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    BC mantém juros em 6,5%, vê economia aquém do esperado e balanço equilibrado de riscos

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no piso histórico de 6,50 por cento ao ano e indicou que, diante da retomada econômica abaixo da esperada, o balanço de riscos para a inflação tem pesos iguais tanto para cima quanto para baixo.

    A decisão, a primeira com Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária, tira o impedimento explícito que o BC vinha apontando para possivelmente diminuir os juros à frente. Mas o Comitê de Política Monetária (Copom) assinalou que seguirá atento ao desenrolar da atividade econômica, o que tomará tempo.

    'O Comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado. O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo', diz o comunicado que acompanhou a decisão.

    O BC excluiu o trecho que apontava maior peso para fatores que na sua avaliação podem pressionar a inflação para cima: eventual frustração sobre a continuidade das reformas econômicas e deterioração do cenário externo para países emergentes.

    'O Comitê avalia que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico', afirmou.

    O BC indicou no documento que o risco de o nível de ociosidade na economia produzir perspectiva de inflação abaixo do esperado se equiparou ao peso contrário dos demais.

    'O comunicado revelou um tom mais 'dovish' (inclinado ao afrouxamento dos juros) para a política monetária, pavimentando o caminho para uma possível redução da Selic, embora não no curto prazo', avaliou em nota o ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman.

    Em pesquisa Reuters, os 21 economistas consultados esperavam que o BC manteria a Selic, o que ocorreu pela oitava reunião consecutiva do colegiado.

    Apesar de a Selic estar parada há um ano neste nível, a economia segue penando para ganhar tração, e a inflação continua em território confortável, cenário que vem embalando tanto apostas de aperto monetário mais demorado e suave à frente quanto de eventual corte nos juros para estimular a atividade.

    O BC avaliou no comunicado que indicadores recentes da atividade econômica 'apontam ritmo aquém do esperado', mas manteve a indicação de que usará cautela, serenidade e perseverança para conduzir a política monetária.

    Para Rodolfo Margato, economista do Santander Brasil, o documento referenda a projeção do banco de manutenção da Selic em 6,50 por cento ao ano até pelo menos meados de 2020.

    Mas ele reconheceu que a persistência de dados fracos de atividade pode fortalecer no mercado o debate sobre o espaço para novos cortes da Selic.

    A ideia é 'low for longer' (juros baixos por mais tempo), afirmou Margato.

    Já o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, ponderou que, com a simetria de riscos agora apontada, nada impede que o BC possa em algum momento reduzir a taxa de juros.

    'Tenho expectativa que a gente deve terminar o ano com Selic mais próxima de 6 ou em 6 do que 6,5 por cento. Acho que passando a reforma (da Previdência) no segundo semestre, a gente vai ter duas reduções da taxa de juros, iniciando em agosto ou setembro', disse.

    Na pesquisa Focus mais recente com uma centena de economistas, a expectativa segue de que a Selic fechará 2019 em 6,5 por cento, mas a visão é de que subirá menos em 2020, a 7,75 por cento, ante previsão anterior de 8 por cento.

    Em pesquisa Reuters, dos 18 economistas que deram uma perspectiva para 12 meses, sete disseram que o viés para os juros é neutro, enquanto sete disseram ser de alta e quatro afirmaram ser de baixa.

    Apesar de a inflação ter surpreendido para cima em fevereiro, no acumulado em 12 meses o IPCA atingiu 3,89 por cento, ainda distante do centro da meta oficial para 2019 de 4,25 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    No comunicado desta quarta, o BC manteve a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado, a 3,9 por cento, mesmo percentual calculado na reunião do Copom de fevereiro. Para 2020, a estimativa se manteve em 3,8 por cento, abaixo da meta de 4 por cento, com banda de tolerância de 1,5 ponto.

    Sobre o cenário externo, o BC assinalou que desde a última reunião do Copom, em fevereiro, os riscos ligados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas recuaram. Em contrapartida, subiram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas.

    Também nesta quarta-feira, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, manteve o juro básico do país e sinalizou que não aumentará taxas neste ano.

    (Edição de José de Castro)

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    BC mantém Selic em 6,5%, vê melhora em riscos inflacionários, mas não abre porta para cortar juros

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, e indicou que o quadro para a inflação ficou mais benigno, embora siga vendo assimetria no seu balanço de riscos.

    Com isso, manteve o tom de cautela sobre o que fará à frente, sem abrir a porta para eventual diminuição da Selic em meio ao ambiente de inflação comportada e atividade econômica sem grande vigor.

    Nas palavras do BC, houve 'arrefecimento dos riscos inflacionários', especialmente quanto à cena global, desde o última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em dezembro.

    'O cenário externo permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos. Por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit', informou o BC no comunicado da decisão.

    Ainda assim, o BC destacou que a assimetria persiste no seu balanço de riscos, com maior peso relacionado aos fatores que podem pressionar a inflação para cima: eventual frustração sobre a continuidade das reformas econômicas no Brasil e deterioração do cenário externo para economias emergentes.

    Em pesquisa Reuters, todos os 28 economistas entrevistados pela Reuters já esperavam que o BC mantivesse sua taxa básica de juros inalterada pela sétima reunião consecutiva.

    Por isso, as atenções estavam voltadas para as novidades na comunicação do BC, já que a lenta recuperação da economia, num quadro de inflação controlada e expectativas ancoradas, tem aberto o debate sobre o quão estimulativo o BC está sendo --e poderia ser-- para impulsar a atividade.

    Nesta quarta-feira, a autoridade monetária reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

    Também repetiu que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, sendo que a avaliação do que fará à frente continuará pautada por 'cautela, serenidade e perseverança'.

    Expectativas positivas em relação à reforma da Previdência, considerada crucial para o reequilíbrio das contas públicas, têm ajudado o movimento do real contra o dólar, movimento que limita os preços de importados e sua pressão sobre a inflação.

    Na semana passada, o BC norte-americano também adotou um tom cauteloso em função das incertezas ligadas à economia dos Estados Unidos, sugerindo que fará uma pausa em seu ciclo de alta de juros, ou até mesmo afrouxará a política monetária se a economia assim o exigir.

    Como juros mais altos têm potencial de atrair à maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira, a posição mais comedida do Fed ajudou a embalar os mercados emergentes.

    Tudo posto, agentes do mercado passaram a ver a Selic estacionada por mais tempo no atual patamar. Uma minoria passou ainda a aventar eventual diminuição dos juros.

    'No todo, a mensagem trazida por este comunicado reforça a perspectiva de estabilidade de juros no cenário atual: seria preciso que uma evolução pior da atividade, ou melhor das reformas/cenário externo, alterasse seu balanço de riscos e eliminasse a assimetria, para trazer a discussão de nova queda de juros à mesa', afirmou a Rosenberg Associados em nota a clientes. 'Por ora, este não é nosso cenário base, razão pela qual mantemos a expectativa de Selic estável ao longo do ano.'

    Dos 22 economistas que responderam à Reuters sobre a tendência dos juros para o resto do ano, 12 disseram esperar a manutenção da atual taxa, oito afirmaram acreditar em juros mais altos e dois apostaram em juros mais baixos, numa visão mais 'dovish' do que a que vinha sendo apontada até então.

    Em dezembro, nenhum dos economistas consultados pela Reuters previa corte da Selic neste ano e ampla maioria apostava num início de aperto monetário neste ano.

    Na mais recente pesquisa Focus, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, o mercado também revisou para baixo a projeção para a taxa básica de juros e passou a considerar que não haverá mudanças neste ano. Antes, a visão era que a Selic encerraria 2019 em 7 por cento.

    Considerando justamente as premissas da última pesquisa Focus para os juros e para o câmbio, o BC manteve a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado a 3,9 por cento, mesmo patamar visto no Relatório Trimestral de Inflação, de dezembro. Para 2020, a estimativa subiu agora a 3,8 por cento, contra 3,6 por cento anteriormente.

    Na prática isso quer dizer que, mesmo sem considerar uma alta dos juros neste ano, o IPCA, pelos cálculos do BC, deve seguir abaixo da meta neste ano e no próximo.

    O centro da meta oficial de inflação de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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    BC mantém juros em 6,5% e abandona sugestão de alta à frente

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico de 6,5 por cento, conforme amplamente esperado pelo mercado, e indicou que vê um quadro mais benigno para a inflação, que deve jogar para frente o início de um aperto monetário.

    Ao falar sobre os riscos que enxerga para o avanço de preços na economia, o BC disse no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) que houve, de um lado, elevação no risco do nível de ociosidade elevado produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado.

    Quanto ao risco associado à frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia, que poderia afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação, o BC destacou que houve 'arrefecimento'.

    O BC também melhorou a projeção para o IPCA em 2018 pelo cenário de mercado a 3,7 por cento, sobre 4,4 por cento antes. Para 2019 e 2020, a estimativa foi a 3,9 e 3,6 por cento, ante 4,2 por cento e 3,7 por cento anteriormente.

    Com isso, os cálculos -- que levaram em conta a Selic fechando 2019 em 7,5 por cento e 2020 em 8 por cento -- ficaram ainda mais longe do centro da meta de inflação, que é de 4,5 por cento em 2018, 4,25 por cento em 2019 e 4,0 por cento em 2020, sempre com banda de 1,5 ponto para mais ou para menos.

    'O Copom está vendo cenário muito tranquilo para inflação no ano que vem, não há muito desconforto em deixar (a Selic em) 6,5 por cento por tempo indeterminado e seguir acompanhando evolução do mercado', avaliou o economista do Santander Luciano Sobral, que prevê uma taxa básica de juros estável ao longo do ano que vem.

    Em pesquisa Reuters, todos os 35 economistas consultados pela Reuters já esperavam a manutenção da Selic neste patamar, o que ocorreu pela sexta reunião consecutiva do Copom.

    A decisão ressalta a persistente ociosidade que assola a maior economia da América Latina, com o desemprego de dois dígitos limitando a alta dos salários, enquanto o crescimento econômico segue vagaroso.

    O quadro tem contido pressões inflacionárias e feito economistas apostarem que a Selic seguirá neste nível por ainda mais tempo. Apenas quatro de 33 economistas que responderam a uma questão adicional em pesquisa Reuters esperam que o BC eleve os juros antes do segundo semestre de 2019, e seis projetaram o primeiro aumento em 2020.

    Em sua última reunião do ano, o BC apontou novamente que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

    Ao mesmo tempo, excluiu trecho que vinha utilizando logo na sequência de que 'esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora'.

    (Por Marcela Ayres)

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    BC mantém Selic em 6,5% e sinaliza que não há urgência para aumento de juros

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento ao ano, e ponderou que houve alguma melhora em seu balanço de riscos, corroborando apostas no mercado de que não subirá a Selic tão cedo, embora tenha mantido a porta aberta para fazê-lo se houver piora no quadro inflacionário.

    A mensagem vem em meio ao alívio recente nos mercados com o favoritismo e posterior vitória de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência do país.

    Em comunicado com poucas alterações em relação à decisão anterior, o Comitê de Política Monetária (Copom) não fez nenhuma menção à disputa ao Palácio do Planalto em seu primeiro encontro após a definição eleitoral.

    'O Copom reitera que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural', diz um trecho do comunicado.

    'Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora.'

    Ao falar sobre os riscos que vê em seu cenário básico para inflação, destacou que permanecem fatores em ambas as direções, mas com maior peso nos que pressionam a inflação para cima: frustração quanto à continuidade de reformas na economia e deterioração do cenário externo para emergentes.

    Ressaltou, entretanto, que 'o Comitê julga que o grau de assimetria do balanço de riscos diminuiu desde sua reunião anterior'.

    Em setembro, o BC havia dito que esses dois riscos haviam se elevado.

    'Nesse sentido ele teve uma postura menos dura do que no comunicado anterior. Eu acho que o comunicado na minha avaliação sugere que o nome do jogo é não aumentar juros', afirmou o economista-chefe da Opus, José Márcio Camargo.

    'Não existe nenhum sintoma nesse momento de pressão inflacionária, nem hoje nem no futuro próximo, portanto não vejo nenhuma razão neste momento para imaginar que o BC vai entrar numa trajetória de aperto na política monetária', acrescentou.

    Em nota a clientes, a Rosenberg Associados avaliou que a sinalização de uma maior simetria no balanço, mas com o reconhecimento de que os riscos altistas ainda têm peso maior, constituem 'uma maneira de refrear possíveis apostas em novas reduções de juros, que poderiam derivar de uma simetria total do balanço de riscos'.

    'O cenário básico, portanto, é de manutenção dos juros', escreveu a equipe de macroeconomia da casa.

    A economista Camila Abdelmalack, da CM Research, previu que, 'salvo alguma mudança expressiva no cenário doméstico', a Selic deve seguir em 6,5 por cento até o terceiro trimestre de 2019

    Em pesquisa Reuters, 40 de 42 economistas já esperavam que o BC deixasse os juros inalterados, o que ocorreu pela quinta reunião consecutiva do Copom. Os dois votos dissidentes, da Capital Economics e HSBC, esperavam aumento de 0,25 ponto percentual.

    TRAJETÓRIA DA SELIC

    A ligeira mudança na comunicação do BC vem após ele ter sinalizado em setembro que poderia subir a Selic à frente caso houvesse piora do quadro inflacionário, conforme incertezas ligadas às eleições e um movimento global de aversão a risco pressionavam o câmbio aos valores mais altos desde a criação do real.

    De lá para cá, contudo, a moeda norte-americana passou a recuar após pesquisas mostrarem forte apoio a Bolsonaro, abraçado pelo mercado como o candidato reformista após a falta de tração de Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida presidencial.

    O recuo do dólar frente ao real pode baratear importados e insumos da indústria e agricultura, reforçando a perspectiva de inflação lenta nos próximos meses. Em outubro, a moeda teve a maior queda percentual ante o real desde junho de 2016, para o patamar de 3,70 reais, com o qual deve continuar flertando.

    Embora a inflação em 12 meses tenha subido acima do centro da meta deste ano de 4,5 por cento, o chamado núcleo da inflação, que não leva em conta componentes voláteis, tem ficado contido, em meio à lenta recuperação econômica e desemprego elevado.

    Refletindo esse cenário, o BC elevou a projeção de inflação para 2018 pelo cenário de mercado a 4,4 por cento, sobre 4,1 por cento antes. Para 2019 e 2020, a estimativa foi a 4,2 e 3,7 por cento, ante 4,0 por cento e 3,6 por cento anteriormente.

    As contas partem de projeções dadas pelos economistas na última pesquisa Focus, de Selic em 6,5 por cento ao fim deste ano, subindo a 8 por cento em 2019 e permanecendo neste patamar até o final de 2020. Para o câmbio, as estimativas do mercado são de que irá fechar 2018 a 3,71 reais, avançando a 3,80 reais em 2019 e recuando a 3,75 reais a 2020.

    Após a vitória na corrida ao Palácio do Planalto, Bolsonaro se comprometeu com a responsabilidade fiscal e, recentemente, fez acenos quanto à aprovação de parte de uma reforma da Previdência ainda neste ano.

    Apesar da falta de detalhamento sobre as propostas e da ausência de alinhamento sobre temas econômicos entre homens-fortes de seu entorno, o mercado tem se fiado na perspectiva de que Bolsonaro cumprirá as reformas propostas por seu principal assessor econômico, o economista liberal Paulo Guedes, notório defensor de privatizações, mudanças nas regras de acesso à aposentadoria e redução do tamanho do Estado.

    Em pesquisa Reuters, inclusive, economistas apontaram que o BC deve demorar ainda mais para elevar os juros, ante expectativa anterior de que já deixaria a tarefa para 2019.

    Em seu comunicado, o BC voltou a dizer que a continuidade do processo de reformas é 'essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia'.

    'O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes', repetiu.

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    BC mantém Selic em 6,5%, diz que pode subir juros se quadro piorar

    Por Marcela Ayres e Bruno Federowski

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, mas apontou que pode subir a Selic à frente caso haja piora do quadro atual, conforme as incertezas ligadas às eleições vêm guiando uma escalada do dólar frente ao real.

    'O Copom reitera que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora', disse o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Em pesquisa Reuters, 39 de 40 economistas já esperavam que a taxa fosse mantida pela quarta reunião consecutiva do Copom, a última antes da eleição do próximo presidente do Brasil. O único voto dissidente, do Societe Generale, previa elevação de 0,25 ponto percentual, a 6,75 por cento.

    A mudança na comunicação do BC, embora esperada, representa uma postura mais firme em relação à eventual elevação dos juros depois de o BC ter optado por se abster de dar sinalizações diante do atual nível de incertezas.

    No comunicado, a autoridade monetária também passou a ver um cenário menos favorável para a inflação. Agora, avaliou 'que diversas medidas de inflação subjacente se encontram em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária'. Em agosto, pontuara que essas medidas de inflação subjacente seguiam 'em níveis baixos'.

    Em outra frente, também avaliou que os riscos para uma inflação mais alta se elevaram, com referência à deterioração do cenário externo para emergentes e à frustração sobre a continuidade de reformas econômicas no país.

    A preocupação de que o vencedor da corrida presidencial não consiga implementar uma agenda de reformas econômicas para reequilibrar as contas públicas e estabilizar o endividamento magnificaram o efeito das perdas em mercados emergentes sobre o Brasil, levando o dólar para perto de suas máximas históricas frente ao real.

    O fortalecimento da moeda norte-americana pode elevar os preços de importados e acelerar a inflação, embora o desemprego elevado e a alta capacidade ociosa das empresas deva limitar esse repasse.

    'Uma depreciação razoável, acima do patamar atual, poderia levar o Banco Central a agir aumentando a taxa de juros. Essa depreciação não vista como temporária. Ou seja, desde que o mercado avalie com ceticismo a realização de um ajuste fiscal no Brasil', afirmou o economista-chefe do Santander, Mauricio Molan.

    Ele ressalvou, contudo, que o cenário do Santander é de que não haverá alta de juros até o fim do ano.

    A próxima reunião do Copom acontecerá em 30 e 31 de outubro, após a possível realização do segundo turno do pleito presidencial, em 28 de outubro.

    Para a economista-chefe da Rosenberg, Thaís Zara, o BC fez um seguro para subir os juros, se necessário, embora não tenha indicado este caminho como o mais provável.

    'A variável chave nessa decisão será o câmbio: se ele avançar muito mais do que os 4,15 reais contemplados no cenário de juros e câmbio constante, a projeção para 2019 tende a se afastar muito do centro da meta, levando-o a agir', completou ela, em nota a clientes.

    Nesta quarta-feira, o BC repetiu que a política monetária só reagirá aos movimentos cambiais se eles afetarem outros preços ou expectativas. Também voltou a ponderar que os efeitos desses choques podem ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas de inflação ancoradas nas metas.

    No cenário com juros constantes no patamar atual e dólar constante a 4,15 reais, o BC passou a ver a inflação subindo 4,4 por cento em 2018 e 4,5 por cento em 2019, passando do centro da meta no último caso.

    O alvo oficial perseguido pelo governo para o IPCA neste ano é de 4,50 por cento e, para o ano que vem, de 4,25 por cento, sendo que para ambos os anos há margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Considerando o cenário de mercado, contudo, o BC diminuiu a projeção de inflação para 2018 a 4,1 por cento, sobre 4,2 por cento antes. Para 2019, a estimativa subiu a 4,0 por cento, contra 3,8 por cento anteriormente.

    Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, a expectativa é de que a inflação fechará este ano em 4,09 por cento, indo a 4,11 por cento no ano que vem.

    (Com reportagem adicional de Mateus Maia)

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    BC mantém juros em 6,50% e diz que recuperação da economia será 'mais gradual' após greve

    Por Patrícia Duarte

    SÃO PAULO, 20 Jun (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa básica de juros em 6,50 por cento ao ano, como esperado e pela segunda vez seguida, citando piora no mercado externo e, ao mesmo, recuperação mais gradual da economia brasileira neste ano após a greve dos caminhoneiros.

    Com isso, segundo especialistas ouvidos pela Reuters, o BC indicou que não deve mexer tão cedo na Selic.

    O Copom entende que deve pautar sua atuação com foco na evolução das projeções e expectativas de inflação, do seu balanço de riscos e da atividade econômica , afirmou o BC em comunicado, em meio ao movimento que levou à forte valorização do dólar nos últimos meses. Choques que produzam ajustes de preços relativos devem ser combatidos apenas no impacto secundário que poderão ter na inflação prospectiva , acrescentou.

    Pesquisa da Reuters mostrou que 36 de 37 economistas esperavam que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantivesse a Selic agora, sugerindo que repetidas declarações do BC de que não havia relação mecânica entre o câmbio e a política monetária limitaram as apostas em altas de juros, mesmo após o dólar atingir as máximas em dois anos, acima do patamar de 3,90 reais.

    Desde a última reunião do Copom, em 16 de maio, o dólar chegou a saltar quase 7 por cento até o dia 7 deste mês, pico do período e quando fechou a 3,9258 reais. Em quatro meses até maio, a moeda norte-americana acumulou valorização de 17,5 por cento.

    Diante disso, o BC intensificou ainda mais sua intervenção no mercado cambial e, deste então, o dólar tem se estabilizado ao redor do patamar de 3,75 reais.

    Para o BC, o cenário externo seguiu mais desafiador e apresentou volatilidade em grande parte pela normalização nas taxas de juros em algumas economias avançadas, o que gerou ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes.

    Assim, o BC voltou a dizer que choques vindos da cena externa, leia-se câmbio, podem ser mitigados pela ociosidade na economia e expectativas de inflação ancoradas nas metas. Portanto, não há relação mecânica entre choques recentes e a política monetária , reiterou.

    A autoridade monetária também citou a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias em maio e gerou forte desabastecimento no país todo, como um fator que dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica , mas que indicadores referentes ao mês passado e provavelmente a junho deverão refletir os efeitos dessa paralisação.

    Assim, o cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual . Até então, o BC se referia à recuperação como consistente, mas gradual .

    Vemos que a taxa (Selic) tem espaço e deve ser mantida em 6,5 por cento até o segundo semestre do ano que vem , afirmou a economista-sênior do banco Santander, Tatiana Pinheiro. Principalmente o que vai se destacar e servir de âncora para esse cenário é a ociosidade do cenário , acrescentou.

    O BC também ampliou sua projeção de inflação a 4,2 por cento em 2018, ante 3,6 por cento em seu último cálculo, pelo cenário de mercado. Para 2019, a conta recuou a 3,7 por cento, contra 3,9 por cento antes.

    No cenário com juros e câmbio constantes, as projeções de inflação situam-se em torno de 4,2 e 4,1 por cento para 2018 e 2019, respectivamente, sobre cerca de 4 por cento antes.

    Segundo a pesquisa Focus do BC mais recente, a inflação provavelmente terminará o ano a 3,88 por cento, abaixo do centro da meta de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, acelerando então a 4,10 por cento em 2019.

    A pesquisa Reuters também mostrou que apenas 4 de 31 economistas que responderam a uma pergunta adicional esperavam que o BC elevasse os juros neste ano. A maioria dos 19 que também haviam respondido à mesma pergunta no levantamento de maio manteve suas projeções, e o restante dividia-se igualmente entre adiar e atrasar as apostas sobre o aperto monetário.

    (Com reportagem adicional de Laís Martins)

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