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BC diz que tamanho e duração do ciclo de corte de juros dependerá de dados e prega política restritiva

BC diz que tamanho e duração do ciclo de corte de juros dependerá de dados e prega política restritiva

Reuters

03/02/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central em Brasília 17/12/2024. REUTERS/Adriano Machado
Sede do Banco Central em Brasília 17/12/2024. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  03/02/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 3 Fev (Reuters) - O Banco Central afirmou ⁠que a magnitude e a duração do ciclo de flexibilização monetária, que deve ser iniciado em março, serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que enfatizou necessidade de juros ainda restritivos para domar a inflação.

“Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços ainda dificultam a identificação de tendências claras”, disse o BC no documento, ​reafirmando seu compromisso com a meta de inflação de ⁠3%.

Na semana ⁠passada, a autarquia decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano e indicou que iniciará um ciclo de corte de juros em março, mas enfatizou que manterá 'a restrição adequada' para levar a inflação à meta.

O documento da reunião apontou que todos os membros da diretoria reafirmam a necessidade da manutenção do patamar de juros ‌em níveis restritivos, até que se consolide não apenas o processo de redução da inflação ​como também a ancoragem das expectativas de mercado para ‌os preços ao consumidor.

Essa ​visão, ​segundo a ata, se deve à 'resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho', com rendimentos reais médios que têm mantido a tendência ​de elevação acima do crescimento da produtividade.

O Copom explicou que a decisão de sinalizar um corte de juros na reunião de março foi tomada após análise de informações como a dinâmica recente da inflação e os 'sinais mais claros' de transmissão da política monetária para a economia, considerando suas defasagens.

Na discussão sobre a calibração dos juros, o BC destacou a melhora na inflação corrente e disse que as expectativas de mercado estão 'menos distantes' da meta.

O mercado financeiro tem melhorado as projeções para os preços no país, mas com maior resistência em períodos mais longos, sempre em níveis ainda fora do centro do alvo. A previsão para o IPCA de 2026 no boletim Focus caiu de 4,16% antes do encontro do Copom em dezembro para 4,00% antes ⁠do Copom da semana passada, ficando inalterada em 3,80% para 2027 e em 3,50% para 2028.

Na reunião, ‌o Copom manteve seu balanço de riscos ⁠para a inflação à frente, citando chances mais elevadas tanto de baixa quanto de alta. No entanto, passou a apontar 'alguma redução das incertezas concentradas nos horizontes mais próximos'.

Para o BC, ‍o cenário externo segue incerto, mas condições recentes sugerem algum arrefecimento na incerteza.

'Elevações das tensões geopolíticas e seus desdobramentos seguem sendo ​monitorados, ‌porém no contexto atual os preços das principais commodities permaneceram contidos, e as condições financeiras, favoráveis', disse.

Reuters

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