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Mercado esperava Selic em 14% no fim de 2026 em questionário usado como referência pelo Copom

Mercado esperava Selic em 14% no fim de 2026 em questionário usado como referência pelo Copom

Reuters

24/06/2026

Placeholder - loading - Homem caminha em frente à sede do Banco Central, em Brasília, Brasil, 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado
Homem caminha em frente à sede do Banco Central, em Brasília, Brasil, 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 24 Jun (Reuters) - O mercado ​financeiro esperava, antes da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que a Selic encerraria 2026 em 14,00% e 2027 em 12,00%, mostrou nesta quarta-feira a mediana do Questionário Pré-Copom, que foi usado pelo BC para avaliar possíveis trajetórias para os juros.

O documento mostra que a maior parte dos agentes de mercado esperava que a autarquia cortaria a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião da semana passada do Copom, a 14,25% ao ano, em ⁠linha ⁠com o que foi feito e ​também alinhado ‌com o que os participantes da pesquisa acreditavam ser necessário fazer.

Após esse corte, a maior parte dos respondentes previa uma manutenção da Selic pelo BC nas duas reuniões seguintes, em agosto e setembro, movimento que ⁠eles também apontaram na pesquisa considerar ser o mais adequado.

Enviado a ​instituições financeiras no início do mês, com prazo de resposta até a ​semana anterior à reunião do Copom, o ‌questionário apresenta projeções dos ​agentes ⁠sobre indicadores econômicos e análises sobre a condução da política monetária, colaborando para subsidiar a decisão de juros do BC.

Ao tomar a decisão da semana passada, a autarquia ​considerou “mais adequadas” trajetórias da Selic menos discrepantes às apontadas pelo mercado no boletim Focus, no questionário pré-Copom e na precificação da política monetária, destacando que elas levariam a inflação ao alvo no primeiro trimestre de 2028 e afastariam 'volatilidade ​excessiva' no mercado e na economia.

O BC alertou na ata da reunião que uma eventual tentativa de atingir a meta de inflação de 3% no último trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, demandaria 'variações abruptas de direção e de grande magnitude na Selic”.

O boletim Focus anterior à reunião do Copom da semana passada apontava para mais um corte de 0,25 ponto percentual da Selic ​em agosto e outro equivalente em dezembro, fechando 2026 em 13,75% ao ano, mas ‌instituições já começavam a apontar para ⁠um ciclo menor, com as projeções dos últimos cinco dias de respostas apontando para a taxa de 14% ao final do ano.

Na ata da ⁠reunião, a autoridade monetária disse que essas trajetórias consideradas ⁠mais adequadas “contemplavam cenários com combinações de ⁠diferentes momentos de ⁠pausa ​e retomada do ciclo de calibração” dos juros.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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