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    Meninos resgatados em caverna tailandesa viram aprendizes de monges em homenagem a mergulhador morto

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    Por Patpicha Tanakasempipat

    BANGCOC (Reuters) - Meninos que foram resgatados em uma caverna tailandesa inundada, em um drama acompanhado por pessoas do mundo todo, foram ordenados como aprendizes de monges budistas, nesta quarta-feira, em homenagem a um mergulhador voluntário que morreu durante seu resgate.

    Vestindo mantos brancos, os 11 meninos e seu técnico, Ekapol Chanthawong, chegaram ao templo Wat Phra That Doi Tung, localizado em Chiang Rai, província do norte da Tailândia, em um dia de chuva leve e neblina.

    Eles ouviram cânticos budistas e depois receberam mantos cor de açafrão durante uma cerimônia de grande comoção transmitida ao vivo pelas autoridades no Facebook. Um dia antes suas cabeças foram raspadas, um dos preparativos para se tornarem aprendizes de monges.

    'Suas vidas mudarão agora', disse Manit Prakobkit, autoridade de um grupo regional cultural, à mídia. 'Esta experiência os ajudará a valorizar seus pais e lhes dar uma ideia do Dhamma'.

    O grupo passará nove dias em outro templo budista, aderindo aos ensinamentos e preceitos do budismo, a principal religião do país.

    Sua estadia será o cumprimento de uma promessa feita por seus familiares no caso de eles voltarem sãos e salvos, além de uma homenagem ao mergulhador Samarn Kunan, de 38 anos, a única fatalidade da operação de salvamento do grupo, que ficou preso na caverna por causa de chuvas da estação de monções.

    A operação de resgate internacional terminou com sucesso em 10 de julho, quando o último membro do grupo foi retirado da caverna inundada de Tham Luang, em Chiang Rai.

    O 12º integrante do time, Adul Sam-on, de 14 anos, é cristão, e por isso não foi ordenado.

    Na quarta-feira, no templo, os meninos ajudaram uns aos outros a vestir os novos mantos em uma cerimônia assistida por seus familiares e pela esposa de Samarn, Valeepoan Kunan.

    A cerimônia terminou com os visitantes e fiéis usando guarda-chuvas para pegar pacotes de moedas atiradas ao ar, um costume que significa que os aprendizes abdicaram das riquezas terrenas.

    Os meninos e Ekapol entraram no complexo de cavernas no dia 23 de junho para explorá-las quando ficaram presos. Eles sobreviveram durante nove dias graças à água que pingava de rochas até mergulhadores os encontrarem em uma barragem enlameada.

    Escrito por Thomson Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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