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    Projeções para PIB e indústria voltam a cair e economistas veem Selic a 7,25% em 2020

    SÃO PAULO (Reuters) - As expectativa para a economia e a produção industrial neste ano voltaram a cair em pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, depois que o BC apontou 'probabilidade relevante' de recuo da economia no primeiro trimestre.

    Diante desse cenário, a pesquisa mostrou ainda que o mercado passou a ver a política monetária ainda mais frouxa no próximo ano.

    Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2019 no Focus passou a 1,24%, de 1,45% na semana passada, na 12ª semana seguida de redução, com as contas para a indústria caindo 0,23 ponto percentual, a 1,47%

    Para 2020 o cenário para o PIB e para a produção industrial não mudaram, respectivamente de expansões de 2,50% e 3,00%.

    Na semana passada, a morosidade da economia brasileira foi abordada duas vezes pelo BC. Na ata da reunião em que manteve a taxa básica de juros em 6,5%, a autoridade monetária citou o risco de que o PIB tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores.

    Dias depois, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, expressou decepção em relação ao desempenho recente da economia, mas ressaltou que o banco não pode trocar inflação controlada por crescimento econômico.

    Os números do PIB relativos ao início de 2019 serão divulgados pelo IBGE em 30 de maio. No quarto trimestre do ano passado, o PIB cresceu 0,1 por cento sobre o terceiro e terminou 2018 com expansão de 1,1 por cento, de acordo com dados do IBGE.

    A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que para a taxa básica de juros Selic, os economistas ainda a veem no atual patamar de 6,5% ao final deste ano. Mas para 2020 a conta caiu a 7,25%, de 7,5%.

    O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 6,5% em 2019, mas calcula a taxa ainda mais baixa no próximo ano, a 7,0%, de 7,21% na mediana das projeções na semana passada.

    O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA passou a 4,07% em 2019 de 4,04% antes, permanecendo em 4,00% para o próximo ano. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    (Por Camila Moreira)

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    BC aponta possível recuo do PIB no 1º tri, ressalta importância de reformas para avaliação

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central apontou uma 'probabilidade relevante' de que a economia brasileira tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, mas manteve o discurso de que precisa de tempo para analisar a fundo o quadro antes de eventual mudança na rota dos juros, incluindo nessa equação o impacto das reformas na economia.

    Em sua ata do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada nesta terça-feira, o BC enfatizou que o sucesso das reformas, em especial de natureza fiscal, desempenha um papel fundamental sobre a atividade, numa provável referência à importância da reforma da Previdência nesse contexto.

    'O processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas o cenário básico contempla sua retomada adiante', trouxe o BC.

    O BC avaliou no documento que alguns efeitos de choques vividos pela economia em 2018 ainda persistem e acrescentou que 'incertezas sobre aspectos fundamentais do ambiente econômico futuro – notadamente sobre sustentabilidade fiscal – têm efeitos adversos sobre a atividade econômica'.

    'A manutenção de incertezas quanto à sustentabilidade fiscal tende a ser contracionista', afirmou.

    'Reformas que geram sustentabilidade da trajetória fiscal futura têm potencial expansionista, que pode contrabalançar efeitos de ajustes fiscais de curto prazo sobre a atividade econômica, além de mitigar os riscos de episódios de instabilidade com elevação de prêmios de risco, como o ocorrido em 2018', pontuou.

    Para o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, o BC reforçou que o quadro econômico carrega certa decepção nos primeiros meses do ano.

    'Enquanto prevalecer incerteza, é pouco provável que ocorra alguma mudança nas diretrizes da política monetária', afirmou ele, que segue esperando três quedas na Selic de 0,25 ponto a partir de outubro, mas desde que haja a aprovação de uma reforma previdenciária moderada até lá.

    Na visão da economista-chefe da ARX, Solange Srour, o BC enfatizou que a incerteza quanto às reformas acaba afetando a atividade, principalmente no aspecto do investimento.

    'Eles precisam entender quais são os efeitos de possível aprovação da reforma na atividade, no prêmio de risco, nas expectativas de inflação, antes de tomar qualquer mudança na política monetária', disse ela, que prevê uma manutenção da Selic em 6,5 por cento até o fim de 2019.

    'Não vejo pressa para cair juros', disse. 'Agora se a reforma passa e os dados correntes continuarem vindo muito ruins de atividade, as expectativas de inflação retrocedem, aí o BC pode agir ainda este ano', ponderou.

    Quando manteve a Selic na mínima histórica de 6,5 por cento na semana passada, o BC já havia reconhecido mais sinais de fraqueza econômica, mas sublinhou que, mesmo assim, seu balanço de riscos para a inflação continuava simétrico.

    A economia brasileira tem mostrado dificuldade em avançar, em meio à alta ociosidade das empresas e incertezas sobre a situação fiscal do país, com agentes em compasso de espera pela reforma da Previdência, considerada crucial para reequilibrar as contas públicas.

    Economistas têm sucessivamente revisado para baixo sua expectativa para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A projeção mais atual, segundo a pesquisa Focus do BC, é de uma expansão de apenas 1,45%.

    INFLAÇÃO

    Na ata, o BC afirmou que deixará de usar a frase de 'cautela, serenidade e perseverança' a partir da próxima reunião do Copom, com o entendimento de que a mensagem já foi assimilada. Portanto, adiantou que a investida não deve ser interpretada como mudança de sua forma de condução da política monetária.

    Após já ter ressaltado no comunicado do Copom que as projeções de inflação e os níveis de diversas medidas de inflação subjacente estavam em níveis apropriados, e não mais apropriados ou confortáveis, o BC destacou na ata que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico 'no curto prazo', para depois recuar e fechar 2019 'em torno da meta'.

    Embora tenha acelerado, a inflação veio abaixo do esperado em abril, alcançando 4,94% no acumulado em 12 meses. O alvo oficial perseguido pelo governo neste ano é de um IPCA em 4,25 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

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    Economistas reduzem expectativa de crescimento do PIB em 2019 a 1,45%

    SÃO PAULO (Reuters) - O mercado financeiro fez leves ajustes em suas projeções econômicas para este ano, com nova revisão para baixo na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), pressionada pela fraqueza da produção industrial.

    A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou que a projeção de crescimento do PIB em 2019 foi reduzida em 0,04 ponto percentual, para 1,45%, na 11ª semana seguida de redução.

    O cenário para a indústria piorou pela segunda vez seguida, com os economistas projetando agora um crescimento da produção de 1,70%, de 1,76% antes na mediana das estimativas.

    Para 2020 permanece a expectativa de expansão do PIB de 2,50%, com a indústria crescendo 3%.

    O levantamento semanal com uma centena de economistas apontou ainda que as expectativa para a alta do IPCA permanecem em 4,04% para este ano e em 4% para o próximo. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Na semana passada, o IBGE divulgou que o IPCA avançou 0,57% em abril, indo a 4,94% em 12 meses, depois de o Banco Central ter avaliado que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico.

    Para a taxa básica de juros, também não sofreu alteração o cenário de Selic a 6,50% em 2019 e a 7,50% em 2020. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a taxa a 6,50% este ano e a 7,21% no próximo, na mediana das projeções.

    (Por Camila Moreira)

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    Mercado reduz expectativa para crescimento da economia brasileira em 2019 pela 10ª semana seguida

    SÃO PAULO (Reuters) - O mercado voltou a reduzir com força a expectativa de crescimento da economia brasileira neste ano, em meio à deterioração do cenário para a indústria, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

    O levantamento semanal apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou a 1,49 por cento, de 1,70 por cento no levantamento anterior, na 10ª semana seguida de piora da projeção. A expectativa para a indústria foi reduzida a um crescimento de 1,76 por cento, contra 2 por cento antes.

    Para 2020, não houve alterações nas contas de uma expansão de 2,50 por cento do PIB, com a indústria aumentando 3 por cento.

    O cenário para a inflação neste ano piorou ligeiramente, com as contas para a alta do IPCA chegando a 4,04 por cento, uma alta de 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior. Para 2020 a expectativa ainda é de uma inflação de 4,00 por cento.

    O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Apesar da piora no cenário para a atividade econômica, os especialistas consultados na pesquisa continuam vendo que a taxa básica de juros Selic terminará este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,50 por cento em 2020.

    O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também calcula a Selic a 6,50 por cento em 2019, mas reduziu a expectativa para o próximo ano a 7,21 por cento na mediana das projeções, de 7,25 por cento.

    (Por Camila Moreira)

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    Mercado melhora cenário para indústria em 2019 e Top-5 vê juros mais baixos em 2020

    SÃO PAULO (Reuters) - O cenário para a indústria brasileira neste ano melhorou segundo a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central divulgada nesta segunda-feira, enquanto o grupo dos economistas que mais acertam as previsões reduziu a perspectiva para os juros básicos no próximo ano.

    O levantamento semanal apontou que a expectativa para o crescimento da produção industrial este ano subiu a 2 por cento, de 1,70 por cento na semana anterior. Ainda assim, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi ajustada a 1,70 por cento, 0,01 ponto percentual a menos.

    Para 2020, permanece a conta de um aumento da produção industrial de 3 por cento, com o PIB crescendo 2,50 por cento.

    A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic deverá terminar este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,50 por cento em 2020.

    Entretanto, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, passou a ver a Selic a 7,25 por cento em 2020, de 7,50 por cento antes.

    Para a alta do IPCA, o mercado não alterou a expectativa de 4,01 por cento em 2019 e de 4,00 por cento no próximo ano. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do BC com cerca de 100 instituições financeiras:

    Expectativas de mercado 2019 2019 2020 2020

    Mediana Há 1 Hoje Há 1 Hoje

    semana semana

    IPCA (%) 4,01 4,01 4,00 4,00

    PIB (%) 1,71 1,70 2,50 2,50

    Dólar (fim de período-R$) 3,75 3,75 3,80 3,79

    Selic (fim de período-% a.a.) 6,50 6,50 7,50 7,50

    Preços administrados (%) 5,17 5,20 4,35 4,25

    Produção industrial (%) 1,70 2,00 3,00 3,00

    Conta corrente (US$ bi) -26,00 -25,29 -36,35 -36,35

    Balança comercial (US$ bi) 50,00 50,00 46,00 46,00

    IDP (US$ bi) 81,89 82,00 83,38 84,68

    Dívida líquida pública (%/PIB) 56,25 56,30 58,70 58,50

    (Por Camila Moreira)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Diretor do BC diz que não há 'preconceitos' sobre uso de instrumentos cambiais, destaca oferta de linhas

    Diretor do BC diz que não há 'preconceitos' sobre uso de instrumentos cambiais, destaca oferta de linhas

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - O diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra Fernandes, afirmou nesta quinta-feira que a autoridade monetária não tem 'preconceitos' em relação ao uso de qualquer instrumento cambial, e deu destaque à possibilidade da oferta de linhas em meio à alta do dólar para a casa dos 4 reais.

    'É importante registrar que não temos qualquer preconceito em relação a utilização de qualquer instrumento, quando e se as condições para tal estiverem presentes', disse ele em discurso em evento em São Paulo, segundo nota divulgada pelo BC.

    'Entender o ambiente econômico em que estamos inseridos e, quando necessária, buscar a forma mais eficiente de intervenção, é dever do Banco Central', completou.

    O dólar superou o patamar psicológico de 4 reais logo na abertura no pregão desta quinta-feira, e no meio da manhã tinha pouca variação. A última vez que a moeda norte-americana fechou na casa dos 4 reais foi em 1º de outubro do ano passado (4,0183 reais).

    Fernandes citou como instrumentos de intervenção, sem prejuízo ao regime de câmbio flutuante, os swaps cambiais, a oferta de linhas em dólar e os leilões de spot, ressalvando que estes últimos vêm sendo pouco usados devido ao desenvolvimento do mercado brasileiro de câmbio.

    O diretor destacou ainda que a perda de atratividade relativa do financiamento externo tem contribuído para a redução da liquidez em moeda estrangeira no país, afetando o seu custo, mas que ainda não está claro por quanto tempo irá durar essa mudança de ambiente.

    'De qualquer forma, nosso colchão de reservas e as características dos instrumentos que temos disponíveis, em especial a oferta de linhas, nos dão bastante espaço para atuar neste mercado, de forma a atenuar os efeitos da maior escassez de liquidez em dólares no mercado local', disse ele.

    Para ele, a percepção de segurança externa da economia brasileira garante a expectativa de aumento do influxo de investimentos internacionais no Brasil, desde que as reformas, destacadamente as fiscais, sejam aprovadas.

    COMPULSÓRIOS

    Fernandes destacou que uma definição de forma mais clara do papel dos compulsórios é algo a ser buscado agora pelo BC, após as simplificações realizadas nos recolhimentos nos últimos anos. O objetivo é atingir níveis mais compatíveis com o de outros países.

    'O aprimoramento das linhas de assistência financeira de liquidez, com maior facilidade de acesso por parte dos agentes, pode ainda colaborar para reduzir a necessidade de manutenção de compulsórios como instrumento macroprudencial', disse.

    CONVERSIBILIDADE

    O diretor apontou ainda a conversibilidade do real como um dos principais objetivos do BC no momento, ainda que esse seja um processo de longo prazo e dependa de questões como a estabilidade monetária e a aprovação e implementação das reformas.

    'Outro fator precedente, se não necessário, ao menos desejável, seria a reconquista do grau de investimento pelo Brasil', pontuou ele, citando o objetivo de incluir mais participantes no mercado de câmbio.

    'Hoje temos 187 instituições autorizadas pelo Banco Central a operar moeda estrangeira no mercado à vista. A título de comparação, cerca de 1.000 instituições são autorizadas a prestar serviço bancário no país. Num mercado onde a moeda é conversível, não há sequer a necessidade de autorização específica para realização de operações de câmbio, sendo este de livre acesso', disse.

    O primeiro passo a ser dado nessa frente, de acordo com Fernandes, é a reavaliação do arcabouço legal, dado que muitas das normas vigentes não acompanharam a evolução do mercado de câmbio.

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    Economistas passam a ver crescimento de 1,71% da economia brasileira em 2019

    SÃO PAULO (Reuters) - A estimativa de crescimento econômico do Brasil neste ano voltou a ser reduzida com força na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, com um ritmo esperado para a indústria bem mais fraco.

    O levantamento semanal apontou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 agora é de um crescimento de 1,71 por cento, de 1,95 por cento na semana anterior, na oitava semana seguida de redução.

    O cenário para a produção industrial em 2019 sofreu forte piora, com as contas para o crescimento do setor passando a 1,70 por cento, de 2,30 por cento antes.

    A perspectiva para o PIB em 2020 também foi piorada, com os analistas consultados vendo agora uma expansão de 2,50 por cento, 0,08 ponto percentual a menos do que no levantamento anterior. Entretanto, o crescimento da produção industrial permaneceu sendo calculado em 3 por cento.

    Em relação à inflação, o levantamento mostrou que agora a expectativa é de uma alta do IPCA em 2019 de 4,01 por cento, de 4,06 por cento antes. Para o próximo ano permanece o cálculo de inflação de 4 por cento.

    O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que o cenário para a política monetária não mudou apesar do cenário de crescimento mais fraco, com a taxa básica de juros Selic calculada este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,5 por cento em 2020. Essa é a mesma perspectiva adotada pelo Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões.

    (Por Camila Moreira)

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    Projeto de autonomia do BC deixa de prever exoneração de dirigentes por sonegação fiscal e outros crimes

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O projeto de autonomia do Banco Central elaborado pelo governo Jair Bolsonaro afrouxou as possibilidades de exoneração do presidente e dos diretores da autarquia na comparação com o substitutivo que estava sendo negociado com o Congresso anteriormente, deixando de mencionar como motivos suficientes a condenação por ocultação de bens e sonegação fiscal, dentre outros crimes.

    Agora, a exoneração por condenação -- mediante decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado -- se restringe ao caso de 'ato de improbidade administrativa ou de crime cuja pena acarrete, ainda que temporariamente, a proibição ao acesso a cargos públicos'.

    No substitutivo do deputado Celso Maldaner (MDB-SC) que vinha sendo negociado pelo governo até então, a exoneração também era prevista em caso de 'crime falimentar, de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, de sonegação fiscal, de prevaricação, de corrupção ativa ou passiva, de concussão, contra as finanças públicas, a economia popular, a ordem econômica, a fé pública, a propriedade ou o Sistema Financeiro Nacional'.

    Na véspera, o governo divulgou o envio de um novo projeto para corrigir o chamado 'vício de iniciativa' de texto relatado por Maldaner, que havia sido originalmente apresentado pelo hoje presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em 2003.

    A investida teve como objetivo evitar eventuais contestações jurídicas, já que a Constituição determina que projetos que alteram a estrutura do Executivo precisam ser enviados pelo próprio Executivo.

    Em comum, os dois projetos também preveem exoneração dos dirigentes a pedido, em situação de enfermidade incapacitante e quando for apresentado 'comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil'.

    Mas a nova proposta do governo traz outras novidades.

    Uma delas é a que a diretoria colegiada fixará os critérios para o provimento de funções gratificadas de exercício privativo dos membros das carreiras do BC.

    Outro trecho novo é o que formaliza que é de competência privativa do BC 'efetuar, como instrumento de política cambial, operações de compra e venda de moeda estrangeira e operações com instrumentos derivativos no mercado interno, consoante remuneração, limites, prazos, formas de negociação e outras condições estabelecidos em regulamentação por ele editada'.

    Atualmente, o BC já atua no mercado de câmbio por meio dos chamados contratos de swaps, instrumentos derivativos que permitem a troca de rentabilidade dos ativos. O BC já realizou no passado operações no mercados à vista e a termo.

    Questionado sobre os acréscimos no texto, o BC informou que o substitutivo do Maldaner não foi apresentado formalmente e que o projeto de lei da Casa Civil ainda não é público, razão pela qual não poderia comentar.

    A Reuters comparou os textos após a Casa Civil tornar o projeto de autonomia do BC público às 20h49 de quinta-feira. Depois disso, a Casa Civil chegou a dizer que uma 'pequena modificação' seria feita no texto, mas voltou atrás e confirmou que ele correspondia ao projeto final do governo.

    DEPÓSITOS REMUNERADOS

    Assim como no texto de Maldaner, o projeto do governo segue prevendo o uso pela autarquia de depósitos voluntários à vista ou a prazo das instituições financeiras, que deverão funcionar como um instrumentos alternativos às compromissadas para gestão de liquidez nos mercados, abrindo caminho para redução da dívida bruta.

    Em 2017, o governo do ex-presidente Michel Temer chegou a enviar um projeto de lei que versava exclusivamente sobre os depósitos, mas o texto não avançou no Congresso.

    Da mesma forma, a nova proposta do governo continua fixando um mandato de quatro anos para o presidente do BC, com início no dia 1º de março do segundo ano de mandato do presidente da República. Para os oito diretores, o texto manteve mandatos de quatro anos com inícios diferentes, numa escala de dois diretores a cada ano de mandato presidencial.

    A ideia, com o desenho, é resguardar a independência dos dirigentes da autarquia, descasando sua permanência no cargo com a do ocupante do Palácio do Planalto.

    Em Washington (EUA), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira que o projeto é 'superimportante' e alinha o país às melhores práticas internacionais.

    'Existe hoje um prêmio de risco na parte longa da curva de juros, existe um prêmio de risco na incerteza da política monetária ter uma influência do ciclo político, e quando você faz isso (autonomia formal), você desfaz o vínculo do ciclo político com o ciclo de política monetária', disse.

    'Isso reduz esse prêmio. Reduzindo esse prêmio te permite ter uma taxa de juros estrutural mais baixa, que beneficia todo mundo.'

    (Com reportagem adicional de Lisandra Paraguassu)

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    Economistas passam a ver crescimento do PIB em 2019 abaixo de 2% pela primeira vez

    SÃO PAULO (Reuters) - O mercado voltou a reduzir as expectativas para a atividade econômica brasileira na Pesquisa Focus desta segunda-feira, com a estimativa para este ano indo abaixo de 2 por cento pela primeira vez.

    A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 caiu a 1,98 por cento no levantamento divulgado nesta semana, ante 2,00 por cento na semana anterior. Para 2020 também houve piora do cenário, com a expansão passando a ser estimada em 2,75 por cento, de 2,78 por cento.

    O resultado acontece na esteira da piora das perspectivas para a produção industrial, com os economistas consultados calculando crescimento de 2,50 por cento em 2019, contra 2,57 por cento antes. Para 2020 a expectativa de aumento da produção industrial foi mantida em 3 por cento.

    Na semana passada, o BC piorou sua projeção de crescimento do PIB em 2019 a 2,0 por cento, contra 2,4 por cento antes, citando a fraqueza observada na atividade no fim do ano passado, consequências da tragédia de Brumadinho (MG) e menor perspectiva para a safra agrícola neste ano.

    Para a inflação, permanecem no Focus as contas de alta do IPCA de 3,89 por cento este ano e de 4,00 no próximo. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Também não mudaram as expectativas de que a taxa básica de juros Selic terminará este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,50 por cento em 2020. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, prevê o mesmo cenário.

    Na reunião de política monetária de março, quando manteve os juros, o BC indicou que, diante da retomada econômica abaixo da esperada, o balanço de riscos para a inflação passou a ter pesos iguais tanto para cima quanto para baixo, o que tirou o impedimento explícito que o BC vinha apontando para eventualmente diminuir os juros à frente.

    (Por Camila Moreira)

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    BC piora projeção de expansão do PIB em 2019 a 2,0%, cita Brumadinho e safra agrícola mais fraca

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central piorou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019 a 2,0 por cento, contra 2,4 por cento antes, citando a fraqueza observada na atividade no fim do ano passado, consequências da tragédia de Brumadinho (MG) e menor perspectiva para a safra agrícola neste ano.

    Em seu Relatório Trimestral de Inflação, publicado nesta quinta-feira, o BC apontou que o ritmo mais fraco de recuperação econômica também teve um papel nas suas reestimativas, mas menor na comparação com os demais fatores.

    'Essa revisão está associada à redução de carregamento estatístico de 2018 para 2019, resultante do crescimento no quarto trimestre de 2018 em magnitude menor do que esperada; aos desdobramentos da tragédia em Brumadinho sobre a produção da indústria extrativa mineral; às reduções em prognósticos para a safra agrícola; e, residualmente, à moderação no ritmo de recuperação', disse o BC.

    Na prática, o BC alinhou sua estimativa à leitura do mercado, numa postura um pouco mais pessimista que a do Ministério da Economia, que previu uma expansão de 2,2 por cento do PIB neste ano em seu último relatório bimestral de receitas e despesas.

    Na pesquisa Focus mais recente, a expectativa dos economistas é de um avanço de 2,0 por cento do PIB em 2019.

    DETALHAMENTO

    Nas contas do BC, a produção agropecuária deve crescer 1 por cento neste ano, metade do que via no relatório de dezembro, citando como destaque a menor produção esperada para soja, item com o maior peso da agricultura, devido à estiagem ocorrida em importantes regiões produtoras.

    O BC também reduziu para 1,8 por cento a alta esperada para a indústria em 2019, sobre 2,8 por cento anteriormente, por recuo nas expectativas de crescimento para a indústria de transformação e extrativa.

    Somente para a indústria extrativa, a projeção do BC caiu de uma expansão de 7,6 por cento para 3,2 por cento, por menor produção esperada após o rompimento da barragem de mineração da Vale em Brumadinho (MG). O acidente, ocorrido em janeiro, matou centenas de pessoas e paralisou minas no Estado.

    Na véspera, inclusive, a Vale divulgou que realizou baixa contábil de 480 milhões de reais pela mina de Córrego do Feijão, relacionada à estrutura que colapsou em Brumadinho, e também por ativos ligados a barragens com método de construção a montante, com impacto nos resultados a partir do primeiro trimestre de 2019.

    Embora considere ainda difícil avaliar os passivos potenciais com o desastre, a empresa anunciou que prevê provisões bilionárias, incluindo uma de até 2 bilhões de reais por pagamentos emergenciais aos atingidos.

    Para o setor de serviços, o BC agora vê um crescimento de 2 por cento, sobre 2,1 por cento anteriormente, refletindo 'impactos em atividades que apresentam significativa correlação com o comportamento da indústria de transformação'.

    'Com relação aos componentes domésticos da demanda agregada, houve recuo na projeção para o consumo das famílias, de 2,5 por cento para 2,2 por cento, em linha com o relativo arrefecimento no ritmo de recuperação do mercado de trabalho no final de 2018 e início deste ano', destacou o BC.

    'A estimativa para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou ligeiro declínio (de 4,4 por cento para 4,3 por cento), enquanto a projeção para o consumo do governo permaneceu inalterada em 0,6 por cento', completou.

    POLÍTICA MONETÁRIA

    O relatório não trouxe novidades em relação à política do BC para os juros básicos, tendo sido publicado apenas dois dias depois da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Mas o documento abriu as projeções de inflação do BC em diversos cenários, jogando mais luz sobre como a autoridade vê essa trajetória daqui para frente.

    Para a diretora da área de Macroeconomia da Tendências, Alessandra Ribeiro, os números não abrem margem para o BC cortar os juros, com as estimativas para o IPCA sem amplas folgas em relação às metas, principalmente no ano que vem.

    As metas são de inflação em 4,25 por cento em 2019 e 4,0 por cento em 2020, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    'Essas projeções já estão incluindo esse cenário de atividade mais fraca e mesmo assim a gente vê inflação entre 3,8 por cento e 4,0 por cento (em 2020), muito alinhada à meta dependendo do câmbio', disse Ribeiro. 'Pelo menos por essas sinalizações eu não consigo ver espaço para corte de Selic.'

    Desde a semana passada, quando manteve os juros na mínima histórica de 6,5 por cento ao ano, o BC já havia indicado que, diante da retomada econômica abaixo da esperada, o balanço de riscos para a inflação passou a ter pesos iguais tanto para cima quanto para baixo.

    A decisão, a primeira com Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária, tirou o impedimento explícito que o BC vinha apontando para eventualmente diminuir os juros à frente. Mas o Copom indicou que seguirá atento ao desenrolar da atividade econômica antes de qualquer mudança de rota, numa avaliação que será feita com cautela e que lhe tomará tempo.

    'O Comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado. O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo', repetiu o BC nesta quinta-feira.

    No documento, o BC também reiterou que seguirá mantendo 'cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária'.

    'As projeções condicionais de inflação e a linguagem do relatório sugerem que o Copom é da opinião que o atual grau de acomodação monetária é justificado e que, diante da confortável trajetória condicional da inflação e do equilíbrio simétrico dos riscos inflacionários, o Copom não está interessado, no curto prazo, em adicionar ou remover estímulos monetários', avaliou o economista do Goldman Sachs Alberto Ramos, em nota.

    Para o time do Bradesco, o relatório reforça a expectativa de manutenção da Selic nas próximas reuniões.

    'Reconhecemos a possibilidade de corte de juros em algum momento do ano, caso as frustrações com a evolução da atividade econômica se materializem, em um contexto de expectativas de inflação bem ancoradas e avanço da agenda de reformas', trouxe nota do banco, assinada pelo diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos, Fernando Honorato Barbosa.

    'Entretanto, consideramos plausível que o Banco Central queira aguardar mais informações para reavaliar o cenário e decidir pela eventual necessidade de estímulo monetário adicional', acrescentou a nota.

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