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Negociações comerciais do G7 miram minerais essenciais em meio a tensões tarifárias entre EUA e UE

Negociações comerciais do G7 miram minerais essenciais em meio a tensões tarifárias entre EUA e UE

Reuters

06/05/2026

Placeholder - loading - Reunião dos ministros de Comércio do G7 em Paris  6 de maio de 2026. Aurelien Morissard/Pool via REUTERS
Reunião dos ministros de Comércio do G7 em Paris 6 de maio de 2026. Aurelien Morissard/Pool via REUTERS

Atualizada em  06/05/2026

Por Elizabeth Howcroft

PARIS, 6 Mai (Reuters) - Os ​ministros do Comércio do G7, reunidos em Paris nesta quarta-feira, buscaram um terreno comum para garantir o fornecimento de minerais essenciais que são dominados pela China, mas as novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra os carros fabricados pela União Europeia podem prejudicar a unidade.

A França quer que a oferta de minerais críticos esteja entre os resultados mais concretos durante sua presidência do G7, no momento em que os ministros se preparam para uma cúpula de líderes em meados ⁠de ⁠junho, disse o ministro do Comércio ​Exterior, Nicolas ‌Forissier, ao chegar para as negociações.

'Acredito que faremos progressos muito concretos em relação a terras raras e minerais críticos, protegendo nossas cadeias de oferta e garantindo que não sejamos reféns de determinados países', disse ⁠ele.

As autoridades envolvidas nas discussões disseram que há um amplo consenso ​sobre a necessidade de reduzir a dependência da China, mas que ainda ​existem diferenças significativas sobre como fazer isso.

A participação ‌da China no ​mercado de ⁠minerais usados em tudo, desde veículos elétricos e turbinas eólicas até eletrônicos e sistemas de defesa, é tão dominante que o país pode fixar preços baixos o ​suficiente para eliminar concorrentes, afirmou o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, na terça-feira.

Os países do G7 buscarão “garantir que tentativas ou ameaças de transformar dependências econômicas em armas fracassem”, disseram os ministros do Comércio em um ​comunicado conjunto após a reunião.

Autoridades envolvidas nas discussões afirmaram que houve amplo consenso sobre a necessidade de reduzir a dependência da China, mas que persistem diferenças significativas sobre como fazer isso, com dois conjuntos de propostas vindos dos lados europeu e norte-americano.

A unidade do G7 também está sendo testada por comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que Washington aumentará as tarifas ​sobre os carros fabricados na União Europeia de 15% para 25%, argumentando que Bruxelas ‌não está cumprindo um acordo ⁠comercial firmado em Turnberry, na Escócia, no ano passado.

Parlamentares e governos da União Europeia trabalhavam nesta quarta-feira para finalizar um texto comum sobre a legislação ⁠para implementar o acordo, embora divergências sobre salvaguardas ⁠tenham tornado mais difícil chegar a ⁠um entendimento rápido.

(Reportagem ⁠de ​Elizabeth Howcroft, Makini Brice e Leigh Thomas em Paris e Kirsti Knolle em Berlim)

Reuters

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