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Manifestantes venezuelanos presos podem ser libertados até próxima sexta-feira, diz presidente da Assembleia

Manifestantes venezuelanos presos podem ser libertados até próxima sexta-feira, diz presidente da Assembleia

Reuters

06/02/2026

Placeholder - loading - Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez 05/02/2026 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez 05/02/2026 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

6 Fev (Reuters) - O presidente da ⁠Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse nesta sexta-feira que todos os presos que devem receber clemência por uma lei de anistia pendente poderão ser libertados dentro de uma semana.

Rodríguez disse em um vídeo publicado em sua conta no Telegram que a lei de anistia do governo, que concederia ​clemência a pessoas presas ⁠por ⁠participarem de protestos políticos ou criticarem figuras públicas, deve receber aprovação final na terça-feira, e as pessoas começariam a ser libertadas nesse mesmo dia.

“Esperamos que entre a próxima ‌terça e sexta-feira, no máximo, todos estejam livres”, ​disse Rodríguez, que é irmão ‌da presidente ​interina ​da Venezuela, Delcy Rodríguez.

Na quinta-feira, o projeto de lei de anistia foi aprovado por unanimidade na primeira ​das duas votações necessárias na Assembleia Nacional, que é controlada pelo governista Partido Socialista.

O projeto de lei levaria à libertação de centenas de pessoas e provavelmente agradaria ao governo Trump, que tem saudado a libertação de prisioneiros.

A oposição venezuelana e grupos de direitos humanos afirmam há anos que o governo tem usado as detenções para reprimir a dissidência de políticos, membros dos ⁠serviços de segurança, jornalistas e ativistas, acusando-os arbitrariamente ‌de crimes como terrorismo ⁠e traição.

O governo da Venezuela sempre negou manter presos políticos e afirma que os detidos ‍cometeram crimes.

“Corrigiremos todos os erros que foram cometidos”, disse Rodríguez, ​enquanto ‌abraçava familiares de venezuelanos detidos.

(Reportagem da equipe da Reuters)

Reuters

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