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Membro do BCE afirma que não há sinais de alívio na inflação mesmo que Estreito de Ormuz reabra em breve

Membro do BCE afirma que não há sinais de alívio na inflação mesmo que Estreito de Ormuz reabra em breve

Reuters

15/06/2026

Placeholder - loading - Membro do BCE Joachim Nagel 25 de março de 2026. REUTERS/Anne Ackermann/Foto de arquivo
Membro do BCE Joachim Nagel 25 de março de 2026. REUTERS/Anne Ackermann/Foto de arquivo

FRANKFURT, 15 Jun (Reuters) - O membro ​do Conselho do Banco Central Europeu Joachim Nagel afirmou nesta segunda-feira que não haverá alívio imediato do aumento da inflação impulsionado pelos preços da energia mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, pois levará meses para que o abastecimento de petróleo se recupere ao nível pré-guerra.

Autoridades dos EUA e do Irã anunciaram que chegaram a ⁠um ⁠acordo para encerrar a guerra ​e ‌reabrir o estreito, porta de entrada para o transporte de energia, em um pacto preliminar que fez com que os preços do petróleo caíssem.

Mas Nagel ⁠reafirmou sua opinião de que todas as opções — ou ​seja, tanto manter as taxas de juros estáveis quanto ​aumentá-las — permanecem em aberto para a ‌próxima reunião ​de política ⁠monetária do banco central, de 22 a 23 de julho.

“Não há alívio à vista no futuro próximo”, disse Nagel. “Pelo contrário: ​mesmo que o Estreito de Ormuz volte a ser navegável em breve, levará meses para que o abastecimento de petróleo retorne ao normal.”

O BCE elevou as taxas ​de juros pela primeira vez em quase três anos na semana passada para tentar conter a inflação antes que o aumento nos custos de energia — que se seguiu a uma interrupção sem precedentes no abastecimento ligada à guerra no Irã — espalhe-se ainda mais pela economia da zona do ​euro.

Nagel disse que deve ser esperado outro aumento da inflação ‌quando as medidas governamentais para ⁠limitar as altas dos preços da energia expirarem. Essas medidas, que incluem um desconto no preço do combustível ⁠nos postos na Alemanha, reduziram a ⁠taxa de inflação na ⁠zona do euro ⁠em ​0,4 ponto percentual em maio, disse Nagel.

(Reportagem de Francesco Canepa)

Reuters

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