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Número recorde de húngaros comparece às urnas em eleição que pode destituir Orbán e abalar Rússia

Número recorde de húngaros comparece às urnas em eleição que pode destituir Orbán e abalar Rússia

Reuters

12/04/2026

Placeholder - loading - Peter Magyar, líder do partido de oposição Tisza 12 de abril de 2026 REUTERS/Marton Monus
Peter Magyar, líder do partido de oposição Tisza 12 de abril de 2026 REUTERS/Marton Monus

Por Gergely Szakacs e Krisztina Than

BUDAPESTE, ​12 Abr (Reuters) - Os húngaros compareciam às urnas neste domingo em uma eleição com potencial de encerrar o domínio do primeiro-ministro Viktor Orbán, há 16 anos no poder, abalar a Rússia e enviar ondas de choque pelos círculos de direita em todo o Ocidente, incluindo a Casa Branca do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nacionalista eurocético, Orbán criou um modelo de 'democracia iliberal' visto como um exemplo pelo movimento ⁠Make ⁠America Great Again (MAGA) de Trump ​e seus ‌admiradores na Europa.

Mas muitos húngaros se cansaram de Orbán, de 62 anos, após três anos de estagnação econômica e aumento do custo de vida, juntamente com relatos de oligarcas ⁠próximos ao governo acumulando mais riqueza.

Pesquisas de opinião mostraram que ​o partido Fidesz, de Orbán, tem entre 7 a 9 ​pontos percentuais menos que o novo ‌partido de oposição ​de centro-direita ⁠Tisza, de Peter Magyar, com o Tisza em torno de 38-41%.

COMPARECIMENTO ÀS URNAS

Pesquisadores previam um comparecimento recorde de eleitores e os dados preliminares ​mostraram que 66% dos eleitores haviam votado, acima dos 52,75% registrados no mesmo ponto na eleição de 2022. Imagens de televisão mostraram longas filas do lado de fora de algumas seções ​de votação em Budapeste.

Após votar em Budapeste, Magyar disse que os húngaros escreveriam a história ao escolherem 'entre o Oriente e o Ocidente', e pediu aos eleitores que denunciassem quaisquer irregularidades.

'A fraude eleitoral é um crime muito sério', acrescentou.

Magyar mostrou-se confiante com relação ao resultado, dizendo que a única questão é se o Tisza ganhará uma maioria ​simples ou uma maioria de dois terços no Parlamento de 199 ‌assentos, o que lhe permitiria alterar ⁠a constituição da Hungria.

Orbán, que votou no mesmo distrito de Budapeste e venceu as últimas quatro eleições, disse a jornalistas: 'Há ⁠uma constituição na Hungria e ela precisa ⁠ser seguida. A decisão do ⁠povo precisa ser ⁠respeitada'.

(Reportagem ​adicional de Krisztina Than, Anita Komuves, Lili Bayer, Thomas Holdstock, Judith Langowski)

Reuters

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