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OMS pede cessar-fogo no Congo para conter Ebola em meio ao aumento de casos

OMS pede cessar-fogo no Congo para conter Ebola em meio ao aumento de casos

Reuters

27/05/2026

Placeholder - loading - Funcionários da Cruz Vermelha buscam aumentar conscientização sobre Ebola em Bunia, República Democrática do Congo   25 de maio de 2026    REUTERS/Stringer
Funcionários da Cruz Vermelha buscam aumentar conscientização sobre Ebola em Bunia, República Democrática do Congo 25 de maio de 2026 REUTERS/Stringer

GENEBRA/DACAR, 27 Mai (Reuters) - O chefe da ​Organização Mundial da Saúde pediu nesta quarta-feira um cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo para conter um surto de Ebola, dizendo que os combates em andamento estão provocando deslocamentos em massa e disseminando a doença em campos superlotados.

A cepa Bundibugyo do Ebola, para a qual não há vacina ou tratamento aprovado, foi declarada uma emergência de preocupação internacional pela Organização Mundial da Saúde neste mês e os casos estão aumentando drasticamente.

'O leste da RDC enfrenta agora ⁠uma ⁠colisão catastrófica de doenças e conflitos, ​com o ‌surto de Ebola na província de Ituri ultrapassando a resposta', disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que deve viajar para a região nesta semana.

'Não podemos construir a confiança da comunidade ou ⁠isolar os doentes enquanto as bombas estão caindo. Pedimos a todas ​as partes em conflito que concordem com um cessar-fogo imediato para conter ​esse surto', afirmou ele no X.

Até o ‌momento, foram registrados mais ​de ⁠900 casos suspeitos e mais de 200 mortes suspeitas em três províncias do leste do Congo, incluindo a província de Kivu do Norte, controlada pelos rebeldes M23, ​apoiados por Ruanda, e a província de Kivu do Sul, controlada pelo grupo rebelde Alliance Fleuve Congo.

O grupo de ajuda Save the Children disse na quarta-feira que um quarto das mortes confirmadas são de crianças, pedindo ​um aumento nas medidas de prevenção de infecções.

Os combates continuaram no leste do Congo, apesar dos esforços de mediação liderados pelos Estados Unidos e outros, e milhões de pessoas estão deslocadas. A agência de refugiados da ONU afirmou que os locais de trânsito e recepção na região do Nilo Ocidental, em Uganda, que faz fronteira com o Congo, estão com mais do que o ​dobro da capacidade, segundo um documento.

Os grupos de ajuda humanitária estão enviando equipes e ‌equipamentos para o leste do ⁠Congo, mas os ataques a médicos devido à desconfiança da comunidade têm dificultado os esforços, segundo eles. Até o momento, os doadores prometeram cerca ⁠de US$500 milhões para ajudar com o surto, ⁠mas nem tudo foi desembolsado, de ⁠acordo com as ⁠autoridades ​de saúde.

(Reportagem de Silvia Aloisi, Emma Farge, Olivia Le Poidevin e Ayen Deng Bior)

Reuters

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