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Mais de 70 profissionais de saúde do Congo foram infectados pelo ebola desde início do surto, diz OMS

Mais de 70 profissionais de saúde do Congo foram infectados pelo ebola desde início do surto, diz OMS

Reuters

19/06/2026

Placeholder - loading - Profissionais de saúde vestem equipamentos de proteção individual em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, 31 de maio de 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
Profissionais de saúde vestem equipamentos de proteção individual em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, 31 de maio de 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

Por Emma Farge

NAIRÓBI, 19 ​Jun (Reuters) - Um autoridade de alto escalão da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que 75 profissionais de saúde na República Democrática do Congo foram infectados pelo ebola e que 17 deles morreram desde o início do atual surto no país.

Acredita-se que o ebola já estivesse circulando meses antes de ⁠o ⁠surto ter sido declarado pela ​primeira ‌vez pelas autoridades congolesas, em 15 de maio, o que significa que muitos profissionais de saúde foram expostos à doença antes ⁠mesmo de saberem de sua presença. Mesmo agora, ​as autoridades de saúde afirmam que os estoques ​de equipamentos básicos de proteção, ‌como luvas ​e máscaras, ⁠estão se esgotando.

“É um preço realmente alto que o sistema, o sistema de saúde, está pagando, porque ​não temos profissionais de saúde suficientes na RDC”, disse a diretora de emergências da OMS, Marie Roseline Belizaire, em uma coletiva de imprensa ​por videoconferência realizada no leste da República Democrática do Congo.

O Congo tem uma das menores densidades de profissionais de saúde em relação à população, com apenas cerca de 11 por 10 mil pessoas, segundo dados da OMS. Belizaire disse que China e ​Uganda estão enviando equipes médicas ao país.

A OMS ‌está oferecendo apoio psicológico ⁠a alguns profissionais de saúde que estavam com muito medo de tratar pacientes, depois de terem ⁠visto muitos de seus pares ⁠adoecerem, acrescentou ela.

“Quando eles ⁠explicam como ⁠vivem ​essa situação, como foram infectados... (isso) pode partir o coração.”

Reuters

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