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OMS diz que surto de ebola em Uganda chegou ao fim; casos aumentam no Congo

OMS diz que surto de ebola em Uganda chegou ao fim; casos aumentam no Congo

Reuters

26/08/2026

Placeholder - loading - Pessoas observam profissional de saúde com equipamento de proteção individual (EPI) completo se preparando para desinfetar a área durante o enterro de vítimas com suspeita de Ebola em Bunia, na Repúbl
Pessoas observam profissional de saúde com equipamento de proteção individual (EPI) completo se preparando para desinfetar a área durante o enterro de vítimas com suspeita de Ebola em Bunia, na Repúbl

Por Jennifer Rigby

LONDRES, 26 Ago (Reuters) - ​O surto da cepa Bundibugyo do Ebola em Uganda chegou ao fim, mas ainda não está sob controle na vizinha República Democrática do Congo, afirmou um representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

A declaração de que Uganda está livre da doença vem após um comunicado do governo ugandense, em 28 ⁠de ⁠julho, de que o país ​estava ‌livre da doença, após 20 casos e duas mortes no país.

A OMS monitorou a situação até esta semana para garantir que nenhuma cadeia de ⁠transmissão tivesse passado despercebida.

Mas a Dra. Marie Roseline Belizaire, ​diretora de preparação para emergências da região africana ​da OMS, afirmou em uma reunião ‌regional da ​OMS que ⁠os casos na República Democrática do Congo continuavam a aumentar, apesar de algum progresso. O surto naquele país é ​o segundo mais mortal da história e está superando os esforços de contenção.

De acordo com o governo congolês, até terça-feira, houve mais de 2.700 mortes e ​mais de 5.600 casos.

“A transmissão continua muito ativa”, disse Belizaire. “Conseguimos desacelerar o ritmo, mas ainda não conseguimos achatar essa curva.”

Ela disse que há melhorias no rastreamento de contatos e na realização de testes, e também que as análises do vírus de Bundibugyo não mostraram sinais de mutação, ​apesar da rápida disseminação.

Embora tenha descrito isso como uma boa ‌notícia, ela também destacou ⁠um déficit imediato de US$30 milhões para operações logísticas de entrega de equipamentos médicos e de proteção individual ⁠nas áreas mais afetadas do ⁠Congo.

“Sem esse investimento imediato, corremos ⁠o risco ⁠de ​perder o ímpeto que construímos”, disse ela.

(Reportagem de Jennifer Rigby)

Reuters

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