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OMS diz que dispõe de menos da metade dos recursos necessários para combater Ebola

OMS diz que dispõe de menos da metade dos recursos necessários para combater Ebola

Reuters

14/07/2026

Placeholder - loading - Profissional de saúde ao lado de pessoas deslocadas que aguardam enterro de vítimas com suspeita de Ebola no leste da República Democrática do Congo   18 de junho de 2026   REUTERS/Gradel Muyisa Mumbe
Profissional de saúde ao lado de pessoas deslocadas que aguardam enterro de vítimas com suspeita de Ebola no leste da República Democrática do Congo 18 de junho de 2026 REUTERS/Gradel Muyisa Mumbe

GENEBRA, 14 Jul (Reuters) - A ​Organização Mundial da Saúde recebeu menos da metade dos recursos necessários para combater o surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo, afirmou na terça-feira um representante da OMS, instando os doadores a não abandonarem o país nesta fase crítica da epidemia.

A agência global de saúde ⁠recebeu ⁠cerca de 40% dos US$115 ​milhões ‌solicitados para combater o surto da cepa Bundibugyo, para o qual não há tratamento ou vacina comprovados. Pelo menos 1.926 ⁠pessoas foram infectadas e 702 morreram, segundo dados ​do governo.

“Este surto exige recursos à altura da ​magnitude dos desafios que ‌estamos enfrentando. E ​esse ⁠não é um fardo que a RDC possa carregar sozinha”, afirmou Chikwe Ihekweazu, chefe do Programa de ​Emergências de Saúde da OMS, a repórteres em Genebra após uma visita à província de Ituri, a mais afetada.

Ihekweazu disse que a ​resposta chegou a um ponto crítico, sendo necessários esforços intensificados para detectar e isolar pacientes depois que os casos se espalharam nesta semana para duas novas províncias.

“É um pouco como uma maratona. Não se pode desistir após a primeira ou ​a segunda volta. É preciso continuar se esforçando mesmo ‌quando se está ficando ⁠cansado e exausto”, declarou.

Ele reiterou as estimativas de que o número real de casos de ⁠Ebola no Congo é pelo ⁠menos o dobro, ⁠e possivelmente ⁠mais ​de quatro vezes, do número oficial.

(Reportagem de Emma Farge)

Reuters

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