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Líderes de esquerda se reúnem na Espanha em mobilização contra a extrema-direita

Líderes de esquerda se reúnem na Espanha em mobilização contra a extrema-direita

Reuters

17/04/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, durante recepção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Barcelona 17 de abril de 2026 REUTERS/Nacho Doce
Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, durante recepção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Barcelona 17 de abril de 2026 REUTERS/Nacho Doce

Por Victoria Waldersee e Joan Faus

BARCELONA, 17 Abr (Reuters) - ​O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderarão reuniões da esquerda global em Barcelona nesta sexta-feira e no sábado, em uma tentativa de defender o multilateralismo e mobilizar movimentos de esquerda contra a extrema-direita.

As reuniões, organizadas pela Espanha e por redes políticas de esquerda, ocorrem no momento em que os cortes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na ajuda humanitária, as intervenções militares e as ameaças de abandonar a aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) abalaram o status quo das relações internacionais e provocaram um ⁠repensar das ⁠lealdades globais.

Nascido de um alerta para ​os socialistas ‌europeus após o aumento da extrema-direita nas eleições da UE em 2024, o objetivo da chamada 'Mobilização Progressista Global', que começa na sexta-feira, é mobilizar os defensores das ideias de esquerda, culminando em uma declaração de ações comuns sobre metas que vão desde a ⁠defesa da democracia até a transição verde, disseram os organizadores.

Um segundo encontro ​no sábado - intitulado 'Em defesa da democracia' - é organizado pelo governo espanhol e é a quarta ​parte de uma cúpula lançada por Lula e Sánchez ‌em 2024.

'MOSTRAR QUE EXISTE ​UMA ALTERNATIVA'

Ambos ⁠os líderes são críticos veementes do governo Trump - com Sánchez tendo sido particularmente franco sobre a guerra do Irã - e ambos enfrentam desafios crescentes da extrema-direita nas próximas eleições.

O presidente da África do ​Sul, Cyril Ramaphosa, que também entrou em conflito com Trump, estará presente, assim como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, marcando a primeira visita de um presidente mexicano à Espanha desde 2018, após anos de tensão sobre o legado do domínio colonial espanhol.

'Acho importante que os ​partidos e governos progressistas se unam para transmitir ao público, especialmente na Espanha, que pertencemos a algo que vai além da política interna', disse Sánchez sobre as reuniões, falando em Pequim durante uma visita à China, onde ele e o presidente chinês, Xi Jinping, prometeram laços mais estreitos.

A extrema-direita da Europa perdeu um de seus maiores pilares com a derrota do líder nacionalista húngaro Viktor Orbán nas eleições de domingo. Sánchez elogiou o fato, dizendo que 'a onda pode ser ​detida, e a Hungria prova isso'.

No outro evento, 3.000 pessoas, incluindo atuais e ex-chefes de Estado, ‌cerca de 400 prefeitos, ativistas e representantes ⁠de sindicatos e de partidos políticos, se reunirão durante dois dias, tendo como anfitrião o Partido Socialista da Espanha. Sánchez e Lula encerrarão o evento.

'Forças radicais estão em ação em ⁠nossos países para patrocinar movimentos de extrema-direita... temos que mostrar ⁠que há uma alternativa', disse Giacomo Filibeck, secretário-geral ⁠do Partido dos ⁠Socialistas ​Europeus, cujos membros abrangem 33 partidos em toda a Europa.

(Reportagem de Victoria Waldersee, Paolo Laudani e Joan Faus)

Reuters

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