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    Onyx diz que investigação sobre caixa 2 permitirá esclarecimentos

    BRASÍLIA (Reuters) - BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta terça-feira que a abertura investigação contra ele sobre episódios de caixa 2 é uma chance de esclarecer o assunto.

    O ministro, que esteve reunido com a bancada do PSDB na Câmara para uma primeira conversa antes do encontro da bancada com o presidente eleito Jair Bolsonaro na quarta-feira acrescentou não ver “problema” na abertura de investigação.

    “Para mim é uma bênção, porque vai permitir que tudo se esclareça”, disse a jornalistas antes de seguir para reunião com o PSD na Câmara. “Não tenho problema com isso, ao contrário, é uma chance de resolver.”

    “Sempre fui um combatente contra a corrupção e vou continuar sendo, sem nenhum problema”, disse. “Foi um erro cometido e que nós vamos continuar esclarecendo a população e vou continuar tendo a confiança das pessoas.”

    Onyx afirmou que se reúne com as duas bancadas nesta terça-feira para iniciar o diálogo com o Congresso.

    O ministro, que ficará responsável pela articulação com o Legislativo disse não ter uma fórmula para tocar a negociação com o Congresso, mas tem batido na tecla que não irá se utilizar do chamado “toma lá, dá cá”.

    Ele reconheceu a necessidade de alianças e parcerias. Na segunda-feira, ao apresentar a estrutura do novo governo, Onyx afirmou que iniciaria uma série de conversas com partidos, a despeito das declarações de Bolsonaro e aliados durante a campanha segundo as quais as relações não se dariam na base partidária, mas levaria em conta bancadas estaduais e frentes temáticas.

    “Nós estamos, volto a dizer, com humildade, procurando todas as bancadas. Nós precisamos construir para o presidente Bolsonaro a possibilidade de nós termos o apoio da Câmara dos Deputados”, disse o ministro após encontro com a bancada do PSD, que deve se reunir com o presidente eleito na próxima terça-feira.

    De acordo com o futuro ministro, o diálogo com as bancadas irá continuar “para que nós possamos chegar àquilo que é a nossa meta: ter uma base aqui nas votações que são importantes para transformar o Brasil que precisam de quórum qualificado --seja projeto de lei complementar ou seja emenda constitucional--, ter um volume de parlamentares bem superior a 320, 330, podendo chegar a quem sabe 350 parlamentares”.

    Sobre a disputa pela presidência da Câmara, Onyx afirmou que o governo adotará a postura de “não intervenção” no processo.

    “Não estamos tratando desse assunto.”

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    México cobra 'investigação completa' dos EUA sobre uso de gás lacrimogêneo na fronteira

    Por Susan Heavey e Lizbeth Diaz

    WASHINGTON/TIJUANA, México (Reuters) - O Ministério de Relações Exteriores do México enviou uma nota diplomática ao governo dos Estados Unidos pedindo uma 'investigação completa' sobre o que descreveu como uso de armas não letais direcionadas ao território mexicano no domingo, informou a pasta em comunicado na segunda-feira.

    O pedido formal foi emitido um dia depois que autoridades norte-americanas lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra imigrantes perto da passagem de fronteira que separa Tijuana, no México, de San Diego, na Califórnia, no momento em que alguns corriam em direção aos Estados Unidos.

    Mais de 40 imigrantes foram detidos no lado norte-americano, disseram autoridades da fronteira dos Estados Unidos, acrescentando que nenhum conseguiu cruzar com sucesso para o território californiano.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres durante evento em Mississippi que pode fechar a fronteira se imigrantes 'atacarem' a barreira. Durante o impasse de domingo, autoridades norte-americanas fecharam a passagem de San Ysidro, a mais movimentada do país, por diversas horas.

    'Nós a fecharíamos e a manteríamos fechada se vamos ter um problema. A manteremos fechada por um longo período de tempo', disse Trump.

    O incidente de domingo foi o mais recente capítulo de uma saga que tem oposto as duras políticas migratórias de Trump contra milhares de pessoas que atravessaram o México fugindo de violentos países da América Central.

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    PF faz buscas em investigação sobre pagamento de propina de R$4 mi a Jucá

    (Reuters) - A Polícia Federal foi às ruas nesta quinta-feira para cumprir nove mandados de busca e apreensão no Estado de São Paulo como parte de investigação sobre suspeita de pagamento de propina no valor de 4 milhões de reais ao senador Romero Jucá (MDB-RR) pela Odebrecht para viabilizar a edição de uma resolução do Senado em 2012.

    A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no âmbito do inquérito 4382, que investiga Jucá com base nas delações de executivos da Odebrecht, incluindo o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht.

    No total foram expedidos 9 mandados de busca e apreensão, sendo 7 na capital paulista, 1 em Santos e 1 em Campo Limpo Paulista, informou a PF em nota oficial.

    Documento disponível no site do STF que detalha o inquérito citado pela PF na operação afirma que, segundo o Ministério Público Federal, a empresa petroquímica Braskem --uma sociedade entre Odebrecht e Petrobras-- tinha interessa na aprovação da Resolução 72 do Senado, que consistiria em limitar a chamada “Guerra dos Portos”.

    Foi então combinado o pagamento da vantagem indevida no valor de 4 milhões de reais a Jucá pelo chamado setor de Operações Estruturadas da Odebrecht em troca de apoio à empresa na tramitação da medida, de acordo com inquérito.

    Em nota, a assessoria de Jucá afirmou que ele 'já prestou todas as informações sobre a resolução da uniformização da alíquota de ICMS que foi aprovada no Senado' e que 'tem cobrado reiteradamente o andamento das investigações para que tudo possa ser esclarecido o mais rápido possível'.

    A Odebrecht, também em nota, disse que 'continua colaborando com a Justiça e reafirma o seu compromisso de atuar com ética, integridade e transparência”.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Bolsonaro reconhece que trabalho de Moro o ajudou a crescer politicamente

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro reconheceu que o trabalho do juiz federal Sérgio Moro, anunciado nesta quinta-feira como futuro ministro da Justiça, na operação Lava Jato o ajudou a crescer politicamente.

    'Você tem que reconhecer o trabalho dele, muito bem feito. Inclusive em função do combate à corrupção, da operação Lava Jato, as questões do mensalão, entre outros, me ajudou a crescer, politicamente falando', disse Bolsonaro em sua primeira coletiva a jornalistas como presidente eleito.

    Bolsonaro afirmou desconhecer que tenha havido contato de sua equipe com Moro ainda na campanha eleitoral.

    'Foi o Paulo Guedes que conversou com ele', disse, mencionado o futuro comandante do superministério da Economia. 'Não, não foi durante a campanha não, pelo que eu sei, foi depois.”

    Moro irá comandar um Ministério da Justiça ampliado, agora voltando a cuidar da área de segurança pública e ainda outros órgãos de controle interno do governo. O juiz, responsável pela operação Lava Jato em primeira instância em Curitiba, disse que decidiu aceitar o convite para poder implementar uma agenda anticorrupção no país. [nL2N1XC1EY]

    CONGRESSO

    Bolsonaro afirmou que não trabalhará para fazer os presidentes de Câmara dos Deputados e do Senado mas afirmou que vai apoiar candidatos que tenham o compromisso de ajudar na aprovação de pautas e projetos do governo.

    Bolsonaro disse que o governo eleito precisa ter humildade e apoiar nomes de outras legendas, for a do seu partido, o PSL, que elegeu a segunda maior bancada na Câmara, mas tem a perspectiva de se tornar a primeira com transferência de deputados de siglas que não cumpriram a chamada cláusula de barreira.

    “Tem que apoiar alguém de outro partido logicamente com o compromisso de liberar a pauta para questões nossas“, disse Bolsonaro. “A gente poderia angariar mais simpatia de parlamentares e para o nosso projeto.”

    Bolsonaro insistiu que o compromisso que o futuro presidente da Câmara precisa ter é 'não segurar a nossa pauta“.

    Na coletiva, o presidente eleito garantiu que se alguém de seu governo for denunciado por irregularidade, vai responder por isso, e que não vai interferir em qualquer investigação durante seu mandato.

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    Investigação sobre bombas enviadas a críticos de Trump foca na Flórida; projeto teria saído da internet

    Por Mark Hosenball e Gabriella Borter

    WASHINGTON/NOVA YORK (Reuters) - A investigação sobre 10 bombas enviadas a membros importantes do Partido Democrata e críticos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está focada em pistas no Estado da Flórida, informou uma fonte da área de segurança nesta quinta-feira, enquanto outra fonte disse que investigadores acreditam que o projeto dos dispositivos veio da internet.

    Acredita-se que todos os pacotes suspeitos passaram pelo Sistema Postal dos Estados Unidos em algum momento, disse a fonte de segurança. Muitos dos pacotes tinham como endereço de devolução o endereço do escritório na Flórida da deputada Debbie Wasserman Schultz, que já liderou o Comitê Nacional Democrata, de acordo com o FBI.

    As instruções para tais explosivos estão amplamente disponíveis em sites e em propaganda distribuída por grupos militantes islâmicos, incluindo a Al Qaeda e o Estado Islâmico, de acordo com a segunda a fonte e um ex-especialista em bombas do governo federal.

    O ex-vice presidente Joe Biden e o ator Robert De Niro tornaram-se na quinta-feira os mais recentes alvos das bombas. Nenhuma delas explodiu.

    As bombas exaltaram o que já era uma campanha controversa antes das eleições parlamentares do próximo 6 de novembro, na qual os republicanos de Trump tentarão manter as maiorias no Senado e na Câmara dos Deputados. O episódio também chamou atenção para a retórica dura que Trump emprega contra seus adversários.

    Trump condenou as bombas mas depois culpou a imprensa, seu alvo mais frequente, por muito do tom raivoso.

    Até agora ninguém reivindicou a responsabilidade pelos pacotes, e o FBI alertou que o público relate qualquer pista e continue alerta.

    Alguns dos pacotes enviados para locais em Nova York tinham envelopes com um pó branco dentro deles, mas o diretor assistente do FBI William Sweeney disse em um pronunciamento em Nova York que as análises iniciais não indicavam uma ameaça biológica.

    As bombas caseiras descobertas na quarta-feira eram similares às enviadas a Biden e De Niro, disse um oficial federal à Reuters. Autoridades descreveram os dispositivos como 'rústicos' enquanto especialistas de segurança disseram que o objetivo poderia ser o de criar pânico, em vez de matar.

    ALVOS DOS DISPOSITIVOS

    Uma das bombas foi enviada à sede da CNN em Nova York, que sempre foi alvo do escárnio de Trump pela cobertura que faz dele, e a rede disse nesta quinta-feira que o dispositivo estava sendo levado em um caminhão à prova de bombas para o laboratório do FBI em Quantico, na Virgínia, para análise.

    Líderes democratas disseram que as bombas eram um sinal perigoso da atmosfera política antagônica criada pelo presidente.

    Trump e outros republicanos já compararam democratas com uma 'turba ensandecida', ao citar os protestos na audiência de confirmação do juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh.

    O FBI disse na quinta-feira que um dos pacotes enviados a Biden - que certa vez disse que teria brigado com Trump se eles estivessem no colégio - foi descoberto em uma unidade de correios em seu Estado natal de Delaware, e uma segunda em uma outra locação.

    O dispositivo enviado a De Niro, que foi ovacionado quando gritou obscenidades a Trump na premiação dos Tony Awards em junho, foi mandado a uma de suas propriedades na cidade de Nova York.

    Várias das pessoas que receberam bombas - incluindo o ex-presidente Barack Obama e a adversária de Trump nas últimas eleições, Hillary Clinton - são alvos frequentes dos críticos de direita.

    Vários políticos, incluindo o líder da maioria no Senado Mitch McConnell e o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descreveram os pacotes de bombas como atos de terrorismo.

    'Alguém está tentando intimidar. Alguém está tentando calar as vozes deste país usando violência', disse De Blasio. 'Eu estou confiante que iremos encontrar o responsável ou os responsáveis'.

    Alguns grandes veículos de imprensa em Nova York, incluindo o New York Times, aumentaram sua segurança na quinta-feira.

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    TSE autoriza investigação pedida pela chapa de Haddad sobre suposto envio de mensagens anti-PT por empresários

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou nesta sexta-feira a abertura de uma investigação requerida pela chapa presidencial de Fernando Haddad sobre o suposto envio de mensagens em massa por WhatsApp bancado por empresários contra petistas, conforme reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

    A coligação de Haddad tinha requerido na quinta-feira a apuração com o objetivo de cassar a chapa do adversário e líder das pesquisas na corrida ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), apontado pela chapa petista como beneficiário da ação que teria sido feita por empresários.

    Embora tenha autorizado a investigação, o ministro do TSE rejeitou os pedidos de liminar requeridos pela coligação petista para conceder liminares para fazer busca e apreensão e quebrar sigilos bancário, telefônico e telemático de empresários e empresas supostamente envolvidos no caso.

    '(...) Observo que toda a argumentação desenvolvida pela autora está lastreada em matérias jornalísticas, cujos elementos não ostentam aptidão para, em princípio, nesta fase processual de cognição sumária, demonstrar a plausibilidade da tese em que se fundam os pedidos e o perigo de se dar o eventual provimento em momento próprio, no exame aprofundado que a regular instrução assegurará (LC nº 64/90, art. 22, V a VIII), razão pela qual, à míngua dos pressupostos autorizadores, indefiro as postulações cautelares', decidiu o magistrado.

    Ao autorizar a instauração da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, o ministro do TSE determinou a citação dos envolvidos para, no prazo de cindo dias, oferecerem defesa.

    Nesta sexta-feira, o WhatsApp informou que está 'tomando medida legal imediata' contra empresas que estão enviando mensagens em massa sobre a eleição presidencial no Brasil.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    MPF investiga guru econômico de Bolsonaro por fraudes em negócios com fundos de pensão

    Por Ricardo Brito e Brad Brooks

    BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - A Procuradoria da República no Distrito Federal (MPF-DF) abriu investigação contra o economista Paulo Guedes, principal assessor econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), por suspeita de que cometeu crimes em operações com fundos de pensão de empresas estatais, segundo documentos da apuração obtidos nesta quarta-feira pela Reuters.

    Na investigação conduzida pela força-tarefa da operação Greenfield a partir de relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o MPF apura se Guedes, apontado pela Previc como controlador do Grupo HSM Brasil, cometeu dois delitos da Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional: gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e se emitiu e negociou títulos mobiliários sem lastro ou garantias.

    Em nota, a HSM rebateu a informação da Previc e afirma que 'o certo é que o professor Paulo Guedes jamais foi sócio e controlador da HSM, informação equivocada que poderia ter sido apurada em mera consulta à Junta Comercial'.

    A nota também informa que Guedes 'não exerce qualquer cargo ou função' na HSM desde 22 de outubro de 2014, data em que se desligou do conselho.

    Uma nota técnica da Previc, citada pelo MPF, informa que 'há relevantes indícios de que, entre os meses de fevereiro de 2009 e junho de 2013, diretores/gestores dos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ, Postalis (todas alvos da Operação Greenfield), Infaprev, Banesprev e Fipecq e da sociedade por ações BNDESPar possam ter se consorciado com o empresário Paulo Roberto Nunes Guedes (...), controlador do Grupo HSM Brasil, a fim de cometerem crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras equiparadas e emissão e negociação de títulos mobiliários sem lastros ou garantias, relacionados a investimentos no FIP BR Educacional.'

    O grupo de Guedes conseguiu captar 1 bilhão de reais nessas operações, de acordo com a investigação, que foi revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada posteriormente à Reuters por um procurador com conhecimento direto do caso.

    Em nota, os advogados de Paulo Guedes, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, chamaram o relatório de 'mentiroso' e disseram que vão apresentar 'documentação que comprova a lisura das operações'.

    'Causa perplexidade que, às vésperas da definição da eleição presidencial, tenha sido instaurado um procedimento para apurar fatos apresentados por um relatório manifestamente mentiroso', afirma a nota.

    'Cumpre esclarecer que o fundo FIP BR Educacional não trouxe qualquer prejuízo aos fundos de pensão. Ao contrário. Ele apresentou retorno substancialmente acima do objetivo estabelecido no regulamento firmado entre os cotistas', acrescentou.

    Também em nota, a Previ disse que 'no caso específico do FIP BR Educacional a Previ obteve retorno nominal de 116,99 por cento e um retorno acima da meta atuarial em 49,85 por cento'. Afirmou ainda que após encerramento do FIP, 'foi realizada uma avaliação do investimento pela auditoria interna da Previ, que validou a conformidade das operações'.

    Bolsonaro vai enfrentar o candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno da eleição presidencial, no dia 28 de outubro, após ter sido o mais votado no primeiro turno com 46 por cento dos votos, enquanto Haddad ficou em segundo lugar com 29 por cento.

    (Reportagem adicional de Tatiana Ramil e Eduardo Simões)

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    FBI interroga colega de escola de indicado à Suprema Corte dos EUA acusado de assédio

    Por Steve Holland e David Morgan

    WASHINGTON (Reuters) - Dias depois de receber a ordem de investigar alegações de assédio sexual contra Brett Kavanaugh, indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, à Suprema Corte, o FBI conversou com o colega do ensino médio dele Mark Judge, mas o interrogatório não terminou, disse o advogado de Judge na segunda-feira.

    A professora universitária Christine Blasey Ford disse que Judge testemunhou quando Kavanaugh supostamente a agrediu sexualmente em uma festa em 1982, quando ambos cursavam o segundo grau no Estado de Maryland.

    Judge negou as alegações de Christine. Kavanaugh também refutou as acusações, assim como as de outras duas mulheres, e acusou os democratas, de oposição ao governo Trump, de realizarem um 'ataque' político.

    Na sexta-feira membros do Comitê Judiciário do Senado votaram a favor da indicação de Kavanaugh, mas uma votação no plenário do Senado para a confirmação do indicado foi adiada por uma semana depois que Trump cedeu à pressão de membros moderados do seu Partido Republicano pelo inquérito do FBI.

    Trump disse na segunda-feira que o FBI terá liberdade total para interrogar qualquer testemunha que considerar necessária. Ele disse não querer que a investigação se torne uma 'caça às bruxas', e que deveria ser finalizada rapidamente.

    'Quero que eles façam uma investigação muito abrangente. Seja lá o que for que isso signifique, de acordo com os senadores e os republicanos e a maioria republicana, quero que eles façam isso', disse Trump em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

    Os comentários vieram na esteira de críticas de democratas segundo os quais Trump e outros republicanos estão tentando limitar a abrangência do inquérito do FBI.

    O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse que a Casa votará nesta semana a confirmação de Kavanaugh, juiz conservador de um tribunal federal de apelações de Washington. O porta-voz de McConnell não quis esclarecer se este se referia a votos sobre os procedimentos ou a uma votação final para a confirmação do juiz.

    No mês passado a indicação de Kavanaugh se transformou em uma grande polêmica que ameaçou os esforços de Trump e de seus correligionários para consolidar um domínio conservador sobre a maior instância jurídica da nação.

    Alguns republicanos temem que levar a confirmação adiante prejudique o partido com o eleitorado feminino nas eleições parlamentares de 6 de novembro.

    (Reportagem adicional de Lisa Lambert, Richard Cowan e Sarah N. Lynch)

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    Acusadora de indicado à Suprema Corte dos EUA quer investigação do FBI antes de depor

    Por Lawrence Hurley e Eric Beech

    WASHINGTON (Reuters) - Uma mulher que acusou o indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Suprema Corte Brett Kavanaugh de cometer agressão sexual décadas atrás quer que suas alegações sejam investigadas pelo FBI antes de comparecer a uma audiência do Senado, disseram os advogados dela na terça-feira.

    O desdobramento complicou ainda mais um processo de confirmação que parecia tranquilo para Kavanaugh, cuja aprovação para o cargo vitalício pode consolidar um controle conservador sobre a maior instância jurídica dos EUA.

    Christine Blasey Ford, uma professora universitária da Califórnia, acusou Kavanaugh de atacá-la e tentar despi-la durante uma festa em Maryland em que estava bêbado em 1982, quando ambos cursavam o ensino médio. Kavanaugh classificou as alegações como 'completamente falsas'.

    O Comitê Judiciário do Senado, que está supervisionando a nomeação, havia convocado uma audiência para segunda-feira para examinar a questão, e a Casa Branca disse que Kavanaugh está pronto para depor.

    Em uma carta ao presidente do comitê, o senador republicano Chuck Grassley, os advogados de Christine disseram que é preciso que uma investigação da Polícia Federal norte-americana ocorra primeiro.

    'Uma investigação completa de autoridades da lei garantirá que os fatos e as testemunhas cruciais desta questão sejam avaliados de maneira apartidária e que o comitê esteja totalmente informado antes de realizar qualquer audiência ou tomar qualquer decisão', escreveram os advogados. Uma cópia da carta foi publicada no site do comitê.

    Grassley disse não haver razão para adiar o depoimento de Christine e que o convite feito para que ela fale ao comitê na segunda-feira está de pé.

    'O depoimento da doutora Ford refletiria seu conhecimento pessoal e sua lembrança dos eventos. Nada que o FBI ou qualquer outro investigador faça teria qualquer relação com o que a doutora Ford contar ao comitê, então não existe razão para mais nenhum adiamento', disse Grassley em um comunicado.

    Os democratas, que já se opunham com firmeza ao indicado, também estão pedindo uma investigação do FBI, algo que os republicanos rejeitaram. Trump e outros republicanos disseram não acreditar que é preciso envolver o FBI.

    Uma audiência poderia representar um momento 'tudo ou nada' para as chances de confirmação do juiz conservador de um tribunal federal de apelações no momento em que Trump investe no objetivo de inclinar o judiciário federal para a direita.

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    Papa se reúne com líderes católicos dos EUA para debater abusos e ordena investigação de bispo

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco ordenou uma investigação sobre um bispo norte-americano acusado de má conduta sexual com adultos e aceitou a renúncia dele, comunicaram o Vaticano e autoridades católicas dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

    O anúncio foi feito enquanto o papa se reunia com líderes da Igreja dos EUA para debater as consequências de um escândalo envolvendo um ex-cardeal norte-americano e exigências de um arcebispo para que o pontífice renuncie.

    A Igreja Católica está sendo assolada em todo o mundo por crises ligadas ao abuso sexual de menores de idade. Pesquisas mostram uma queda brusca da confiança na instituição nos EUA, Chile, Austrália e Irlanda, os países onde o escândalo provocou mais estragos, e também em outros lugares.

    O bispo que renunciou foi Michael J. Bransfield, de 75 anos, da diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental. O Vaticano disse que o papa nomeou o arcebispo William Lori, de Baltimore, para comandar a diocese até um novo bispo ser indicado.

    Nem o Vaticano nem a arquidiocese de Baltimore deram qualquer detalhe sobre as alegações específicas contra Bransfield. Não foi possível fazer contato nem com Bransfield nem com seu representante legal de imediato para obter comentários.

    O site da arquidiocese de Baltimore informou que Francisco instruiu Lori a realizar uma investigação sobre as alegações de assédio sexual de Bransfield contra adultos.

    'Minha preocupação principal é o cuidado e apoio dos padres e das pessoas da diocese de Wheeling-Charleston neste momento difícil', disse Lori em um comunicado.

    'Também prometo conduzir uma investigação minuciosa em busca da verdade sobre as alegações perturbadoras contra o bispo Bransfield e trabalhar estreitamente com o clero, líderes religiosos e laicos da diocese até a indicação de um novo bispo'.

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    Trump diz que secretário de Justiça deveria encerrar 'já' inquérito sobre a Rússia

    Por Doina Chiacu e Susan Cornwell

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o secretário de Justiça, Jeff Sessions, deveria encerrar uma investigação federal sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016 e uma possível cooperação da campanha de Trump com Moscou.

    O presidente republicano vem se queixando há tempos do inquérito criminal sobre sua conquista da Casa Branca, mas o comentário desta quarta-feira pareceu ser seu apelo mais direto pelo fim da investigação do procurador especial Robert Mueller.

    Em uma série de tuítes, Trump classificou como uma 'FARSA TOTAL' a ideia de que sua campanha trabalhou com Moscou. 'Esta é uma situação terrível e o secretário de Justiça Jeff Sessions deveria acabar com esta caça às bruxas manipulada já, antes que ela continue a manchar nosso país ainda mais', disse.

    A Casa Branca afirmou que o tuíte não era uma ordem para Sessions e que Trump estava expressando sua frustração com a duração do inquérito.

    Trump também alegou que Mueller está 'totalmente em conflito'. Ele não apresentou nenhuma prova de que a equipe liderada por Mueller, um republicano nomeado por um republicano, o trata com parcialidade.

    O primeiro julgamento resultante do inquérito sobre o papel russo na eleição começou na terça-feira em Alexandria, no Estado da Virgínia. Nele, Paul Manafort, ex-gerente de campanha de Trump, enfrenta 18 acusações de fraude bancária e tributária.

    Uma porta-voz do Departamento de Justiça disse que o organismo não tem nenhum comentário imediato sobre o tuíte de Trump a respeito do encerramento da apuração de Mueller.

    Rudy Giuliani, o advogado pessoal de Trump, disse que seu cliente expressou no tuíte uma opinião defendida há tempos por sua equipe.

    'Estamos dizendo há meses que é hora de encerrar este inquérito. O presidente expressou a mesma opinião', declarou Giuliani à Reuters.

    Trump vem atacando Sessions continuamente por se abster da investigação sobre a Rússia em março de 2017. Sessions citou seu papel de conselheiro sênior da campanha presidencial de Trump e indicou o vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, para supervisionar a investigação.

    Rosenstein, por sua vez, indicou Mueller e é a pessoa que tem autoridade para demiti-lo.

    Mueller tem amplo apoio no Congresso, onde os republicanos governistas controlam as duas casas. Seis senadores republicanos que participariam de uma votação nesta quarta-feira desaprovaram o tuíte de Trump pedindo o fim do inquérito.

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