segunda-feira por supostamente subdeclarar sua renda por outros três anos, até março de 2018.

    A Nissan, que demitiu Ghosn do cargo de presidente do conselho de administração dias após sua prisão, tem dito que a fraude foi planejada pelo antes respeitado executivo com a ajuda do ex-diretor-representante Greg Kelly, que também foi oficialmente indiciado pela primeira vez nesta segunda-feira.

    Ghosh e Kelly não emitiram nenhum comunicado por meio de seus advogados, mas a mídia japonesa reportou que ambos negaram as alegações. Ligações para o advogado de Ghosn, Motonari Otsuru, não foram respondidas.

    Depois que o indiciamento foi anunciado, a Nissan disse levar a situação a sério.

    'Fazer declarações falsas em relatórios financeiros compromete gravemente a integridade das declarações públicas da Nissan no mercado de valores mobiliários, e a companhia expressa seu mais profundo arrependimento', disse em comunicado.

    O órgão regulador dos mercado mobiliários do Japão, Securities and Exchange Surveillance Commission, disse que o crime prevê multa de até 700 milhões de ienes (6,21 milhões de dólares).

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