Netanyahu está buscando a guerra 'por sua carreira pessoal', diz ministro palestino
Netanyahu está buscando a guerra 'por sua carreira pessoal', diz ministro palestino
Reuters
14/02/2024
NICÓSIA (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Maliki, acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira, de se preocupar apenas com sua sobrevivência política, conforme as tentativas de encerrar o conflito em Gaza pareciam inconclusivas.
Mais de 28.000 pessoas foram mortas e 68.000 ficaram feridas em Gaza durante a campanha militar de retaliação de Israel contra os militantes do Hamas, que comandam o enclave após o ataque mortal no sul de Israel em 7 de outubro, quando mataram 1.200 pessoas e fizeram 253 reféns.
Agora, aumentam as preocupações com uma ofensiva terrestre israelense contra a cidade de Rafah, um último refúgio para mais de um milhão de palestinos praticamente presos depois que fugiram para o sul do enclave para evitar os ataques israelenses.
Maliki, membro da Autoridade Palestina que administra a Cisjordânia, disse que era imperativo encontrar maneiras de evitar um ataque a Rafah.
'Netanyahu está determinado a continuar a guerra por sua carreira pessoal, por seu futuro pessoal, e está muito claro que ele não se importa com o destino, com as vidas de pessoas inocentes, tanto em Israel quanto na Palestina, com os reféns israelenses e com os inocentes palestinos em Gaza', disse Maliki após se reunir com Constantinos Kombos, ministro das Relações Exteriores de Chipre.
Em Jerusalém, não houve resposta imediata do gabinete de Netanyahu a um pedido de comentário sobre a observação de Maliki.
Chipre, o Estado-membro da UE mais próximo do Oriente Médio, propôs a criação de um corredor marítimo exclusivo e unidirecional para entregar ajuda diretamente a Gaza. O projeto não pode sair do papel sem um cessar-fogo contínuo.
'Concordamos que o aumento das necessidades humanitárias exige um fluxo de ajuda em escala e sem obstáculos', disse o ministro cipriota.
(Reportagem de Michele Kambas, reportagem adicional de Maayan Lubell)
Reuters

