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Órgão regulador do Reino Unido investiga Telegram devido a suspeitas de abuso sexual infantil

Órgão regulador do Reino Unido investiga Telegram devido a suspeitas de abuso sexual infantil

Reuters

21/04/2026

Placeholder - loading - Adolescentes posam para uma foto enquanto seguram smartphones em frente ao logotipo do Telegram nesta ilustração tirada em 11 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic
Adolescentes posam para uma foto enquanto seguram smartphones em frente ao logotipo do Telegram nesta ilustração tirada em 11 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic

LONDRES, 21 Abr (Reuters) - A Ofcom, agência reguladora ​das comunicações do Reino Unido, abriu uma investigação nesta terça-feira sobre o aplicativo de mensagens Telegram, após indícios sugerirem que material de abuso sexual infantil estava sendo compartilhado na plataforma.

A investigação faz parte dos esforços do Reino Unido para coibir a exposição de crianças a conteúdos prejudiciais na internet sem que haja responsabilização clara. Embora a Lei de Segurança Online de 2023 do país tenha estabelecido normas mais rigorosas para plataformas de mídia social como Facebook, YouTube e TikTok, o primeiro-ministro Keir Starmer quer que elas avancem ainda ⁠mais.

O governo ⁠tem feito consultas sobre uma possível ​proibição de ‌mídias sociais para crianças menores de 16 anos, e Starmer se reuniu na semana passada com executivos de empresas de mídias sociais, onde pediu que assumissem mais responsabilidade.

A Ofcom disse que recebeu provas do Centro Canadense de Proteção à ⁠Criança sobre a suposta presença e compartilhamento de material de abuso sexual ​infantil no Telegram e que realizou sua própria avaliação da plataforma.

'À luz disso, ​decidimos abrir uma investigação para examinar se o ‌Telegram falhou, ou está ​falhando, ⁠em cumprir suas obrigações em relação ao conteúdo ilegal', disse a Ofcom em um comunicado.

O Telegram disse que negou 'categoricamente' as acusações da Ofcom, acrescentando que, desde 2018, havia 'praticamente eliminado' a disseminação ​pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma por meio de algoritmos de detecção.

'Estamos surpresos com essa investigação e preocupados que ela possa ser parte de um ataque mais amplo às plataformas online que defendem a liberdade de expressão e ​o direito à privacidade', disse a empresa com sede em Dubai em um comunicado.

O Telegram foi multado em fevereiro pelo órgão regulador de segurança online da Austrália por demorar a responder perguntas sobre as medidas tomadas para evitar a disseminação de abuso infantil e material extremista violento.

A Ofcom do Reino Unido disse na terça-feira que também havia aberto investigações sobre o Teen Chat e o Chat Avenue para verificar se essas plataformas ​estavam cumprindo suas obrigações de proteger as crianças contra o risco de serem alvo de ‌aliciamento.

A Ofcom afirmou que, após dialogar com ⁠as empresas, continuava insatisfeita quanto à questão de saber se elas estavam oferecendo proteção adequada às crianças britânicas contra o risco de aliciamento.

'Essas empresas precisam fazer mais ⁠para proteger as crianças, ou enfrentarão sérias consequências de ⁠acordo com a Lei de Segurança Online', ⁠disse Suzanne Cater, diretora ⁠de ​Fiscalização da Ofcom, no comunicado.

(Reportagem de Muvija M; edição de Paul Sandle e Susan Fenton)

Reuters

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