Ministro da extrema direita de Israel discute com supermodelo Bella Hadid sobre direitos palestinos
Ministro da extrema direita de Israel discute com supermodelo Bella Hadid sobre direitos palestinos
Reuters
25/08/2023
JERUSALÉM (Reuters) - O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema direita, discutiu nesta sexta-feira com a supermodelo norte-americana Bella Hadid por causa de comentários feitos por ele nesta semana, que os palestinos condenaram como racistas.
Numa entrevista ao N12 News na quarta-feira, Ben-Gvir disse que o direito à vida e ao movimento dos colonos judeus na Cisjordânia ocupada superou o direito ao movimento dos palestinos.
Ben-Gvir, que vive no assentamento judaico de Kiryat Arba, perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia, disse na entrevista que as restrições eram necessárias para proteger a segurança de sua família.
'O meu direito, o direito da minha esposa, o direito dos meus filhos de viajar nas estradas da Judeia e Samaria é mais importante do que o direito de movimento dos árabes', disse ele, referindo-se à Cisjordânia pelo seu nome hebraico bíblico.
A supermodelo Bella Hadid, cujo pai é palestino e que tem defendido abertamente os direitos palestinos, criticou o comentário de Ben-Gvir no Instagram, onde tem cerca de 60 milhões de seguidores.
'Em nenhum lugar, em nenhum momento, especialmente em 2023, uma vida deveria ser mais valiosa do que a outra. Especialmente simplesmente por causa de sua etnia, cultura ou puro ódio', escreveu ela na quinta-feira.
Ben-Gvir respondeu em um comunicado nesta sexta, chamando Hadid de 'odiadora de Israel' e disse que ela compartilhou apenas um trecho de sua entrevista em sua conta nas redes sociais para retratá-lo como racista.
O Ministério das Relações Exteriores palestino condenou na quinta-feira o comentário de Ben-Gvir como 'racista e hediondo' e disse que 'apenas confirma o regime de apartheid de Israel de supremacia judaica'.
Ben-Gvir, membro da coligação nacionalista-religiosa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem condenações anteriores de apoio ao terrorismo e incitamento anti-árabe. Ele diz que suas opiniões se tornaram mais moderadas desde que ingressou no governo, sem entrar em mais detalhes.
(Reportagem de Henriette Chacar)
Reuters

