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    Assimetria dos riscos é menos intensa, mas cautela é melhor forma de atuar quanto aos juros, diz BC

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central reiterou que a assimetria em seu balanço de riscos para a inflação persiste, apesar de menos intensa, razão pela qual segue firme em sua postura cautelosa quanto à condução da política monetária, mostrou ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

    Após reiterar que houve arrefecimento dos riscos inflacionários, especialmente quanto ao cenário externo, o BC destacou que 'os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e seguem com maior peso em seu balanço de riscos' -- cenário que impede que considere uma diminuição da Selic.

    'Os membros do Comitê debateram a melhor forma de atuação da política monetária diante de incertezas quanto aos cenários econômicos. Concluíram que a melhor forma de manter a trajetória da inflação em direção às metas é atuar com cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis', disse o BC.

    Na semana passada, o BC manteve a taxa de juros no seu piso histórico de 6,5 por cento, conforme amplamente esperado pelo mercado, e destacou a continuidade da assimetria apesar do quadro mais benigno para a inflação. Com isso, manteve a porta fechada para eventual queda dos juros básicos, a despeito do ambiente de inflação comportada e atividade econômica sem grande vigor.

    O comportamento inflacionário favorável vinha fomentando a discussão entre economistas sobre a possibilidade de o BC ser mais estimulativo, diminuindo os juros para ajudar a atividade anêmica.

    A inflação oficial brasileira acelerou a alta em janeiro devido à pressão dos preços de alimentos, mas ficou em 3,78 por cento no acumulado em 12 meses, abaixo da meta oficial de 4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    A autoridade monetária, contudo, afastou a possibilidade por ora, atendo-se ao discurso que vem adotando desde dezembro ao lançar mão da expressão de 'cautela, serenidade e perseverança' duas vezes na ata.

    Sobre a economia brasileira, os membros do Copom inclusive debataram evidências de 'algum arrefecimento da atividade no quarto trimestre de 2018' na comparação com os três meses anteriores. Mesmo assim, avaliaram que a economia segue se comportando segundo o cenário básico do Copom, de recuperação gradual.

    Para o BC, uma aceleração do ritmo de retomada dependerá da diminuição de incertezas quanto à aprovação das reformas na economia, especialmente as de natureza fiscal. A reforma da Previdência, que é vista pelo mercado como a principal delas, ainda não foi formalmente apresentada pelo governo ao Congresso Nacional.

    Em outra frente, o BC também chamou a atenção para a importância de iniciativas para aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios.

    Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, a ata mantém o cenário base do BC, propício a uma política monetária que estimule a economia nesse momento, mas ciente dos fatores que podem pressionar a inflação para cima.

    'Significa que os 6,5 por cento (para a Selic) estão adequados, mas não tem espaço para cortes, o que vai depender, claro, da evolução da conjuntura nos próximos meses', disse ele, que prevê a manutenção da taxa básica de juros neste patamar ao longo de todo o ano de 2019.

    CENÁRIO EXTERNO

    Na ata, o BC deu mais detalhes sobre sua avaliação da cena externa. Em relação aos Estados Unidos, ponderou que o risco de desaceleração econômica relevante parece ter afetado a curva de juros e o mercado acionário no país nos últimos meses do ano passado. Mas ressaltou que há ainda outro cenário para os EUA, que pressupõe a manutenção do vigor econômico.

    'Esses dois cenários têm implicações opostas para o rumo da política monetária do Fed (banco central norte-americano). Os membros do Copom concluíram que, ao menos até a definição de qual dos cenários é o mais provável, os riscos associados à normalização da política monetária nos EUA se reduziram', disse.

    De outro lado, a autoridade monetária apontou que os riscos associados a uma desaceleração da economia global se intensificaram diante da atividade com menor fôlego em 'algumas economias relevantes'. Ao quadro, somam-se incertezas associadas ao comércio internacional e ao Brexit, apontou o BC.

    De qualquer forma, o BC defendeu que a economia brasileira tem capacidade de absorver eventual revés no cenário internacional em função da 'situação robusta' do seu balanço de pagamentos, da perspectiva de recuperação econômica e do ambiente de expectativas de inflação ancoradas.

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    BC mantém Selic em 6,5%, vê melhora em riscos inflacionários, mas não abre porta para cortar juros

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, e indicou que o quadro para a inflação ficou mais benigno, embora siga vendo assimetria no seu balanço de riscos.

    Com isso, manteve o tom de cautela sobre o que fará à frente, sem abrir a porta para eventual diminuição da Selic em meio ao ambiente de inflação comportada e atividade econômica sem grande vigor.

    Nas palavras do BC, houve 'arrefecimento dos riscos inflacionários', especialmente quanto à cena global, desde o última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em dezembro.

    'O cenário externo permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos. Por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit', informou o BC no comunicado da decisão.

    Ainda assim, o BC destacou que a assimetria persiste no seu balanço de riscos, com maior peso relacionado aos fatores que podem pressionar a inflação para cima: eventual frustração sobre a continuidade das reformas econômicas no Brasil e deterioração do cenário externo para economias emergentes.

    Em pesquisa Reuters, todos os 28 economistas entrevistados pela Reuters já esperavam que o BC mantivesse sua taxa básica de juros inalterada pela sétima reunião consecutiva.

    Por isso, as atenções estavam voltadas para as novidades na comunicação do BC, já que a lenta recuperação da economia, num quadro de inflação controlada e expectativas ancoradas, tem aberto o debate sobre o quão estimulativo o BC está sendo --e poderia ser-- para impulsar a atividade.

    Nesta quarta-feira, a autoridade monetária reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

    Também repetiu que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, sendo que a avaliação do que fará à frente continuará pautada por 'cautela, serenidade e perseverança'.

    Expectativas positivas em relação à reforma da Previdência, considerada crucial para o reequilíbrio das contas públicas, têm ajudado o movimento do real contra o dólar, movimento que limita os preços de importados e sua pressão sobre a inflação.

    Na semana passada, o BC norte-americano também adotou um tom cauteloso em função das incertezas ligadas à economia dos Estados Unidos, sugerindo que fará uma pausa em seu ciclo de alta de juros, ou até mesmo afrouxará a política monetária se a economia assim o exigir.

    Como juros mais altos têm potencial de atrair à maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira, a posição mais comedida do Fed ajudou a embalar os mercados emergentes.

    Tudo posto, agentes do mercado passaram a ver a Selic estacionada por mais tempo no atual patamar. Uma minoria passou ainda a aventar eventual diminuição dos juros.

    'No todo, a mensagem trazida por este comunicado reforça a perspectiva de estabilidade de juros no cenário atual: seria preciso que uma evolução pior da atividade, ou melhor das reformas/cenário externo, alterasse seu balanço de riscos e eliminasse a assimetria, para trazer a discussão de nova queda de juros à mesa', afirmou a Rosenberg Associados em nota a clientes. 'Por ora, este não é nosso cenário base, razão pela qual mantemos a expectativa de Selic estável ao longo do ano.'

    Dos 22 economistas que responderam à Reuters sobre a tendência dos juros para o resto do ano, 12 disseram esperar a manutenção da atual taxa, oito afirmaram acreditar em juros mais altos e dois apostaram em juros mais baixos, numa visão mais 'dovish' do que a que vinha sendo apontada até então.

    Em dezembro, nenhum dos economistas consultados pela Reuters previa corte da Selic neste ano e ampla maioria apostava num início de aperto monetário neste ano.

    Na mais recente pesquisa Focus, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, o mercado também revisou para baixo a projeção para a taxa básica de juros e passou a considerar que não haverá mudanças neste ano. Antes, a visão era que a Selic encerraria 2019 em 7 por cento.

    Considerando justamente as premissas da última pesquisa Focus para os juros e para o câmbio, o BC manteve a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado a 3,9 por cento, mesmo patamar visto no Relatório Trimestral de Inflação, de dezembro. Para 2020, a estimativa subiu agora a 3,8 por cento, contra 3,6 por cento anteriormente.

    Na prática isso quer dizer que, mesmo sem considerar uma alta dos juros neste ano, o IPCA, pelos cálculos do BC, deve seguir abaixo da meta neste ano e no próximo.

    O centro da meta oficial de inflação de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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    ENTREVISTA-BC sempre olhará no momento adequado se juros estão suficientemente estimulativos, diz Ilan

    Por Marcela Ayres e Jamie McGeever

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta terça-feira que o BC vai sempre olhar no momento adequado se a política monetária está suficientemente estimulativa, e creditou o otimismo do mercado com o Brasil à agenda de reformas prometida pelo novo governo, a despeito de o cenário externo seguir desafiador.

    Em entrevista à Reuters, Ilan voltou a dizer que o BC não indica trajetórias futuras para a taxa básica de juros para manter sua liberdade de atuação em função do cenário. Nesse sentido, reafirmou que a tônica é manter serenidade, cautela e perseverança.

    'Estamos no que eu considero valores estimulativos (para a política monetária). Isso ajuda a economia. Agora, crescimento depende de vários componentes. Você estimula via política monetária, mas também às vezes o investimento depende de você ter um período em que a incerteza diminui, as reformas são implementadas e aí o investimento deslancha também.'

    Questionado se os juros básicos estariam num patamar suficientemente estimulativo, em meio ao quadro de forte capacidade ociosa e recuperação econômica sem vigor, ele respondeu: 'Nesse momento nós consideramos (a política) estimulativa. O (quão) suficientemente vamos sempre olhar no momento adequado.'

    Reagindo às declarações, as taxas dos contratos futuros de juros caíram nesta tarde, segundo operadores.

    'O Banco Central esclarece que a mensagem de política monetária não se alterou desde o último Copom. O BC continua priorizando a cautela, a perseverança e a serenidade', disse o BC à Reuters, via assessoria de imprensa, após a entrevista.

    Ilan permanece no cargo até o Senado sabatinar e aprovar o nome de Roberto Campos Neto, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para substituí-lo. A expectativa é que o processo ocorra até março.

    Ainda à frente da autoridade monetária, ele avaliou que o período atual é mais conturbado em termos de incertezas globais, com normalização monetária em economias avançadas, impasse em torno do Brexit e disputas comerciais em curso, com destaque para as travadas entre Estados Unidos e China.

    Apesar desse pano de fundo e de o Brasil seguir com fortes desafios no campo fiscal, Ilan descartou haver otimismo excessivo dos mercados com o país.

    'Os sinais emitidos pelo novo governo na economia são sinais encorajadores, tem se falado de reforma da Previdência, tem se falado de privatização, tem se falado de mais transparência', afirmou.

    'Talvez eles (mercados) tenham uma visão -- que eu concordo -- que houve um avanço considerável de reformas nos últimos anos', completou Ilan, citando a nova legislação trabalhista, a adoção do teto de gastos e a criação da TLP, nova taxa de juros que baliza os empréstimos do BNDES com condições próximas às de mercado.

    'São várias mudanças que eu diria que o investidor percebeu que o Brasil está caminhando para o lado certo. Então vem o governo e indica o caminho, diz que vai aprofundar as reformas, vai fazer aquelas reformas da Previdência que não foram passadas. Então eu acho que isso é o que gera, digamos assim, essa confiança', destacou Ilan.

    'Agora o que nós vamos observar ao longo desse ano vai ser a implementação', ponderou.

    MAIS CRÉDITO LIVRE

    Após se reunir mais cedo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta terça-feira, Ilan pontuou que a diretriz de diminuição do crédito direcionado na economia vale para todas as modalidades existentes, não apenas para o crédito agrícola.

    Esse movimento, contudo, demanda tempo e não será resolvido no curtíssimo prazo, ressaltou o presidente do BC, apontando que o tema ainda depende de estudos.

    Tanto a ministra da Agricultura, quanto o novo presidente do Banco do Brasil , Rubem Novaes, já disseram que o foco do novo governo deve ser no impulso ao seguro agrícola. Novaes, inclusive, afirmou que a posição do atual time econômico é de menos subsídio aos juros agrícolas, e mais apoio ao seguro.

    Sem se estender no assunto, Ilan apenas afirmou que o seguro agrícola é algo que 'tem que melhorar no Brasil'.

    Sobre eventual redução dos compulsórios após o BC já ter tomado iniciativas nessa direção no último ano, Ilan indicou haver espaço para novas atuações, mas não imediatamente.

    'Eu acho que compulsórios nós fizemos muito, ainda podemos fazer mais, mas não é algo que a gente anuncia antes e nem algo iminente', disse.

    Ele também afirmou que o novo formato do Conselho Monetário Nacional (CMN), que terá sua primeira reunião do ano na próxima semana, não deve diminuir o peso do BC nas decisões tomadas.

    Além do presidente do Banco Central, o CMN será agora composto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, que é seu subordinado direto. Antes, integravam o CMN os ministros da Fazenda, do Planejamento e o presidente do BC.

    'As discussões acabavam sempre indo na linha de achar um consenso, então vamos continuar tentando achar um consenso', disse Ilan.

    'Se estivéssemos em outros momentos da economia brasileira, talvez momentos mais conflituosos em que um estava andando para cá, outro estava andando para lá, eu acho que podia fazer diferença. Mas no momento eu não vejo isso não.'

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    Atividade econômica do Brasil cresce 0,29% em novembro, diz BC

    BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira cresceu pelo segundo mês seguido em novembro, mas sem fôlego expressivo, indicando que 2018 deve ter terminado com pouca força no último trimestre.

    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,29 por cento em novembro sobre o mês anterior, informou o BC em dado dessazonalizado nesta quinta-feira.

    Em outubro, o índice ficou praticamente estável, com aumento de apenas 0,02 por cento -- percentual que não foi revisado pelo BC.

    Na comparação com novembro de 2017, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,86 por cento e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,44 por cento, segundo números observados.

    Em novembro, o destaque positivo na economia ficou por conta das vendas no varejo, que subiram 2,9 por cento sobre outubro, no melhor dado para o mês em 18 anos, impulsionado pela Black Friday.

    A produção industrial brasileira chegou a interromper quatro meses de queda, mas o aumento de 0,1 por cento sobre o mês anterior foi o resultado mais fraco para novembro em três anos.

    Já o volume de serviços ficou estagnado pelo segundo mês seguido e teve o pior desempenho para novembro em dois anos, indicando moderação para o final do ano.

    A pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa é de que o PIB tenha crescido 1,28 por cento em 2018.

    Em um ambiente de baixa taxa de juros, aumento da confiança e expectativa de melhora dos gastos e investimentos passada a eleição presidencial, a projeção para 2019 é de uma expansão de 2,57 por cento.

    A melhora do mercado de trabalho e consumo doméstico, bem como aumento do crédito, dependem, entretanto, da manutenção da agenda de reformas e ajustes da economia pelo governo.

    (Por Marcela Ayres)

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    Top-5 eleva expectativa para a Selic este ano a 7% na Focus

    SÃO PAULO (Reuters) - O grupo dos economistas que mais acertam as previsões na pesquisa Focus do Banco Central elevou a expectativa para a taxa básica de juros a 7 por cento neste ano, mostrou o levantamento divulgado nesta segunda-feira.

    Por duas semanas, o chamado Top-5 projetou que a Selic permaneceria ao longo deste ano no atual patamar de 6,5 por cento, mas agora passou a ver duas altas de 0,25 ponto percentual, uma em outubro e outra em dezembro.

    Os economistas como um todo também veem a Selic a 7 por cento no final de 2019 na mediana das projeções, mantendo a previsão do levantamento anterior, prevendo também altas de 0,25 ponto em outubro e em dezembro. Para 2020, também permanece o cálculo de taxa básica de juros a 8 por cento.

    A pesquisa realizada semanalmente pelo BC com uma centena de economistas mostrou ainda ajuste de 0,01 ponto percentual para cima na perspectiva para a alta do IPCA em 2019, projetada agora a 4,02 por cento. Para 2020, a expectativa é de uma inflação de 4 por cento.

    Em 2018, a inflação terminou com alta acumulada de 3,75 por cento, abaixo do centro da meta oficial.

    O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Focus mostra que a projeção é de crescimento de 2,57 por cento este ano, de 2,53 por cento calculados antes, com a atividade crescendo 2,50 por cento em 2020.

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    Mais importante que inflação de 2018 é ancoragem em torno da meta para próximos anos, diz Ilan

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse nesta sexta-feira que mais importante do que o desempenho comportado da inflação em 2018 é o fato de que as expectativas de inflação para os próximos anos encontram-se também em torno da meta estabelecida pelo governo, o que atribuiu ao trabalho do BC e à credibilidade da política monetária.

    'Hoje IBGE divulgou inflação corrente de 2018 de 3,75 (por cento), em torno da meta, e mais importante as expectativas de inflação para os próximos anos também (estão) em torno da meta', disse Ilan, em referência às projeções coletadas na pesquisa Focus.

    'Num regime de metas para a inflação, a confiança de que a política monetária será ajustada quando houver desvios relevantes leva à ancoragem das expectativas de inflação em torno da meta, como é o caso hoje', afirmou Ilan, na abertura de evento institucional do BC sobre a história da autoridade monetária.

    De acordo com o levantamento mais recente, feito pelo BC junto a uma centena de economistas, a estimativa é de que a inflação fique em 4,01 por cento em 2019, 4,0 por cento em 2020 e 3,75 por cento em 2021 -- em todos os casos rondando as metas, que são, respectivamente, de 4,25 por cento, 4,0 por cento e 3,75 por cento, sempre com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

    'Isso é sinal de credibilidade da política monetária e fruto do resultado do trabalho de todos vocês ao longo de décadas', completou ele, saudando a gestão de ex-presidentes do BC, com vários deles presentes no auditório.

    Em 2018, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou com alta de 3,75 por cento, abaixo do centro da meta do governo de 4,5 por cento, mas dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto, em meio a um cenário de atividade econômica sem fôlego, desemprego alto e demanda fraca.

    Em sua fala, Ilan também destacou que manter o controle da inflação é trabalho contínuo e reiterou mensagem que vem repetindo há tempos, de que a continuidade dos ajustes de reformas e ajustes na economia é essencial para inflação baixa no médio e longo prazo, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.

    'A manutenção de um ambiente macroeconômico estável e previsível no médio e longo prazo é que poderá trazer grandes benefícios à população', disse.

    (Por Rodrigo Viga Gaier, texto de Marcela Ayres)

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    Mercado reduz expectativa para Selic em 2019 a 7%

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A perspectiva do mercado para a taxa básica de juros em 2019 foi reduzida pela terceira semana seguida, em um cenário de inflação contida e depois que o Banco Central jogou para um futuro indeterminado eventual início de aperto monetário.

    Os economistas consultados na pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira passaram a ver a Selic a 7 por cento no final deste ano, de 7,13 por cento na mediana das projeções do levantamento anterior. Para 2020, a perspectiva continua sendo de taxa básica de juros terminando o ano a 8 por cento.

    Já o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, ainda vê que a Selic permanecerá em piso histórico de 6,5 por cento --patamar em que se encontra atualmente-- ao longo de 2019.

    O BC deixou de mencionar a possibilidade de um eventual início de aperto nos juros, jogando para um futuro indeterminado uma alta da Selic ao traçar um quadro favorável para a inflação, embora ainda alerte que os riscos altistas para o IPCA seguem no radar.[nL1N1YN0D7][nL1N1YP0S5]

    O Focus mostrou ainda que os economistas veem que o IPCA terminou 2018 com alta de 3,69 por cento, sem alterar sua projeção. Para 2019 também permanece o cálculo de inflação de 4,01 por cento.

    O centro da meta oficial de 2018 é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostra que o crescimento no ano passado continuou sendo calculado em 1,30 por cento, mas para este ano houve uma redução de 0,02 ponto percentual na conta, a 2,53 por cento.

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    BC define regras para sistema de pagamentos instantâneos

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central definiu nesta sexta-feira a implementação do sistema de pagamentos instantâneos, preparando caminho para o funcionamento no país das transferências de recursos de forma ininterrupta, inclusive fora do horário de expediente bancário.

    Para especialistas do mercado, o sistema, que terá estrutura e liquidação das operações centralizada no próprio BC, criará uma alternativa mais rápida e mais barata do que os TEDs e DOCs, serviços mais usados para transferências tanto entre pessoas quanto envolvendo indivíduos e estabelecimentos comerciais.

    Para efeito de comparação, uma transferência feita hoje pelos canais bancários custa ao cliente de 2,30 a 143,25 reais por transação. O valor chega ao destinatário no mesmo dia desde que realizado entre 6h30 e 17h nos chamados dias úteis. E é concluída num prazo que pode levar de 15 a 30 minutos.

    Com o pagamento instantâneo, o preço da transação cai para centavos, a operação é completada em segundos e pode ser feita 24 horas por dia, sete dias por semana.

    Por isso, o novo modelo deve ter impacto significativo tanto nos bancos quanto no sistema de meios de pagamentos, já que os pagamentos instantâneos são vistos como potenciais substitutos para compras hoje pagas com cartões de crédito e de débito.

    O BC ainda vai consultar participantes do mercado para elaborar regras específicas sobre como se dará o acesso e o funcionamento do sistema, afirmou a autarquia em comunicado.

    A ideia é que o modelo permita a participação não apenas dos bancos autorizados a funcionar pela autoridade monetária, mas também pelas plataformas eletrônicas de serviços financeiros, conhecidas como fintechs.

    'O sistema terá dinâmica de participação aberta aos vários tipos de prestadores de serviço de pagamento, fomentando o desenvolvimento de inovações e serviços que atendam às necessidades dos usuários finais, em um ambiente competitivo', diz o texto do BC. Os agentes de mercado poderão usar reservas bancárias e títulos públicos para liquidez das transações.

    Pelo que vinha sendo discutido pelo BC com o mercado, para funcionar o sistema depende de interoperabilidade entre as instituições envolvidas, tanto para ser universal quanto para garantir segurança das operações contra fraudes.

    Por isso, a tendência é de que o modelo ainda leve vários meses para funcionar de forma ampla.

    'Minha expectativa é de que o sistema de pagamentos instantâneos funcione para valer no Brasil a partir de 2020', disse na semana passada à Reuters o presidente da Mastercard para Brasil e Cone Sul, João Pedro Paro Neto.

    O movimento vai na esteira de outros mercados onde o pagamento instantâneo ganhou rápida popularidade. Na China e na Índia estima-se que só as empresas de tecnologia WeChat e Alipay movimentem mais de 3 trilhões de dólares por ano.

    (Por Aluísio Alves e Iuri Dantas)

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    Mudança no tom do Copom, sem menção a alta de juros, não foi acidente, diz Ilan

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - A retirada da menção a eventual início gradual de subida nos juros dos comunicados mais recentes do Banco Central não foi acidente, ressaltou nesta quinta-feira o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, apontando que a assimetria do balanço de riscos de fato diminuiu, mas que o BC está atento sobretudo às tendências para tomar seus próximos passos.

    Em meio à lenta inflação e uma retomada econômica que segue sem fôlego expressivo, o BC apontou na semana passada que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Por isso, decidiu manter a Selic em seu piso histórico de 6,5 por cento.

    Mas a autoridade monetária excluiu menção que estava presente em comunicações anteriores, de que 'esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora'.

    'De fato a retirada (da frase) ocorreu, não foi um acidente, não foi que a gente esqueceu. E o fato de a gente retirar claramente dá um sinal da nossa assimetria. A assimetria caiu, diminuiu, está correto isso, então de fato essa interpretação é correta', disse Ilan.

    Questionado se o atual quadro abre espaço para uma queda adicional dos juros básicos, Ilan respondeu que o BC precisa de cautela, perseverança e serenidade, para que o cenário volátil -- seja de um lado, seja de outro -- não afete sua percepção.

    'Tanto para diminuída, quanto para subida (dos juros), nós temos que olhar ao longo do tempo a tendência', afirmou.

    'Quando a pergunta do mercado, dos analistas, era por que não tinha que apertar (os juros), conjuntura volátil, o câmbio estava depreciando, a pergunta era outra. E acho que nos ajudou ter essa serenidade e olhar para a frente, olhar a tendência ao invés de olhar o curto prazo. Então isso vale para um lado e vale para o outro também', acrescentou.

    Em relação à atuação recente do BC no mercado de câmbio, com anúncios de leilão de linha, o presidente do BC afirmou que ela é mais pautada por uma questão sazonal, para dar liquidez em períodos em que há pressão maior por questões de remessas de lucros e dividendos. Ele pontuou ainda que o BC optou pelo mesmo caminho -- e volumes ofertados -- no fim do ano passado.

    Durante a coletiva, ele reforçou que apesar de o BC ter aumentado em seu balanço o risco do nível de ociosidade elevado produzir trajetória prospectiva para a inflação abaixo do esperado, também vendo chances menores de frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas econômicas, o risco altista ligado ao cenário internacional segue forte.

    'Não estamos vendo redução do risco externo. O risco externo está elevado e continua elevado. Ao longo do ano nós tivemos um risco maior para economias emergentes, eu acho que agora temos um risco um pouco mais global', disse ele, citando preocupações sobre como a economia mundial vai se comportar.

    'Isso se soma àqueles conflitos comerciais que nós temos observado ao longo do ano, o último deles foi a disputa Estados Unidos e China que ainda está em andamento', completou.

    (Por Marcela Ayres)

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    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

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