Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Ministros das Finanças de 11 países pedem cessar-fogo total na guerra do Irã

Ministros das Finanças de 11 países pedem cessar-fogo total na guerra do Irã

Reuters

15/04/2026

Placeholder - loading - Ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves 24 de março de 2026 House of Commons/Divulgação via REUTERS
Ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves 24 de março de 2026 House of Commons/Divulgação via REUTERS

Por William Schomberg

WASHINGTON, 15 Abr (Reuters) - Os ministros ​das Finanças de 11 países, liderados pelo Reino Unido, pediram nesta quarta-feira aos EUA, a Israel e ao Irã que implementem o cessar-fogo na íntegra, alertando que o conflito pesará sobre a economia e os mercados globais, ainda que seja resolvido em breve.

Uma declaração conjunta foi acertada um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortar suas previsões para o crescimento econômico global em função da guerra. A declaração foi assinada por ministros de Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia e Nova Zelândia, além ⁠do Reino ⁠Unido.

O texto conclamou 'todas as partes' a ​implementar integralmente ‌o cessar-fogo acordado no início deste mês e disse que a guerra havia causado uma perda inaceitável de vidas.

'O recrudescimento das hostilidades, a ampliação do conflito ou a continuidade das perturbações no Estreito de Ormuz representariam sérios ⁠riscos adicionais à segurança energética global, às cadeias de suprimentos e à ​estabilidade econômica e financeira', afirmaram os ministros.

'Mesmo com uma solução duradoura para o ​conflito, os impactos sobre o crescimento, a inflação ‌e os mercados persistirão', ​acrescentaram, em ⁠declaração emitida pelo governo do Reino Unido durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.

Cientes do aumento da dívida pública para ajudar famílias e ​empresas durante a pandemia de Covid-19 e após a invasão da Ucrânia pela Rússia, os ministros se comprometeram a ser fiscalmente responsáveis com qualquer novo apoio que seja direcionado a quem precisa de apoio.

'Nós nos comprometemos a evitar, e pedimos a ​todos os países que evitem, ações protecionistas, incluindo controles de exportação injustificados, estocagem e outras barreiras comerciais nas cadeias de suprimentos de hidrocarbonetos e em outras afetadas pela crise', disseram as autoridades.

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, que esta semana criticou a estratégia dos EUA na guerra com o Irã, manteve os apelos para o fim do conflito, que não recebeu o apoio de Londres.

'Um cessar-fogo sustentado e ​evitar respostas impulsivas são fundamentais para limitar os custos para as famílias', disse ela em ‌uma declaração própria nesta quarta-feira.

Na véspera, ⁠o presidente dos EUA, Donald Trump, ampliou suas críticas ao governo do Reino Unido por não ter aderido à guerra com o Irã. Trump disse ainda que ⁠o acordo comercial do país com os EUA 'sempre pode ⁠ser mudado'.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse ⁠nesta quarta-feira que ⁠não ​cederia à pressão de Trump para aderir à guerra.

(Reportagem de William James e Sam Tabahriti)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.