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    Mortes por coronavírus no mundo passam de meio milhão

    Placeholder - loading - Cemitério Parque Tarumã, em Manaus 15/06/2020 REUTERS/Bruno Kelly/File Photo
    Cemitério Parque Tarumã, em Manaus 15/06/2020 REUTERS/Bruno Kelly/File Photo

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    Por Jane Wardell e Cate Cadell

    SYDNEY/PEQUIM (Reuters) - O número de mortes decorrentes da Covid-19 ultrapassou meio milhão no domingo, de acordo com uma contagem da Reuters, um marco aterrorizador da pandemia global, que parece ressurgir em alguns países enquanto outras regiões ainda sofrem com a primeira onda.

    A doença respiratória causada pelo novo coronavírus é particularmente perigosa para os idosos, mas outros adultos e também crianças estão entre as 501 mil vítimas fatais e 10,1 milhões de casos registrados.

    Embora o número total de mortes tenha se estabilizado nas últimas semanas, especialistas de saúde expressam preocupações com as cifras recordes de casos novos em países como Estados Unidos, Índia e Brasil, e também com novos surtos em partes da Ásia.

    Mais de 4.700 pessoas estão morrendo de doenças ligadas à Covid-19 a cada 24 horas, segundo cálculos da Reuters com base em uma média vista entre 1º e 27 de junho.

    Isto equivale a 196 pessoas por hora, ou uma pessoa a cada 18 segundos.

    Até agora, cerca de um quarto de todas as mortes ocorreram nos EUA, como mostram dados da Reuters. O aumento recente de casos é mais pronunciado em Estados do sul e do oeste do país, que realizaram reaberturas precoces das atividades. No domingo, autoridades norte-americanas relataram cerca de 44.700 casos novos e 508 mortes adicionais.

    A quantidade de casos também cresce rapidamente na América Latina, que ultrapassou no domingo o total de infecções diagnosticadas na Europa, o que torna a região a segunda mais afetada pela pandemia -- a primeira é a América do Norte.

    Do outro lado do mundo, autoridades da Austrália cogitavam readotar medidas de distanciamento social em algumas regiões nesta segunda-feira depois de relatarem o maior aumento diário de infecções em mais de dois meses.

    A primeira morte registrada do novo vírus aconteceu em 9 de janeiro, um homem de 61 anos da cidade chinesa de Wuhan que frequentava um mercado de produtos perecíveis que foi identificado como a fonte do surto.

    Em meros cinco meses, o número de mortes da Covid-19 superou o de vítimas fatais anuais da malária, uma das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo.

    Especialistas de saúde pública estão analisando como a demografia afeta as taxas de mortalidade em regiões diferentes -- alguns países europeus com populações mais idosas relataram taxas de mortalidade mais altas, por exemplo.

    Escrito por Reuters

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